Em 2022, o preço médio de um plano de saúde empresarial pode crescer em até 133%, segundo a notícia divulgada pela Folha no dia 1° de Abril do mesmo ano. Esses dados refletem a realidade que vivemos no Brasil: um valor crescente, desde 2000, no impacto financeiro da saúde nas empresas. Um dos fatores que contribuem para esse fenômeno é o mau uso do plano de saúde corporativo.

Afinal, a literatura científica aponta contundentemente a utilização correta da rede como um fator de economia dos planos de saúde. Saber para onde se dirigir em casos específicos, comparecer a consultas periódicas e aderir à medicina preventiva são hábitos essenciais para recuperar o fôlego da rede assistencial e promover a redução da sinistralidade.

No entanto, estimular esse comportamento ainda é um desafio para muitas empresas. A seguir, apresentamos 7 dicas práticas e diretas para auxiliar nessa tarefa, incentivando o uso correto do plano de saúde corporativo. Continue a leitura para saber mais!

1. Promova programas clínicos de gerenciamento

Na maioria das vezes, a mudança de uma cultura empresarial envolve repetição, calma e insistência. Por isso, um dos problemas na conscientização dos funcionários é quando ela é realizada de maneira pontual e espaçada.Nesses casos, talvez ela promova um insight no colaborador, mas dificilmente esse estímulo será permanente.

Tendo isso em vista, é necessário um programa de conscientização constante dos funcionários, às vezes em nível até pessoal. Os programas mais conhecidos são os de coaching em saúde, que acompanham constantemente os usuários do plano. Assim, é possível lembrá-los de consultas de rotina, manutenção de hábitos saudáveis ou métodos indicados de rastreamento.

Esses programas são especialmente eficazes quando se busca resultados duradouros e em longo prazo. Mantendo esses hábitos, o colaborador terá menos riscos de desenvolver doenças e complicações — que são mais ameaçadoras à vida e custam mais caro ao plano de saúde do que a prevenção em si.

2. Estabeleça a cultura de cuidado com a saúde mental

A preocupação com saúde mental está em alta. Para termos uma ideia, a depressão já é a causa principal de absenteísmo no trabalho, reduzindo a produtividade e aumentando o risco de erros humanos.

Outro transtorno que vem ganhando destaque é a síndrome de burnout. Ela ocorre quando o paciente atinge um esgotamento mental e emocional que prejudica sua capacidade executiva. Recentemente, a OMS a classificou como um “fenômeno ocupacional”, atrelando sua responsabilidade diretamente às empresas.

Por isso, mais do que nunca, é importante investir na saúde mental. Além de reduzir o impacto financeiro na rede de saúde, isso também respalda a empresa em possíveis casos futuros de judicialização. Consultas frequentes com psicólogos e rastreamento de problemas prevalentes — como a depressão e a ansiedade — podem ser boas estratégias de conscientização.

3. Incentive o check-up médico

Check-up é o termo utilizado para as consultas periódicas ao médico, mesmo que não haja nenhum sintoma ou doença. Nessas consultas, é possível aplicar os métodos de rastreamento, como a mamografia e o exame de Papanicolau, no caso das mulheres. Com isso, os pacientes que aderem ao incentivo garantem um diagnóstico precoce às doenças e, consequentemente, um tratamento mais eficaz.

Além disso, é nessas consultas que os profissionais da saúde têm a oportunidade de educar os pacientes sobre hábitos saudáveis. Essa estratégia é chamada de promoção da saúde, que compreende estímulos gerais sobre comportamentos que melhoram a saúde global do paciente. Isso também reduz a incidência de doenças crônicas e seu impacto na rede assistencial.

A prevenção, por outro lado, é uma estratégia direcionada. Nela se incluem os métodos de rastreamento, que visam triar casos com maior risco de desenvolvimento de determinada doença. Diferentemente da promoção, a prevenção tem um calendário próprio, guiado por diretrizes nacionais e internacionais. O Papanicolau, por exemplo, deve começar a ser realizado aos 25 anos de idade — e, a partir daí, seguir uma frequência específica.

4. Estimule a educação sobre a rede de saúde

Para os pacientes, não basta saber quando comparecer a um médico: é preciso, também, saber onde ir. Para utilizar adequadamente a rede de saúde, é importante conhecer as indicações para consultas ambulatoriais, o fluxo de autorizações de procedimentos e as condições para comparecimento ao pronto-atendimento (PA).

