Vacina contra a COVID-19: veja o que é preciso saber a respeito

24 de janeiro de 2022

Vivemos na era da informação. Entre muitas outras coisas, isso significa que o volume de conteúdo relevante (em múltiplos formatos) que recebemos e passamos adiante diariamente é extenso e ainda tende a crescer. Versão oposta, a chamada desinformação também marca presença constante em determinados temas, como a promoção da saúde mental e a vacina contra a COVID-19.

Via polêmicas alimentadas por fake news cada vez mais frequentes, nossa solução mais potente para lidar com o poderoso novo coronavírus — a vacina — é colocada em xeque, mas existe uma grande diferença entre opinião e constatação.

No segundo caso, podemos comprovar algo mediante registros fidedignos, que reúnem inúmeras provas irrefutáveis — até que se prove o contrário. O processo, é claro, exige métodos e resultados validados por toda uma comunidade internacional de pesquisadores e especialistas no assunto.

Quando se trata de vacinação contra a COVID-19, estamos falando sobre salvar vidas. Como também sabemos que notícias falsas podem ser incrivelmente convincentes, viemos aqui esclarecer os fatos.

Confira, a seguir, tudo o que você realmente precisa saber a respeito da vacina contra a COVID-19!

Qual é a importância da vacina?

O ditado é antigo, mas se mantém popular e alinhado aos dados gerados pela nossa realidade: “prevenir é melhor que remediar”. Muitas vezes, a prevenção de doenças não só é o melhor caminho, mas o único. Existe uma longa lista de enfermidades que ainda não têm tratamentos comprovadamente eficazes.

Quer um ótimo exemplo? O próprio SARS-CoV-2, que pode culminar na chamada síndrome pós-COVID. Embora existam estudos em andamento, uma possibilidade de tratamento ou mesmo uma cura para o problema não foi anunciada e aprovada. Até o momento, inclusive, doenças bem conhecidas, como sarampo e poliomielite, estão na mesma situação de incuráveis.

Na prática, os sintomas decorrentes dessas duas condições médicas podem ser amenizados por meio de certas abordagens terapêuticas. Já que temos excelentes e diversificadas vacinas disponíveis para reduzir bastante o risco de infecção, não há por que não recorrermos a elas.

O pensamento também vale para o novo coronavírus (SARS-CoV-2), que ganha aspectos mais graves, uma vez que ocasionou uma pandemia. Esse detalhe faz toda a diferença e traz à tona outra importante função das vacinas: diminuir ao máximo a concentração e circulação do agente infeccioso entre a população atingida por ele.

Em níveis seguros, o novo coronavírus pode, finalmente, ser controlado, permitindo que as pessoas voltem a se deslocar sem máscara, por exemplo. Para isso, é claro, outras medidas devem ser praticadas de forma simultânea, como uma boa gestão de saúde, que garanta a frequência ideal de testagem da população.

Além disso, ao nos vacinarmos, colocamos a empatia em dia, pois essa é uma atitude que protege todas as pessoas da sociedade. Em outras palavras, a adesão à cultura do autocuidado amplia e fortalece o nosso senso de conviver em comunidade. Daí a importância de ficarmos atentos ao calendário de vacinação.

Como a vacinação contra COVID-19 contribui para o controle da pandemia?

Antes de mais nada, é fundamental lembrar que, justamente por se tratar de uma pandemia, o controle pleno da situação depende de bons resultados obtidos em todos os pontos do mundo. Nesse contexto, somente alguns países, como Portugal, indicam que estão caminhando para a conquista desse cenário favorável.

O papel da vacinação é crucial. Segundo levantamento realizado em conjunto por estudiosos da USP e da Unesp, e publicado pelo Instituto Butantan, o uso do imunizante (seja ele qual for) não evita, necessariamente, o processo infeccioso.

Na verdade, a vacina contra a COVID-19 age principalmente no fortalecimento do sistema imunológico do organismo perante a infecção. Devido à ação eficaz dos imunizantes, o número de internações de pacientes em estado grave e de óbitos atrelados ao vírus caiu drasticamente.

A taxa de pessoas nessas condições que estavam totalmente vacinadas ficou abaixo de 4% — segundo o período de análise da pesquisa. Para que o índice seja ainda menor, é necessário diminuir a circulação da COVID-19 ao máximo. É preciso, portanto, expandir a vacinação para que o vírus seja combatido efetivamente pelo organismo.

À medida que a concentração do vírus cai e se mantém em um equilíbrio seguro, a quantidade de novos infectados segue esse mesmo ritmo. Em casos de infecção, a maior parte dos indivíduos manifestará a resistência necessária para se recuperar. Dessa maneira, menos pessoas correrão o risco de transmitir o patógeno a outras.

Quais são os principais tipos de vacina contra COVID-19 e quais são as diferenças?

Ao todo, temos 12 vacinas que apresentam o que há de melhor em matéria de tecnologia e combate à COVID-19. No Brasil, elas adotam as seguintes especificações metodológicas:

Vetor viral (AstraZeneca, Oxford e Janssen)

Injetam um gene com a simples missão de fazer com que as células comecem a produzir a proteína S (spike), usada como via de acesso e controle celular pelo novo coronavírus. Assim, o organismo cria um mecanismo de defesa para lidar com uma eventual invasão da COVID-19.

Vale ressaltar que a vacina não altera o nosso código genético.

mRNA (Pfizer e BioNTech)

A peculiaridade dessa vertente se refere à adoção do RNA mensageiro, que carrega consigo a receita necessária para a produção da mesma proteína S.

Vírus inativado (Coronavac)

Como a nomenclatura sugere, o vírus usado é igualmente inofensivo. Após ingressar no organismo, ele o estimula a criar os anticorpos que inibem a ação do vírus-alvo.

Por que tomar todas as doses da vacina e garantir a imunização completa?

Com exceção da Janssen (que prevê dose única), os laboratórios das demais vacinas definiram a necessidade de se aplicar duas doses. Para entender isso, precisamos lembrar que o desenvolvimento desse conjunto de vertentes é fruto de um intenso esforço de pesquisa.

Se os laboratórios concluíram que é necessário tomar duas doses, é sinal de que tomaram essa decisão com base nas mais diversas análises. Logo, a finalização do processo de imunização é decisivo para que o efeito de proteção que comentamos anteriormente seja, de fato, alcançado. Caso contrário, a resposta imune do organismo não será a mesma projetada pelos estudos clínicos das vacinas.

Vale a pena, inclusive, salientar a importância de conscientizar os colaboradores a garantirem a segurança contra quaisquer outras doenças. Nesse sentido, os gestores podem montar campanhas, conduzidas por profissionais da área médica alinhados à cultura de humanização da saúde.

Assim, será possível enfatizar não só a relevância da vacina contra a COVID-19, mas, igualmente, outras formas de prevenção a demais enfermidades que possam afastar os funcionários de suas atividades. Aqui, talvez os transtornos emocionais no trabalho mereçam atenção especial.

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