Lesão por Esforço Repetitivo: como prevenir e tratar a LER

27 de julho de 2022
lesão por esforço repetitivo

A Lesão por Esforço Repetitivo, também conhecida como LER, é um quadro cada vez mais comum entre os trabalhadores do meio corporativo. Dados levantados pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho apontaram, por exemplo, que, em 2019, cerca de 39 mil profissionais foram atingidos pelo problema, precisando ser afastados de suas funções rotineiras.

O tema é de grande importância e as empresas devem se conscientizar, investindo em ações eficazes para alterar esse cenário. Pensando nisso, neste post, explicaremos tudo que você precisa saber sobre o assunto, desde as causas e os sintomas da doença até as formas de prevenção. Tenha uma boa leitura!

O que é Lesão por Esforço Repetitivo?

A LER é um tipo de doença ocupacional que vem se tornando cada vez mais frequente. Trata-se de uma síndrome, na realidade, que envolve diferentes condições. As mais comuns são a bursite, a tendinite, a lombalgia, as mialgias e o dedo em gatilho, entre outras. Esse quadro atinge principalmente os membros superiores do corpo, afetando os seus músculos, nervos e tendões.

A LER é causada por atividades repetitivas, feitas de forma recorrente sem os cuidados adequados. A postura corporal incorreta, a exposição a vibrações e as tarefas que exigem muita força, por exemplo, são algumas das suas causas. Além disso, os altos níveis de estresse também contribuem para o seu surgimento.

Não se trata, portanto, de algo necessariamente atrelado ao trabalho. Esse é um dos contextos mais propícios para o problema, mas existem outras práticas, como esportes ou lazer, que também podem desencadear o problema. Por isso, é importante ficar atento às diversas atividades do dia a dia, desde digitar no computador até tocar um instrumento musical ou andar de bicicleta, por exemplo. Neste artigo, porém, vamos focar os cuidados para o meio corporativo.

Quais são os sintomas da LER?

Como foi mencionado, a LER pode envolver diferentes condições, de forma que os sintomas variam conforme o quadro de cada um. Os sinais também dependem da parte do corpo afetada, além do tipo de atividade que a provocou. De um modo geral, porém, os principais são:

  • dor nos membros superiores, na coluna ou nos dedos, que pode começar moderada e se agravar com o tempo;
  • dificuldade para movimentar essas regiões;
  • formigamento;
  • fadiga muscular;
  • alteração da temperatura e da sensibilidade;
  • redução na amplitude de movimento;
  • sensação de queimação;
  • inflamação.

Vale lembrar, porém, que esses sintomas não se restringem apenas à LER: eles podem ser indicadores de problemas de diversa origens, como as neurológicas, as hormonais, as infecciosas ou as ortopédicas. Assim, é preciso buscar um bom diagnóstico, com um médico qualificado e um conjunto de exames.

Como prevenir e tratar a LER?

A LER pode ser prevenida com alguns cuidados diários, que, muitas vezes, são negligenciados. O tratamento, por sua vez, varia de acordo com a gravidade da situação. A condição pode deixar efeitos para a vida toda, dependendo da forma como o indivíduo é afetado. Dessa maneira, o ideal é sempre investir na prevenção. A seguir, confira as opções para lidar com a LER!

Tratamentos

O tratamento depende da patologia específica que foi contraída, como a bursite ou a tendinite, além do grau em que a doença se encontra. Em estágios iniciais, podem ser utilizados medicamentos para a dor e para controlar a evolução do quadro. Além disso, é indicado haver repouso e afastamento das atividades de costume, responsáveis pelo surgimento do problema.

Assim, a LER pode ser uma das grandes causas de afastamentos e licenças na empresa. Ela pode, inclusive, resultar em processos trabalhistas se as funções ocupacionais levaram ao seu surgimento.

O acompanhamento por uma equipe multidisciplinar também costuma ser indicado no tratamento, reunindo profissionais, como médicos e fisioterapeutas. Por fim, outras possibilidades incluem a injeção de corticoides, a imobilização do local afetado e, se necessário, a realização de cirurgias.

Após o tratamento, é fundamental modificar as condições do dia a dia, fazendo as devidas adaptações para preservar a saúde. Essas orientações serão listadas no próximo tópico.

Prevenção

Algumas ações são essenciais para a prevenção da LER. Tratam-se de adaptações simples, na maioria dos casos, mas que fazem toda a diferença para a saúde e para o bem-estar. As condições do ambiente físico são alguns dos pontos mais importantes, sendo fundamental investir na empresa e também na ergonomia em home office. Confira os principais cuidados a se tomar:

  • utilizar uma mobília adequada para a altura e para a atividade dos colaboradores, podendo variar conforme as características do profissional;
  • conscientizar a equipe sobre a postura correta para quem trabalha sentado, haja vista que as costas devem ficar eretas e apoiadas, formando um ângulo reto com o assento; os ombros devem ficar relaxados; as solas dos pés têm que ficar bem apoiadas no chão; os cotovelos precisam estar alinhados ao teclado, formando um ângulo de 90º em relação ao antebraço; e os pulsos devem ficar retos;
  • deixar o monitor na distância adequada dos olhos, que geralmente corresponde ao comprimento do braço ou entre 50 e 70 centímetros. A tela deve ficar em um ângulo entre 15º e 30º abaixo da linha da visão;
  • realizar e incentivar pausas com boa frequência para se levantar. Uma ideia é tirar cinco a cada 25 minutos, por exemplo. Alongar-se de hora em hora também é importante;
  • beber água e se manter hidratado;
  • prestar atenção à sobrecarga de músculos e das articulações;
  • oferecer ginástica laboral na empresa;
  • investir em ações de prevenção do estresse.

Essas atitudes ajudam a evitar a LER a curto, médio e longo prazo. Mas mais importante do que implementar todas elas de uma vez, é descobrir do que seus colaboradores precisam. Identificar ações e grupos de risco permite que a gestão seja mais eficiente ao prevenir sinistros laborais.

Inteligência e tecnologia no combate à LER

Em vez de colocar em prática ações massivas de combate a LER, tente compreender a realidade de cada posto de trabalho da sua empresa. Certamente, um operador de máquina e um profissional de marketing terão necessidades distintas. Então, melhor do que se arriscar em ações muito abrangente, é focar em cada profissional, de forma humanizada.

A tecnologia e a inteligência de plataformas de saúde completas pode ajudar a sua organização a ter mais sucesso nessas iniciativas. Fazer boas escolhas é parte da responsabilidade da organização, protegendo a qualidade de vida, a saúde e a integridade dos funcionários. O que é fundamental para o sucesso da employee experience.

Agora, você sabe do que se trata a Lesão por Esforço Repetitivo (LER) e conhece as ações que asseguram o bem-estar da equipe. Esperamos que tenha gostado do conteúdo e que, com essas dicas, a sua empresa promova cada vez mais uma experiência positiva para os colaboradores.

No entanto, para além da LER, existem outros quadros de risco que podem ser desenvolvidos no ambiente de trabalho. Descubra quais são eles em nosso artigo sobre as doenças ocupacionais mais comuns!