Rastreamento de doenças na atenção primária à saúde: entenda a importância

7 de fevereiro de 2022

A Atenção Primária à Saúde (APS) é considerada a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo especialmente importante na esfera pública. Para termos uma noção, cerca de 80% das queixas de saúde podem ser solucionadas ainda na APSmotivo pelo qual há uma busca crescente por investimentos eficazes no setor. É aí que entra o rastreamento de doenças na atenção primária.

Neste post, explicaremos o que é o rastreamento e como ele está intimamente relacionado com a APS. Também falaremos sobre como você pode otimizar suas estratégias de gestão em saúde direcionando sua atenção a essa área tão importante.

Que tal seguir as tendências mundiais e conhecer um pouco mais sobre o rastreamento e a APS? Continue lendo para saber mais!

O que é o rastreamento de doenças?

A palavra rastreamento deriva do inglês screening (termo utilizado como sinônimo) que, por sua vez, também é associado ao termo “peneira”. Seu conceito, de acordo com o Ministério da Saúde, é o diagnóstico de doenças em pessoas assintomáticas — algo relativamente recente na história da medicina.

Antigamente, os médicos seguiam um paradigma bastante linear: os pacientes só compareciam em consultas quando tinham alguma doença, passavam por exames para serem diagnosticados e, então, prosseguia-se com o tratamento. Nesse cenário, não há espaço para o diagnóstico em pacientes assintomáticos.

Com o passar do tempo, no entanto, observamos que o tratamento precoce é crucial para a maioria das doenças. Pegue como exemplo o diabetes mellitus tipo 2: nas fases iniciais, ele é indolente e assintomático, dificilmente motivando o paciente a procurar auxílio médico. Nas fases avançadas, porém, ele aumenta o risco de doenças cardiovasculares, de amputações e complicações renais e vasculares.

Partindo desse pressuposto, compreendemos a necessidade de buscar ativamente as doenças, com métodos de rastreamento padronizados e cientificamente comprovados. Por definição, eles têm que ser de baixo custo, aplicáveis a uma ampla população e pouco invasivos — em resumo, os benefícios devem ultrapassar os riscos e os gastos.

Por que vale a pena investir no rastreamento de doenças na saúde pública?

O SUS é um sistema considerado universal. Isso significa que ele abrange desde doenças simples até as mais complexas, exigindo uma visão holística da saúde. Embora ele seja indubitavelmente necessário, não há como negar que a universalidade traz consequências, especialmente financeiras: em 2021, por exemplo, o orçamento para a saúde ultrapassa os 180 bilhões de Reais.

Dentro desse montante, as assistências hospitalar e ambulatorial saltam à frente, consumindo quase 56 bilhões de Reais. Isso é plausível, visto que um paciente internado gasta muito mais do que aquele que realiza atendimento na atenção primária. As perguntas a serem feitas são: é possível reduzir esse valor? E, se sim, como?

Para respondê-las, o rastreamento surge como um método essencial na prevenção de complicações de doenças comuns — como no exemplo do diabetes mellitus. Com ele, conseguimos identificar as doenças em suas fases iniciais, quando é mais fácil e barato tratá-las; sem um programa de rastreamento adequado, tendemos a encarar níveis maiores de internações, complicações e casos complexos na rede hospitalar.

Quais são as vantagens do programa de Atenção Primária à Saúde?

Diferentemente de alguns planos da saúde suplementar, o SUS não tem a metodologia que chamamos de “porta aberta”: ele tem um fluxo de atendimento, que conta com a APS como a porta de entrada para seus serviços.

Na saúde privada, por exemplo, o cliente pode optar por se consultar diretamente com um especialista. Voltemos ao exemplo do diabetes mellitus: uma vez diagnosticado, o paciente pode consultar diretamente com um endocrinologista de referência na área, se for seu desejo.

No SUS, antes de ser avaliado por um especialista, o paciente deve passar por um médico da APS — que, em alguns casos, realizará os encaminhamentos necessários. No entanto, como já mencionamos, a taxa de resolubilidade é surpreendentemente alta na atenção primária, e muitas vezes os encaminhamentos não são necessários.

Com isso, o sistema público consegue minimizar os gastos com procedimentos e consultas mais caras, além de agilizar o tratamento dos pacientes. Além disso, a APS atua em grupos de risco estratificados, que visam não apenas o tratamento de doenças, mas também a sua prevenção. Daí a relação do rastreamento de doenças na atenção primária.

Como o rastreamento de doenças interage com a Atenção Primária à Saúde?

Embora tenhamos utilizado exemplos terapêuticos para demonstrar o custo-benefício do rastreamento, na prática, a prevenção é um dos pilares centrais da APS. Por esse motivo, são comuns ações como o agendamento de consultas de rotina, mapeamento de grupos de risco para determinadas doenças e campanhas de conscientização.

Nas consultas de rotina, é padrão observar se o paciente é elegível por algum dos programas de rastreamento recomendados pelo Ministério da Saúde. Um dos exemplos mais comuns é o exame citopatológico, recomendado para mulheres a partir de 25 anos ou que já iniciaram a vida sexual.

No entanto, há de mencionar que o rastreamento na APS também encontra desafios. O mapeamento da população, o calendário de exames e a classificação de elegibilidade aos programas de rastreamento são algumas das preocupações de gestores na área. Nisso, surge o conceito de APS digital, um termo utilizado para a transformação digital aplicada à atenção primária.

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O rastreamento de doenças na Atenção Primária à Saúde é uma tendência mundial, mas também traz consigo vários desafios. Para transpassá-los, o uso da tecnologia e os parceiros de confiança são fundamentais. Com isso, você garante que seus pacientes estão em boas mãos e que as taxas de complicações de hospitalizações continuem controladas e seguras.

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