Colaboradores felizes

Imagine que você tenha sido convidado para gerenciar uma empresa que disponha de recursos financeiros suficientes para oferecer uma infraestrutura tecnológica invejável aos funcionários. Será que só isso basta para que eles atendam às expectativas de produtividade? Na verdade, tudo depende bastante da capacidade da organização em tornar os colaboradores felizes.

Proporcionar dispositivos e sistemas dotados de tecnologia de ponta facilita a realização das atividades diárias e, portanto, contribui para o bem-estar no trabalho. Contudo, a felicidade é um índice atrelado a outros fatores, os quais precisam ser considerados pelos líderes para a busca de metas e objetivos da empresa.

Mas por que o grau de felicidade dos colaboradores interfere tanto nesse processo? É o que explicaremos a seguir. Acompanhe!

O que é um colaborador feliz?

Antes de mais nada, vale a pena apresentar uma das possíveis definições do que seria a chamada felicidade profissional. De maneira bem resumida, podemos dizer que um colaborador feliz é aquele que se mostra constantemente interessado, satisfeito e entusiasmado com o que faz.

Os aspectos levantados, é claro, tendem a variar um pouco de um indivíduo para outro. De qualquer forma, se uma determinada pessoa está realmente feliz no seu trabalho, isso, entre outras coisas, significa que ela tem uma ótima experiência profissional. Trata-se de uma constatação facilmente observável em diferentes empresas, dos mais variados portes e nichos de mercado.

Qual é a importância da felicidade do time?

A reflexão anterior rapidamente nos leva a tentar entender a real influência da felicidade sobre o desempenho das equipes. Para tanto, vamos lembrar que pessoas cheias de entusiasmo se tornam mais propensas a fortalecer o ambiente de trabalho colaborativo.

Elas ajudam a gerar um clima mais harmônico e em prol da mobilização de esforços necessária para resolver problemas, independentemente da aparente dificuldade. Quem participa de equipes com essa característica tende a se sentir muito mais motivado e com menos ansiedade no trabalho.

Desse modo, o engajamento vinculado ao desenvolvimento e conclusão das tarefas passa a ser uma consequência cotidiana. Aqui, também é importante notar que o grau de concentração aumenta consideravelmente, algo fundamental para atingir os objetivos almejados pelo negócio.

Por fim, colaboradores felizes exibem elevado nível de satisfação com relação ao cargo que ocupam dentro da empresa e, principalmente, às funções imputadas a eles. Nesse ponto, estamos falando daquela pessoa que dorme bem e acorda melhor ainda no dia seguinte, pois não vê a hora de voltar ao trabalho.

Afinal, ela sabe que se encontrará com um grupo de colaboradores dedicados a conservar a harmonia interna e a trabalhar de forma unida. Postura bem diferente daqueles colaboradores estressados, que preferem nem lembrar que precisam voltar ao trabalho em breve.

Como a empresa é beneficiada com a felicidade do funcionário?

A conjunção de todos os fatores comentados acima faz com que a empresa tenha pessoas dispostas a colaborar para o alcance de suas metas e objetivos. Isso se aplica tanto no curto quanto no médio e longo prazos. 

É igualmente verdade, porém, que, por ser algo abstrato, a preocupação com a experiência do colaborador gera desconfiança nos gestores, e duvidar dos benefícios proporcionados pela felicidade organizacional é algo comum.

Com o propósito de evitar que você cometa esse equívoco, ressaltamos um estudo efetuado pela Universidade da Califórnia (EUA). Existem outros dados interessantes elencados pela pesquisa, mas, só para citar um dos mais interessantes, colaboradores felizes chegam a ser cerca de 30% mais produtivos do que os demais.

Além disso, convém reparar que pessoas com esse perfil costumam ser calmas, demonstrando mais disposição na hora de solucionar as dificuldades dos clientes. Somam-se, ainda, os ganhos associados à diminuição dos números de acidentes de trabalho e de desperdícios de materiais ou matéria-prima.

Com funcionários contentes, a empresa também tende a economizar em custos destinados aos planos de saúde. Basta salientar que a felicidade não apenas contribui para a melhora da saúde mental dos colaboradores, mas do organismo como um todo.

Em suma, a felicidade é um índice intimamente ligado:

Por que os colaboradores felizes são mais produtivos?

A procura pelo aprimoramento da produtividade sem perder a qualidade ainda é um dos desafios mais frequentes de diversas empresas ao redor do mundo. Fato é que a conquista desses objetivos passa pela oferta dos meios que favoreçam a plena felicidade dos colaboradores. 

As organizações bem-sucedidas em seus ramos de mercado já descobriram o poder de ter colaboradores felizes em seus quadros há tempos. Não é à toa que elas puxam a fila das chamadas empresas do futuro.

Com base em pesquisas de clima organizacional, elas se preocupam em tomar todas as medidas necessárias para promover a felicidade individual de todos os envolvidos. Afinal, sabem que não adianta somente ter os melhores estrategistas à disposição, prontos para criar planilhas que impressionam pela organização.

Tais empresas reconhecem que a projeção daqueles números maravilhosos só ganhará vida a partir do momento em que houver pessoas dispostas a materializá-los. Isso, por sua vez, depende de um ambiente propício à melhora da felicidade.

Pessoas felizes em seus locais de trabalho se sentem reconhecidas e motivadas para aperfeiçoar seus próprios resultados a cada novo ciclo. Essas características são determinantes para que toda a equipe gire no mesmo ritmo, atuando de maneira coesa e alinhada aos propósitos da corporação.

Conforme o tempo passa e a empresa preenche seus cargos com talentos dotados da mesma dose de energia, fica fácil se manter entre as referências da sua área de atuação. A sustentação do nível de excelência faz com que ela atraia a atenção de outros profissionais, interessados em fazer parte desse ambiente prazeroso.

Por todas essas razões, sua empresa também deve se perguntar a respeito do que falta para tornar seus colaboradores felizes e, consequentemente, mais produtivos. 

Esse é o caminho para promover a qualidade de vida interna e, assim, deixá-los menos propensos a problemas de saúde no trabalho. Dessa forma, você torna a gestão muito mais eficiente e sintonizada com as atuais necessidades da organização.

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