Veja 3 causas do absenteísmo e saiba como combatê-las!

28 de abril de 2022

Embora diversos sejam os fatores que impactam no desenvolvimento das atividades de uma empresa, não há como negar que o absenteísmo no trabalho é uma questão que merece atenção especial por parte de gestores e líderes.

Isso porque altos índices de absenteísmo, na prática, podem representar perdas produtivas significativas para o negócio, sobretudo quando se trata de setores em que o capital humano está diretamente ligado às operações e aos resultados.

Nesse sentido, ao gestor, não basta ser capaz de identificar e recrutar os melhores talentos para a sua empresa. Mais do que isso, é crucial desenvolver ações para manter os profissionais engajados, motivados e comprometidos com as suas funções. Também é seu papel oferecer um ambiente de trabalho adequado, que contribua com a saúde e o bem-estar dos colaboradores.

Dada a relevância que o absenteísmo no trabalho tem dentro das empresas, preparamos um artigo para tratar melhor sobre o tema, destacando 3 das principais causas desse problema e como combatê-las. Continue a leitura e confira!

O que é absenteísmo no trabalho?

O termo remete aos momentos de ausência do colaborador durante o expediente na empresa, quando deveria ocupar o posto de trabalho para desempenhar suas funções. Essa situação engloba as faltas por diferentes motivos, os atrasos e até as saídas antecipadas.

Trata-se de um problema em várias organizações, já que reduz a produção diária e causa prejuízos a todos os envolvidos. Afinal, um funcionário ausente compromete o desenvolvimento de suas próprias atividades e, em muitos casos, afeta o andamento de processos que dependem de outras pessoas.

Sabendo disso, é importante que gestores acompanhem a frequência e investiguem as razões por trás de cada prática, independentemente das justificativas que forem apresentadas. A falta frequente pode indicar muitas coisas, desde imprevistos até descontentamento com o ambiente corporativo.

Quais são os tipos de absenteísmo?

A classificação varia de acordo com a abordagem do funcionário após faltar, se atrasar ou sair antes do horário. Assim, podemos dizer que existe o absenteísmo justificado e o injustificado. O primeiro acontece quando o colaborador explica o motivo de sua ausência.

O absenteísmo justificado geralmente está associado a consultas médicas ou licenças. Nesses casos, a empresa costuma receber um aviso prévio e consegue se preparar para lidar com a ausência do profissional da melhor forma — encontrando um substituto ou reajustando as tarefas, por exemplo.

Já o absenteísmo injustificado é aquele que não vem acompanhado de informes antecipados. Ocorre, portanto, quando o funcionário se ausenta sem fornecer uma explicação detalhada sobre o caso. Em geral, está ligado a incidentes repentinos e falta de estímulos para continuar na empresa.

O segundo tipo é mais complicado justamente por não permitir uma reação rápida e adequada da empresa. Logo, exige muito esforço por parte das lideranças para identificar padrões e compreender o que está levando as pessoas a repetirem essa situação.

A diferença pode ser aplicada, ainda, de acordo com o fator que desencadeou a falta. Depois de refletir sobre o que é absenteísmo no trabalho, fica fácil pensar em suas possíveis causas. Falta de motivação, problemas de saúde física, estresse e depressão são as mais comuns. Veja outras abaixo:

  • estrutura inadequada ou insuficiente — se o ambiente de trabalho não for confortável e tiver os recursos necessários, é provável que as equipes tenham dificuldade para desempenhar algumas tarefas com êxito;
  • cultura organizacional ultrapassada — se os comportamentos e valores não estiverem bem claros, a chance de os colaboradores se sentirem distantes e pouco integrados ao grupo aumenta, gerando desalinhamentos;
  • baixa expectativa quanto ao cargo — profissionais de todas as áreas querem ter seu bom desempenho reconhecido por meio de incentivos. Se isso não ocorre, tendem a perder aquela energia inicial que levaria ao crescimento;
  • problemas pessoais ou urgências — imprevistos e desentendimentos podem surgir de última hora, impedindo a chegada do colaborador ao posto de trabalho ou prejudicando sua capacidade de se concentrar nas atividades;
  • bullying — atitudes negativas e provocações entre funcionários afetam a qualidade dos trabalhos. Isso porque despertam sentimentos como medo e tristeza, deixando o clima marcado por preocupações constantes.

