Perfil de saúde dos colaboradores: como mapear?

3 de agosto de 2022

Com a transformação digital, os dados se tornaram verdadeiros ativos para os mais diversos setores. Não é à toa que muitas profissões relacionadas à análise de dados surgiram nos últimos anos e têm se tornado cada vez mais promissoras. Na Saúde, isso permite o mapeamento do perfil de saúde de colaboradores e população.

Assim, operadoras de saúde, empresas e governos têm enormes benefícios, incluindo a redução de custos e de sinistralidade dos planos de saúde. Os pacientes também saem ganhando, já que o mapeamento de perfil é o primeiro passo para a medicina preventiva e estratégica.

Quer entender melhor sobre o assunto? Então, continue a leitura!

O que é mapeamento do perfil de saúde?

O perfil de saúde de um paciente é o estudo de suas principais características clínicas, tais como informações demográficas básicas — como sexo e idade —, hábitos de vida, doenças prévias, histórico familiar, análise de internações etc. 

Com essas informações, é possível cruzar dados e relacioná-los com fatores determinantes de problemas de saúde. Essa é uma ferramenta especialmente importante para o rastreamento de doenças e a identificação de riscos, o que permite abordagens estratégicas e preventivas de acordo com grupos populacionais.

Qual é a importância dessa ferramenta para a gestão de saúde?

Como dito, o mapeamento do perfil de saúde dos colaboradores é parte fundamental de uma abordagem preventiva na gestão de saúde. Isso se dá pela identificação de riscos com antecedência, de modo que empresas, operadoras e governos podem lidar com grupos populacionais de forma mais estratégica e direcionada.

Um dos grandes benefícios é a possibilidade de realizar campanhas preventivas personalizadas. Ao identificar indivíduos com sintomas de pressão alta, por exemplo, é possível realizar um acompanhamento específico e educativo em relação a hábitos que contribuem para minimizar riscos de doenças cardíacas.

O resultado direto é a redução de doenças e a elaboração de jornadas clínicas mais eficientes. Quanto mais segmentado e personalizado é o acompanhamento de pacientes ou beneficiários, mais é possível direcionar os recursos de forma estratégica, evitando custos desnecessários com tratamentos mais complexos no futuro.

Ainda, a segmentação da população por perfis clínicos contribui diretamente com a qualidade de vida das pessoas, já que permite essa abordagem mais preventiva e menos corretiva. A estratificação de riscos relacionados à saúde mental no trabalho, por exemplo, embasa decisões que contribuem para evitar o desenvolvimento de transtornos mais graves, como a depressão.

Novamente, esse cuidado se reflete em uma melhor gestão de custos. Afinal, para uma empresa, atuar de forma a prevenir problemas de saúde mental traz como impactos uma equipe mais produtiva e motivada, além de evitar o absenteísmo no trabalho.

Como é feito o mapeamento desse perfil pelas empresas?

O mapeamento de perfis de saúde depende da coleta de informações. Isso pode se dar de forma analógica, como a aplicação de questionários, ou com o auxílio de recursos digitais.

Essa segunda opção é certamente a mais vantajosa, já que a tecnologia permite lidar com quantidades massivas de dados de forma automática e, assim, realizar análises bastante precisas quase instantaneamente. 

Depois da coleta de dados, os passos são:

  • Traçar os perfis epidemiológicos;
  • Entender quais são os quadros atuais e as necessidades primárias de cada grupo;
  • Identificar e estratificar riscos de problemas de saúde;
  • Elaborar estratégias para minimizar esses riscos;
  • Desenvolver ações de prevenção e tratamento, traçando jornadas clínicas personalizadas.

Além disso, é importante que o mapeamento não seja definitivo, isto é, que as empresas, operadoras e governos estejam continuamente mensurando resultados e acompanhando a evolução clínica dos perfis.

Como a tecnologia é fundamental nesse mapeamento?

Quanto maior for a base de dados e o refinamento das análises, mais precisa será a segmentação de grupos. Por esse motivo, a tecnologia é uma enorme aliada. Com um mapeamento digital, tanto as informações concedidas diretamente pelas pessoas como quaisquer interações com a rede de saúde fornecem material para o estudo aprofundado dos perfis.

E o melhor é que os recursos tecnológicos permitem a automação desse processo, de modo que não é necessário investir muito tempo ou pessoas para esse tipo de tarefa. Com softwares e ferramentas especializadas, todo o trabalho de coleta, análise de dados e elaboração dos perfis é mais seguro, rápido e preciso.

Alguns dos recursos que podem ser utilizados são os seguintes.

SMS e e-mail

Ferramentas de trocas de mensagens, como o SMS e o e-mail, podem ser utilizados para aplicar questionários junto à população. Apesar de serem recursos virtuais — o que já contribui com a otimização do processo — essas opções têm grandes limitações, já que o retorno de respostas pode ser baixo e as interações são bastante pontuais.

Telemedicina

Com a chegada da telemedicina, empresas e governos dispõem de canais excelentes para a coleta de informações epidemiológicas. Desde o primeiro cadastro, passando por cada interação dos usuários com os softwares e plataformas de atendimento, é possível registrar de forma automática informações valiosas. 

Big Data

Quando falamos em análise e cruzamento de informações, o conceito de Big Data é indispensável. Tratam-se de soluções tecnológicas que dão conta de armazenar e processar volumes surpreendentes de dados com segurança e velocidade, o que faz toda a diferença no mapeamento de perfis de saúde.

Inteligência artificial e machine learning

Mais do que processar a armazenar grandes quantidades de dados, a tecnologia permite que sejam feitos estudos e análises aprofundados de forma automática. Com o avanço da inteligência artificial (IA), um software é capaz de reconhecer padrões e identificar grupos populacionais rapidamente.

Com o machine learning — o aprendizado de máquinas —, é possível utilizar esses padrões em modelagens preditivas para prever riscos e tendências. Ainda, os algoritmos inteligentes ajudam a complementar a atuação da equipe médica, fornecendo mais material para o cruzamento de informações.

Interações de pacientes com enfermeiros virtuais (chatbots), por exemplo, ajudam a customizar ainda mais as jornadas clínicas e a levantar dados para alimentar o mapeamento. 

Diante desta leitura, você já sabe que o mapeamento do perfil de saúde é uma ferramenta muito valiosa para a gestão de saúde populacional. Essa é uma grande tendência no setor e possibilita abordagens mais preventivas e personalizadas, além de tomadas de decisão estratégicas, o que contribui com a gestão de custos.

Entenda também por que o mapeamento do perfil dos colaboradores ajuda a lidar com os desafios do aumento no número de pessoas com diabetes!