Como construir uma mentalidade de “crescimento”?

14 de janeiro de 2018

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Enquanto Matthew estava sentado no escritório de seu chefe, ouvindo o porquê estava sendo demitido, ele se perguntou como chegou a esse ponto. Quando mais novo, ele muitas vezes foi louvado por ser excepcional – os professores diziam que ele era uma das crianças mais inteligentes que ensinaram. Mas quando a vida adulta chegou e seu primeiro emprego trouxe novos desafios, Matthew desmoronou.

Se tinha alguma atividade que não sabia como fazer, ele entrava em pânico. Assim que as tarefas se tornaram difíceis demais, ele desistiu. O problema não era que não merecia perder o emprego: sabia que merecia. O que não conseguiu descobrir foi: como anos de elogios ininterruptos puderam levar a uma autoconfiança tão baixa?

A pesquisadora em psicologia Carol Dweck ficou igualmente fascinada com o que nos motiva a ter sucesso. A sabedoria convencional durante a década de 70 determinou uma relação direta entre elogios e a autoestima: o desenvolvimento da autoconfiança nas crianças poderia ser alcançado por meio de elogios regulares e reforços de talentos inatos. Se quisesse aumentar a confiança em si mesmo, lembrar de suas próprias qualidades e talentos seriam fundamentais. Eventualmente, as mensagens entrariam na mente e resultariam em autoestima e sucesso.

Dweck queria explorar esta ideia mais profundamente. Para isso, fez um experimento em que reuniu um grupo de crianças para resolver um enigma de matemática bastante fácil. Uma vez que o completaram com êxito, para metade das crianças elogiou: “Parabéns! Você é muito inteligente!” Para a outra metade, ela disse: “Bem feito! Você se esforçou bastante!” Em seguida, as crianças receberam um segundo enigma, mais difícil de resolver.

Os resultados foram fascinantes. Confrontadas com a tarefa mais complicada, as crianças que haviam sido elogiadas por serem inteligentes tenderam a desistir mais cedo e marcaram pontuações mais baixas no teste. Enquanto isso, as crianças que haviam sido elogiadas pelo seu esforço tenderam a perseverar quando não conseguiram encontrar a resposta imediatamente. Como resultado, obtiveram maiores pontuações.

Ainda mais revelador foi que, entre as crianças que haviam sido elogiadas pela inteligência, 40% mentiram sobre suas pontuações quando tiveram oportunidade. Ao oferecer às crianças um certo tipo de louvor, você também pode incutir um medo do fracasso.

Com base em sua pesquisa, Dweck dividiu as pessoas em duas categorias: a primeira, com o que ela chamou de mentalidade “fixa”, a qual tende a acreditar que seus atributos básicos, como inteligência e talento, são inatos e colocados em pedra. Em contrapartida, as pessoas que apresentam uma mentalidade de “crescimento” estão propensas a entender as habilidades básicas como maleáveis ​​e acreditam que elas podem ser desenvolvidas ao longo do tempo. Dweck ainda desenvolveu questionários para testar qual mentalidade pode ser associada a determinados resultados da vida real.

Repetidamente, as experiências de Dweck mostraram uma divisão marcante. Pessoas com uma mentalidade “fixa” evitaram tarefas difíceis, temendo que a falha possa expor uma falta de habilidade. Enquanto isso, as pessoas com uma mentalidade de “crescimento” adoravam novos desafios e consideravam os erros como oportunidades para aprender. Como era esperado, pessoas com mentalidade de “crescimento” apresentaram melhor autoestima, mais resiliência e atingiram melhores resultados na vida.

Como mudar sua mentalidade

Felizmente, como diz Dweck, as mentalidades são apenas crenças que jogamos sobre nós mesmos – e pensamentos podem mudar. Aqui estão três passos para incentivar uma mudança na mentalidade:

  1. Observe sua mentalidade

    Você não consegue mudar uma mentalidade “fixa” até reconhecê-la. Observe se você se apressa para tirar conclusões sobre habilidades fundamentais. Você diz a si mesmo que não é bom em uma tarefa específica, então não tem por que tentá-la? Você acredita que o sucesso em certos tipos de atividades, seja em música, esportes ou campos criativos, são reservados para pessoas que já nasceram com o dom? Você se preocupa com o fato de ser exposto como ruim se tentar o seu máximo e falhar?

  2. Desafie suas crenças

    Agora que começou a reconhecer os sintomas de uma mentalidade “fixa”, pode começar a cultivar uma mentalidade de “crescimento”. Se uma tarefa não for fácil, lembre-se de que não é um reflexo do seu valor inerente, mas sim uma oportunidade de aprender e melhorar. Lembre-se das crianças que fizeram esse teste de matemática: incentive-se da mesma forma, concentrando-se no esforço e não no sucesso rápido. Boa notícia: é possível notar os efeitos de uma mudança de mentalidade rapidamente. A pesquisa mostra que pensar com uma mentalidade de “crescimento” momentos antes de iniciar uma tarefa pode melhorar o desempenho.

  3. Fortaleça o músculo de “crescimento”

    . Os neurocientistas descobriram um circuito no cérebro que comanda a persistência em face da dificuldade. Quando há uma falta de recompensa imediata, esse circuito liga, nos dizendo efetivamente: “Não desista! Há uma recompensa (na forma de dopamina) no caminho!” Para alguns, este circuito dificilmente funciona. Logo, quando os desafios surgem, essas pessoas podem ser mais propensas a desistir. Se você suspeita que possa ter essa tendência, saiba que pode mudar a fiação do seu cérebro ensinando lentamente que o trabalho duro e a resiliência valem a pena. Em vez de buscar oportunidades para ganhar mérito, procure desafios que possam estimular a aprendizagem e o crescimento. Comece pequeno, como quando você pratica algum exercício na academia. Quando encontrar dificuldades, ótimo (os músculos também sofrem ruptura e rasgam antes do crescimento). Ao longo do tempo, uma mentalidade de “crescimento” pode se tornar uma resposta inconsciente.

Traduzido de Headspace.com[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]