Operadoras de plano de saúde e hospitais: entenda essa relação

21 de março de 2022

Os hospitais e as operadoras de plano de saúde têm uma grande proximidade no dia a dia. A maior parte dos pacientes utiliza os serviços por meio do plano, demandando um bom fluxo de trabalho e uma parceria eficiente entre essas partes.

Um bom relacionamento é essencial para manter a qualidade do atendimento, conquistar ótimos resultados e garantir a satisfação da clientela. Em muitos casos, porém, essa relação é permeada por conflitos, que devem ser enfrentados para o bem-estar de todos. 

Neste artigo, explicamos a importância do relacionamento entre essas instituições e listamos dicas sobre o assunto. Continue a leitura e saiba mais!

Quais são os impactos da relação entre operadoras de plano de saúde e hospitais?

Se o cliente faz uma consulta por meio do plano de saúde, é a partir da operadora que ele terá acesso a tudo que precisa. A empresa faz o intermédio entre a pessoa e o hospital, tendo grande responsabilidade pelo processo. Se o trabalho de ambos é eficiente, com fluidez e uma boa interação, o paciente terá uma melhor experiência no atendimento.

Se o hospital e a operadora se relacionarem com conflitos, atritos e gargalos na comunicação, o paciente será o maior prejudicado. Ele terá dificuldades para conseguir uma autorização, passar por um procedimento e pode até sofrer danos em sua saúde, caso haja muita demora ou complicações nos serviços.

Vale lembrar, ainda, que a operadora tem grande impacto na satisfação dos profissionais, pois é ela a responsável pela remuneração. 

Se ocorrem sinistralidades ou a quantia é muito baixa, a motivação é reduzida, a frustração é ampliada e, assim, a qualidade do atendimento é afetada. Um bom relacionamento, portanto, é essencial para assegurar o melhor tratamento aos pacientes.

Quais são as vantagens dessa relação para as operadoras e os hospitais?

Além dos impactos para os pacientes, é importante ressaltar as vantagens para as próprias instituições. Se a relação é saudável, o dia a dia é mais leve, tranquilo e fluido. Os médicos podem focar nas necessidades das pessoas e, assim, realizar um trabalho mais eficaz.

Com um serviço de boa qualidade, tanto o hospital quanto a operadora se destacam no mercado. Eles serão a preferência de novos clientes, impulsionando o crescimento e a sustentabilidade de ambas as partes. 

O objetivo da parceria é beneficiar os dois lados, certo? Por isso, o ideal é encontrar a melhor forma de se desenvolver em conjunto.

Quais são os desafios da relação entre operadoras e hospitais?

Embora seja muito importante, a relação entre operadoras e hospitais pode ser mais hostil do que agradável. Uma empresa enxerga a outra como empecilho, olhando com desconfiança e não pensando de forma conjunta. Assim, surgem diversos atritos, e as necessidades dos pacientes ficam em segundo plano.

Cada lado tem suas queixas nesse cenário. Os hospitais, por exemplo, apontam que o ganho é injusto frente aos serviços realizados, e que não há parâmetros eficazes para indicar a qualidade. As operadoras, por sua vez, queixam-se do uso excessivo de recursos ou da dificuldade para prever os custos.

Os desafios são reais e devem ser considerados, mas é preciso pensar em soluções de forma conjunta, aproximando os envolvidos em vez de separá-los. As questões são complexas, mas a parceria nas estratégias faz toda a diferença para chegar a soluções certeiras.

Como melhorar a relação entre hospitais e operadoras de planos de saúde?

Para contornar os desafios mencionados, é preciso analisá-los com mais profundidade e entender a situação em que o seu negócio se encontra. Existem algumas dicas que já ajudam nesse processo. Confira!

Desenvolva uma gestão integrada

Como já mencionamos, os hospitais e as operadoras devem ter uma estratégia conjunta. Analisar os problemas de ambos os lados, identificar os desencontros e dialogar faz toda a diferença para alcançar os objetivos sem que um lado prejudique o outro. 

É possível encontrar soluções viáveis, como a criação de pacotes de acordo com o público e os serviços mais buscados. Assim, fica mais fácil prever gastos e controlar as finanças.

As empresas também podem efetuar treinamentos e definir indicadores, para medir a qualidade com mais eficiência. Para ajudar nesse sentido, é possível contar com um sistema de gestão integrada, que organiza os dados com mais clareza, garante transparência e segurança, e evita falhas na comunicação.

Evite a sinistralidade e repense a forma de pagamento

A sinistralidade é um dos maiores desafios nesse cenário. A gestão integrada e um sistema em conjunto já auxiliam na solução, pois agregam transparência, parceria e soluções automatizadas, que facilitam as transações. É importante ter um bom planejamento, conhecer o seu público, analisar o contexto e realizar previsões, preparando a gestão financeira.

Outro obstáculo percebido é o modelo Fee For Service, no qual os profissionais ganham uma taxa por cada serviço realizado, independentemente dos resultados. Ao mesmo tempo em que os médicos não se sentem satisfeitos com o valor, a qualidade do atendimento não tem nenhum impacto nesse formato. Assim, é preciso encontrar um meio de remunerar adequadamente e incentivar os aspectos qualitativos.

Foque a atenção no paciente

Tanto a operadora quanto o hospital têm o mesmo objetivo: atender às necessidades dos pacientes. Se ambos colocam o foco nisso, fica mais fácil se unir e encontrar estratégias, garantindo bons resultados e o sucesso do atendimento. Ofereça soluções de medicina personalizada, identificando riscos e melhorando os procedimentos.

Um olhar humanizado faz toda a diferença. Ao desenvolvê-lo, é possível enxergar a parceria de forma mais ampla e compreensiva, construindo uma relação sólida e duradoura. Outro conselho é incentivar a prevenção, para além de tratar os problemas. Se os pacientes são mais atentos à saúde, reduzem-se os imprevistos e os custos inesperados.

Incentive a implementação tecnológica

O avanço da tecnologia na saúde deve ser aproveitado na relação de hospitais e operadoras. Além de melhorar a comunicação com o sistema de gestão integrada, as ferramentas têm várias outras contribuições.

Com o atendimento por telefone, por exemplo, é possível resolver muitas das demandas, tirar dúvidas, direcionar para o serviço certo e até reduzir as idas desnecessárias ao hospital, poupando os recursos e otimizando o tempo

A telemedicina tem grande impacto na satisfação e no alcance de pacientes. Com esses investimentos, as empresas oferecem uma cobertura melhor, de forma simples e econômica, favorecendo todas as partes. 

Esperamos ter ajudado você a compreender a relação entre hospitais e operadoras de plano de saúde. O cenário pode parecer complexo, mas é possível encontrar soluções e contar com o apoio da tecnologia, criando uma parceria potente e produtiva.

O que achou do conteúdo? Para agregar ainda mais qualidade aos pacientes, confira nosso artigo sobre a gestão de vida!

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