A literatura médica é concordante em relação aos impactos do mau uso, principalmente do PA. Por ser um atendimento visto como mais rápido, ele é procurado com mais frequência pelos pacientes, mesmo que suas queixas não sejam urgentes. Isso leva a uma sobrecarga do serviço de emergência, ao aumento de riscos do paciente e, claro, à elevação dos gastos com saúde.

Por isso, é importante deixar claro para os funcionários quando eles devem comparecer ao PA e quando suas queixas podem ser resolvidas no ambulatório. Isso envolve educação sobre a rede de saúde e sobre os centros e hospitais que são abrangidos pelo plano.

5. Ofereça um canal para orientações e esclarecimento de dúvidas

Mesmo se o paciente for conscientizado sobre as diferentes frentes de atendimento, ele pode precisar de orientação em momentos específicos. Imagine que ele está com sintomas respiratórios, por exemplo: qual é o limite entre poder tratar a doença em casa e precisar comparecer ao PA? Como saber se o problema atual pode ser resolvido no setor de emergência?

Para isso, o PA conta com fluxogramas específicos para cada queixa, o que direciona a conduta dos profissionais. No entanto, para que o paciente tenha acesso a essa triagem, ele tem que se deslocar fisicamente à unidade de emergência. Por isso, a recomendação usual era “na dúvida, compareça ao PA”. Hoje em dia, isso mudou.

À luz de protocolos de ação internacionalmente consolidados, já é possível guiar essa conduta de casa, por um canal de orientações. Antes que o paciente cogite comparecer ao PA, ele liga para a central e informa à equipe sua condição. Esta, por sua vez, o coloca no protocolo que já seria utilizado no PA, informando ao paciente se ele precisa realmente se deslocar fisicamente até lá.

Com isso, garante-se que a unidade de emergência estará livre para o atendimento dos casos que mais precisarem dela. Além disso, os pacientes ficam livres do risco intrínseco à ida ao hospital (como infecções hospitalares ou procedimentos desnecessários). Por fim, isso também equilibra as contas da empresa, desafogando o PA — algo especialmente útil em casos de pandemia ou surtos esporádicos.

Se você procura por um canal confiável de orientações, com uma equipe altamente treinada, a Sharecare pode ajudar. O Ligue Saúde foi pensado especialmente para reduzir as idas desnecessárias ao PA e educar os funcionários quanto ao uso do plano de saúde corporativo. Nesse canal, a Sharecare conta com médicos e enfermeiros treinados em protocolos internacionais, utilizados em países como Inglaterra, Canadá e Estados Unidos.

6. Estimule um estilo de vida saudável

O estilo de vida atual é permeado por maus hábitos, que agravam os quadros clínicos e aumentam os riscos à saúde. O sedentarismo e a alimentação inadequada, por exemplo, ampliam as chances de infarto e doenças respiratórias. O abuso de álcool e drogas, por sua vez, gera lesões nos órgãos, infecções e leva a casos de overdose.

Nessa situação, as demandas nos hospitais, clínicas e pronto-socorros são reforçadas. São mais tratamentos, emergências e casos complicados, ampliando os gastos do plano e os investimentos necessários. Quando construímos um estilo de vida saudável, porém, contribuímos para alterar esse cenário. A longo prazo, se reduzem as ocorrências e os custos diminuem.

Os resultados parecem distantes, mas é essencial que as empresas colaborem. É preciso compreender que os maus hábitos são estruturais, sendo ensinados a nós desde a infância, em muitos casos. Assim, mudá-los demanda tempo e incentivos constantes. Promova ações de conscientização, estímulo e informação contínuas, dando o apoio necessário aos seus funcionários.

7. Ofereça atividades de cuidado na empresa

Os maus hábitos são adquiridos, inclusive, pelo contexto de trabalho. As jornadas exaustivas e a falta de apoio emocional, por exemplo, favorecem a má alimentação, que é usada como uma fuga. A falta de tempo e a sobrecarga, por outro lado, reduzem as chances de se exercitar e praticar atividades.

Da mesma forma, o ambiente de trabalho tem grande impacto na saúde. As condições de ergonomia, ruídos e o clima organizacional são capazes de agravar, promover ou prevenir danos e doenças, de acordo com sua qualidade e o nível de adequação. Assim, não basta falar de bem-estar e de uma vida saudável: é preciso ter ações efetivas que permitam esse cenário, assumindo a responsabilidade que cabe à organização.

