Clínico geral: por que investir em cuidados gerais para reduzir atendimentos nos PAs?

6 de abril de 2021

As pessoas estão cada vez mais preocupadas com o cuidado com a saúde. No entanto, nem sempre elas sabem exatamente a quais serviços recorrer. Posso esperar pela consulta com o clínico geral ou é preciso ir ao Pronto Atendimento (PA)? Será que realmente é um caso que exige atenção médica ou um mal-estar passageiro?

Por causa dessas incertezas, existe uma grande procura pelo atendimento de emergência. Cerca de 50 a 70% dos brasileiros recorrem ao Pronto Atendimento por qualquer motivo, mesmo que o quadro não seja grave.

Para as operadoras de plano de saúde, isso traz prejuízos, além de lotar as filas. Assim, é importante estruturar um modelo efetivo de gestão de saúde para oferecer um melhor atendimento aos pacientes e evitar os desperdícios. Neste artigo mostramos de que maneira isso pode ser feito. Continue lendo!

Quais são os prejuízos que a sobrecarga dos PAs pode trazer?

Com a alta procura dos pacientes pelo Pronto Atendimento, é fácil entender por que esses espaços estão sempre lotados. Em função dessa grande demanda, existe uma queda da qualidade dos serviços prestados, o que causa a insatisfação do usuário.

Ainda que o PA tenha uma boa estrutura, existe uma limitação de atendimentos presenciais que podem ser realizados. O ideal seria dar preferência para os casos que realmente necessitam de atenção nesse local e que não poderiam esperar a consulta com o clínico geral.

A sobrecarga do PA leva a um aumento das filas e do tempo de espera. O paciente fica insatisfeito pela demora em conversar com o médico e, ao mesmo tempo, permanece exposto ao risco de contaminação.

A operadora, por sua vez, tem a sua imagem prejudicada por causa dessa insatisfação do paciente. O atendimento é classificado como ruim, e isso pode levar à perda de clientes com impactos negativos para o negócio.

Além disso, existe um consumo de recursos maior do que realmente seria necessário. Afinal, como dito, nem todos os pacientes que estão ali realmente precisam desse atendimento de emergência; logo, ocorrem desperdícios.

Por que é importante reduzir essa demanda?

Reduzir a demanda de atendimento no PA eleva a qualidade do serviço prestado ao paciente. Com uma gestão mais adequada e a adoção de ferramentas e estratégias, fazemos a triagem dos pacientes para oferecer atenção a cada um deles conforme suas necessidades.

Dessa forma, os profissionais têm uma produtividade maior e conseguem manter o foco. O paciente não precisa esperar muito para ser atendido, e talvez nem mesmo seja necessário sair de casa para conversar com o enfermeiro ou o médico.

Existe, portanto, economia, pois conseguimos reduzir os custos das operadoras de saúde por minimizar a quantidade de atendimentos presenciais. E isso sem deixar de oferecer atenção para todos os pacientes, utilizando ferramentas que agilizam o atendimento e evitam a necessidade de eles saírem da sua residência.

Ao mesmo tempo, minimizamos o risco da disseminação de doenças contagiosas, uma vez que os espaços físicos não estarão lotados de pessoas. Os pacientes ficam satisfeitos, a equipe trabalha com mais foco e a operadora melhora a sua imagem no mercado.

Como fazer isso? Veja 4 soluções

Existem dois caminhos principais para reduzir visitas ao pronto-socorro. O primeiro deles é trabalhar com a prevenção para evitar que as doenças se agravem a ponto de se tornarem emergências. O segundo é disponibilizar opções de atendimento para que o paciente não precise ir até o PA.

A seguir, você confere 4 soluções que possibilitam alcançar esses dois objetivos.

Telemedicina

A telemedicina utiliza recursos tecnológicos para fazer o acompanhamento dos pacientes onde eles estiverem. Com a popularização da internet e o uso massivo de tablets e smartphones, ficou ainda mais fácil para os profissionais utilizarem esse método de atendimento.

Por meio dele, o paciente pode, por exemplo, conversar com o clínico geral e ser monitorado por esse especialista. É possível acompanhar diversos pacientes, como os crônicos, idosos e as gestantes de alto risco, mantendo uma proximidade maior com essas pessoas para analisar a sua evolução e evitar a procura pelo PA.

PA Digital

O PA Digital utiliza a inteligência artificial para trazer uma solução omnichannel automatizada. Ele explora canais como telefone e chat para fazer a triagem de pacientes, inclusive encaminhando para o atendimento humano sempre que for necessário.

Por meio dessa tecnologia, o paciente não precisa sair às pressas de sua casa para ir ao pronto-socorro. Ele pode esclarecer dúvidas e relatar o seu quadro a um atendente, que também é um profissional de saúde, e receber esclarecimentos ou instruções sobre como deve proceder.

Ligue Saúde

O Ligue Saúde é uma central de atendimento 24 horas por meio da qual o paciente conversa com enfermeiros ou médicos sempre que for necessário. Nessa central, ele pode esclarecer dúvidas, receber instruções sobre cuidados gerais de saúde, sobre medicamentos e também receber socorro quando preciso.

O atendimento é feito via telefone e o paciente é direcionado para um clínico geral ou um especialista, conforme o quadro que foi relatado. Se preciso, o médico responsável pelo atendimento encaminha uma ambulância até onde o paciente está, para que ele seja medicado sem precisar sair ir até o PA; ou então, é socorrido e encaminhado ao hospital se o quadro realmente for grave.

Atenção primária

Na atenção primária à saúde, o clínico geral tem um papel muito importante. Ele atua como médico da família e faz o acompanhamento dos pacientes ao longo de sua vida. Isso permite conhecer o histórico dele de forma profunda, bem como dos seus familiares.

Dessa forma, é possível monitorar o quadro clínico dessas pessoas, trabalhar com medidas preventivas e realizar tratamentos precoces, evitando que doenças ou problemas se manifestem ou se agravem. Há uma estabilidade da saúde, sem a necessidade de buscar atendimento emergencial.

Para que as operadoras de plano de saúde consigam evitar a procura desnecessária pelo atendimento emergencial, é preciso que o paciente tenha outros serviços à sua disposição. Com isso, pode conversar com o clínico geral sempre que sentir necessidade de manter um acompanhamento e uma relação mais próxima com esse profissional.

Também é muito válido trabalhar a educação das pessoas, sua conscientização e medidas preventivas. As consultas periódicas, por exemplo, ajudam a monitorar a saúde e adotar tratamentos precoces para que não haja picos que exijam a atenção emergencial.

A Sharecare é uma grande parceira nesse sentido porque disponibiliza diversas soluções para que as operadoras ofereçam opções de cuidado e atendimento para os pacientes. Assim, elas mantêm o monitoramento da saúde com o suporte do clínico geral e outros profissionais que vão atuar na prevenção, reduzindo a procura pelo PA e aumentando a satisfação do paciente.

Conheça as diferentes soluções da Sharecare. Entre em contato conosco para conversar com a nossa equipe e conhecer os serviços à sua disposição!

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