Qual é a diferença entre absenteísmo e presenteísmo?

O mundo corporativo engloba termos que podem gerar confusão em certos momentos. Quando o assunto envolve recursos humanos, conceitos como turnover se tornam comuns e tendem a ser tratados como sinônimo de absenteísmo e até presenteísmo.

Você já deve ter ouvido falar desses termos, e provavelmente se deparou com dúvidas sobre as diferenças. Como já sabe o que é absenteísmo no trabalho, você pode estar se perguntando o que significa presenteísmo. Pois essa palavra remete a uma presença parcial do colaborador no local de trabalho.

Para entender melhor, pense naqueles funcionários que, por alguma razão, começam a desenvolver suas atividades de forma insuficiente. Eles chegam ao local onde sempre desempenharam suas funções e, em dado momento, passam a demonstrar pouco interesse na qualidade dos processos.

Trata-se de um bom exemplo de presenteísmo, que ocorre quando alguém não consegue dar o seu melhor no cargo. Em vez de cumprir as tarefas e até aprimorá-las, o funcionário segue o caminho inverso: seus resultados pioram e a motivação cai cada vez mais, até chegar a um ponto insustentável.

Assim como o absenteísmo, o presenteísmo demanda abordagens personalizadas para que não gere perda de talentos. Ele pode resultar de vários fatores que reduzem a produtividade de um indivíduo, muitos deles já citados no tópico anterior.

O presenteísmo tende a ser mais difícil de identificar, visto que envolve a presença do funcionário no posto de trabalho. Cabe aos gestores, portanto, ficar de olho em qualquer alteração no desempenho de suas equipes, principalmente quando as metas alcançadas ficam abaixo do esperado.

Apesar de suas diferenças, o absenteísmo e o presenteísmo causam vários impactos negativos às empresas. Um colaborador que, embora presente, não se esforça para entregar resultados pode ser comparado a um perfil que se ausenta repetidas vezes. Entre as consequências, vale destacar:

  • queda na produtividade;
  • baixa integração das equipes;
  • alto índice de rotatividade na empresa;
  • aumento dos custos diretos e indiretos;
  • redução considerável nos lucros do negócio;
  • falta de alinhamento nos processos;
  • conquistas inferiores ao que foi projetado.

Quais são os impactos do absenteísmo no trabalho?

De modo geral, a produtividade é o ponto mais afetado dentro das empresas quando o assunto é absenteísmo. Com equipes frequentemente desfalcadas, há uma série de ocorrências que interferem no bom andamento das atividades, como:

  • sobrecarga de trabalho em relação aos colaboradores presentes;
  • desorganização na rotina, dada a necessidade de que colaboradores assumam as responsabilidades dos ausentes;
  • ineficiência operacional, também ocasionada pela necessidade de que funcionários, muitas vezes sem as habilidades, assumam as funções de outros;
  • desgaste do clima interno, o que também impacta na motivação e no rendimento das equipes.

Além desses pontos, também é preciso considerar que altos índices de absenteísmo impactam negativamente sobre as finanças da empresa. Nesse sentido, por exemplo, pode-se aumentar os custos com o pagamento de adicionais por horas extras, dada possível necessidade de aumento da jornada dos funcionários para conseguir manter a produtividade.

No mais, quando o absenteísmo está relacionado a questões de saúde, a empresa precisa arcar com os prejuízos decorrentes de afastamento do empregado, acionamento do plano de saúde e, em casos mais graves, contratação de substitutos.

Quais são as 3 principais causas de absenteísmo nas empresas?