Cuide do local de trabalho, seja ele presencial ou home office. Garanta boas condições ergonômicas, com conforto e segurança. Conscientize sobre EPIs (Equipamentos de Proteção Individuais) e prevenção de acidentes. Promova um clima saudável, com boa comunicação e respeito. Saiba dividir as tarefas e gerenciar as metas, com uma boa distribuição de tempo e menos sobrecarga.

Ainda é possível investir em atividades na empresa, como a ginástica laboral, as massagens e a prática esportiva. Assim, você promove a interação, o bem-estar, a saúde física e emocional. Com isso, os funcionários se tornam mais produtivos e, ao mesmo tempo, os custos do plano diminuem.

8. Incentive a busca por informação e conhecimento

Agravos nas condições de saúde ocorrem também pela falta de informação. Não somos ensinados a ler os sinais do corpo, a investigar os problemas no início e a cuidar da prevenção. Assim, muitas vezes agimos somente quando o caso está grave, demandando recursos e tratamentos mais complexos.

É importante chamar a atenção para os riscos e mudar essa postura, conscientizando os funcionários e orientando-os no que for necessário. É preciso voltar o olhar para si mesmo, sua saúde e qualidade de vida. Campanhas como o Outubro Rosa, por exemplo, são essenciais nesse sentido: elas ensinam a perceber o corpo e se cuidar regularmente.

Outro ponto importante é conhecer o histórico familiar. Se uma pessoa sabe quais são suas propensões, ela pode acompanhar e tomar ações preventivas, evitando crises mais graves, impedindo o surgimento ou o aumento de um problema. Dessa maneira, o plano será usado, majoritariamente, para cuidados mais simples e tranquilos.

9. Reforce as boas práticas para o uso do pronto-socorro

Como já comentamos, o uso indevido de Pronto Atendimento sobrecarrega o sistema, aumenta os custos com o plano e afeta a todos os envolvidos. A procura inadequada não é com má intenção, obviamente, mas é bem consolidada e habitual em nossa sociedade. É importante, em vez de culpabilizar as pessoas, conscientizá-las e informá-las da forma certa de proceder, explicando conceitos e consequências envolvidos.

Ajude a entender os objetivos do PS. Ele se direciona, basicamente, às urgências e emergências: os casos com grandes riscos que exigem intervenção rápida. Dessa maneira, uma apendicite ou uma fratura são quadros para o PS. Já um resfriado se encaixa melhor em uma consulta individual, que deve ser agendada com alguma antecedência.

Quando alguém vai ao Pronto Socorro sem realmente precisar, as filas ficam maiores, os atendentes têm mais sobrecarga e, quem precisa mesmo de ajuda, pode acabar sendo prejudicado. A pessoa ainda tem chance de pegar uma infecção ou se contaminar, ao se expor a um ambiente com tantos casos distintos. Assim, todos saem prejudicados ou em perigo.

Explique sobre os riscos e oriente para o futuro. Indique os canais de informação e reforce a telemedicina, como veremos a seguir. Essas ações devem ser parte do seu programa de educação em saúde.

10. Incentive o uso da telemedicina

A telemedicina, basicamente, trata do uso da tecnologia para a área da saúde. Ela revoluciona vários processos de cuidado, desde o primeiro atendimento até a análise de resultados. Seus recursos, inclusive, facilitam várias das ações mencionadas aqui, sendo uma forte aliada para o plano de saúde corporativo.

Uma das soluções ofertadas, por exemplo, são as teleconsultas, nas quais o paciente e o médico conversam por uma plataforma online. O cliente não precisa sair de casa ou enfrentar filas para se consultar. Ele pode tirar dúvidas, fazer check ups e acompanhar variadas demandas, poupando o tempo e a energia do seu deslocamento. Os resultados de exames e sua avaliação também são feitos à distância.

Assim, as pessoas se sentem mais motivadas e incentivadas a se cuidar. As barreiras diminuem e a prevenção aumenta, facilitando até mesmo o acesso de pessoas com deficiência. Contar com a telemedicina é se manter atualizado e, mais que isso, otimizar todos os serviços do plano.

Essas foram as nossas dicas para otimizar o uso do plano de saúde corporativo. Com elas, seus funcionários terão práticas mais saudáveis e produtivas, beneficiando tanto a si mesmos quanto à empresa. Se você quer saber mais sobre as vantagens da telemedicina, nós da ShareCare estamos à disposição! Temos as melhores soluções para a organização e seus colaboradores.

Esperamos que tenha gostado do conteúdo. Para mais informações sobre telemedicina e planos de saúde para sua empresa, não deixe de entrar em contato!