Em regra, um alto índice de absenteísmo no trabalho está diretamente relacionado a dois pontos principais: a insatisfação do funcionário em relação à empresa e aos problemas de saúde. Desses dois fatores, outros acabam surgindo e merecem a atenção por parte dos gestores e líderes.

Vejamos alguns exemplos!

1. Falta de motivação

A falta de motivação pode ter origens internas — isto é, relacionadas à empresa — ou externas. Por exemplo, se o colaborador atua em uma função com a qual não sente prazer, não se sente valorizado, certamente trabalhará desmotivado, uma situação que pode contribuir para o seu absenteísmo.

Além disso, existem questões internas que também podem desmotivar o funcionário, como:

  • jornadas de trabalho excessivas;
  • falta de descanso;
  • condições de trabalho inadequadas;
  • baixa remuneração;
  • falta de perspectiva quanto ao crescimento dentro da empresa;
  • ausência de benefícios e outros.

Todos esses fatores precisam estar no “radar” dos gestores, a fim de que estratégias possam ser aplicadas para reverter o quadro.

2. Estresse e depressão

As chamadas doenças psicossociais, como a depressão, também figuram como uma das grandes causadoras de absenteísmo no trabalho. Para se ter uma ideia da complexidade do problema, a depressão é a terceira maior causa de afastamentos médicos no estado de São Paulo. No Brasil, a patologia ocupa a 13ª posição.

Tanto o estresse quanto a depressão podem estar relacionados com fatores internos. Entre os mais comuns, vale destacar:

  • trabalho em ambiente hostil;
  • cobrança excessiva;
  • falta de descanso e lazer;
  • sobrecarga de trabalho;
  • desvalorização dos cuidados com a saúde mental;
  • descontentamento com as funções; entre outros.

A depressão também pode surgir por questões pessoais, como conflitos familiares, perda de entes queridos e outras. Em todos os casos, é fundamental que a empresa tenha uma cultura de acompanhamento da saúde mental dos seus colaboradores, minimizando assim os danos que podem ser causados por esse grave problema.

3. Problemas de saúde física

O absenteísmo também é um bom indicador de como anda a saúde dos colaboradores. Quando se observa a recorrência de afastamentos por motivo de doença, é possível que as condições de trabalho oferecidas na empresa estejam contribuindo com o surgimento ou agravamento de enfermidades.

Os problemas mais comuns são ocasionados por doenças ocupacionais, quadro que tem uma íntima relação com más condições de trabalho. Além disso, problemas de saúde física também podem ser causados por acidentes de trabalho ou pela exposição desprotegida a ambientes insalubres e perigosos.

No mesmo sentido, hábitos prejudiciais à saúde, como o tabagismo, má alimentação e o sedentarismo, pesam negativamente sobre as estatísticas de absenteísmo por razões de doenças físicas.

Quais medidas estratégicas ajudam a combater o absenteísmo no trabalho?

Como visto, o absenteísmo no trabalho pode gerar uma série de impactos negativos sobre os resultados da empresa. Em razão disso, é fundamental que os gestores estejam atentos às causas desse problema, agindo para solucioná-las.

A seguir, destacamos algumas das ações estratégicas que podem auxiliar na redução do absenteísmo no trabalho. Vejamos!

Investir em prevenção

A melhor estratégia para lidar com as altas taxas de absenteísmo é, sem dúvida, evitar que elas atinjam níveis preocupantes. Para tanto, focar em ações que contribuam com clima organizacional da empresa é uma excelente alternativa.

Nesse sentido, valorizar o colaborador é uma medida preventiva de grande valia, pois melhora a relação da empresa com as equipes, fortalece a motivação e, consequentemente, reduz as taxas de absenteísmo.

Para isso, é importante que o hábito de reconhecer o bom trabalho e oferecer feedbacks construtivos estejam integrados à cultura da empresa. Além disso, a formulação de um ambiente colaborativo, saudável e pautado na comunicação, pode prevenir os afastamentos ao reduzir os riscos de atritos internos, ruídos na comunicação e outros pontos similares.

Do ponto de vista da saúde física, a prevenção também deve estar presente no ambiente. Nesse sentido, investir em ergonomia e na promoção de hábitos saudáveis são algumas medidas mais gerais que podem prevenir os afastamentos.

Ações mais específicas certamente demandam uma leitura mais técnica e aprofundada da realidade das equipes. Com base em dados e análises, é possível executar planos estratégicos mais direcionados, aumentando a probabilidade de bons resultados e otimizando os custos.

Engajar as equipes

O engajamento dos colaboradores é um dos quesitos determinantes para o sucesso de qualquer ação que vise a redução do absenteísmo. Isso porque não basta traçar uma excelente estratégia para reduzir os altos índices. Além disso, é indispensável que os trabalhadores adotem as medidas estabelecidas e sintam que elas são efetivas.

Para fortalecer o engajamento e reduzir o absenteísmo no trabalho, pode-se pensar em medidas como:

  • definir metas;
  • reconhecer o esforço das equipes;
  • oferecer pequenas recompensas, entre outras.

Investir em tecnologia e soluções personalizadas

Como visto, o absenteísmo pode ser ocasionado por diferentes fatores. Por essa razão, nem sempre é recomendado que a empresa adote ações genéricas para tentar reverter a situação, pois há o risco de se gastar com ações improdutivas e pouco aderentes às reais causas do problema.

Na realidade, considerando as diferentes ferramentas que se tem à disposição atualmente, o mais indicado é investir em tecnologia, em recursos e soluções que facilitem o monitoramento dos recursos humanos em seus mais diferentes aspectos, como desempenho, saúde e bem-estar.

Com o apoio de softwares e dos dados, por exemplo, gestores podem ter muito mais visibilidade sobre a real situação dos colaboradores, podendo identificar as principais causas de afastamento, por exemplo. A partir dessas leituras, certamente fica mais fácil direcionar ações e investimentos, aumentando o retorno e os resultados.

Em conjunto com essas medidas, investir em soluções personalizadas também pode potencializar a gestão dos recursos humanos da empresa. Soluções desenvolvidas com base nas necessidades e características do negócio, por exemplo, levam a avaliações mais finas e viabilizam ajustes estratégicos.

Qual é o papel do RH sobre o absenteísmo no trabalho?

O setor de Recursos Humanos tem papel essencial na administração das questões relacionadas à gestão de pessoas. Sua principal missão é garantir que os funcionários tenham um espaço adequado para executar todas as atividades propostas, de forma organizada e confortável.

O RH é a área da empresa que mais tem proximidade com os colaboradores e suas lideranças. Isso traz a capacidade de controlar e acompanhar a frequência dos profissionais no local de trabalho, a fim de propor ações que os motivem e perceber obstáculos em tempo recorde.

Quem atua nesse setor precisa investigar o motivo das faltas, atrasos e saídas inesperadas para lidar com todas da melhor forma. Isso significa ouvir ambos os lados, tanto o de quem precisou se ausentar quanto o de quem teve que amenizar essa falta de alguma maneira.

É possível classificar, portanto, o papel dos Recursos Humanos como uma conduta apaziguadora. Afinal, não tem solução melhor que antecipar possíveis desconfortos para propor melhorias que ajudem a recuperar a motivação de todos.

Ficou claro que o absenteísmo no trabalho é um indicador intimamente relacionado com o nível de satisfação, bem-estar e saúde dos colaboradores dentro e fora da empresa. Quando esse índice está muito elevado, os impactos negativos sobre a produtividade e os resultados do negócio são praticamente certos.

Por isso, é fundamental avaliar as causas desse problema de forma criteriosa e, a partir disso, estabelecer um plano estratégico focado na solução. Agora você sabe o que é absenteísmo no trabalho e tem uma boa base para definir as próximas ações, tomando o cuidado de alinhar todas aos objetivos da empresa.

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