Como repensar estratégias no emprego do futuro.

14 de janeiro de 2018

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid”][vc_column_text]Para entrar no mercado de trabalho atualmente é importante entender que ele está cada vez mais volátil e imprevisível do que nunca. Suas demandas estão acompanhando a acelerada dinâmica do século XXI e exigindo malabarismos de quem está à procura de um emprego, independentemente se você é um Millennial ou um Baby Boomer. E a sensação é de que estamos cada vez menos preparados para suprir essas demandas. Por quê?

Se antes ter uma carreira era trabalhar durante 40 anos no mesmo emprego e se aposentar com uma boa pensão, agora ser bem-sucedido, muitas vezes, significa alcançar satisfação pessoal e encontrar mais significados no trabalho. Segundo a Secretaria de Estatísticas Trabalhistas dos Estados Unidos, no país, o tempo médio em um mesmo emprego é de 4,2 anos. Além disso, 35% das habilidades que os trabalhadores precisam apresentar, em qualquer indústria, terão mudado até 2020.
Os empregos se adaptaram ao novo ritmo de vida, que se acelerou com a tecnologia, e atualizaram suas necessidades, deixando uma defasagem entre as qualificações exigidas e as oferecidas pelo sistema de educação. De acordo com um relatório sobre a reconfiguração da força de trabalho, realizado pelo Fórum Econômico Mundial, um em cada quatro adultos relatou uma incompatibilidade entre as habilidades que eles possuem e as que precisam para o seu trabalho atual.

 

Habilidades para o século errado

A questão pode ser analisada da seguinte forma: as oportunidades de emprego disponíveis hoje são vagas equivalentes ao século XXI. Porém, a maneira como a maioria das pessoas realiza esses trabalhos ainda está vinculada ao século anterior. Isso se deve, em grande parte, à forma como nossa sociedade educa e prepara essas pessoas.
Hoje, acompanhamos o surgimento de novos modelos de trabalho, como freelancers e trabalhos remotos. Nas empresas mais avançadas, os colaboradores estão aprendendo a ser mais ágeis, a trabalhar com equipes distribuídas e remotas, e a se adaptar a condições sempre em mudança. Este é o futuro do trabalho.

No entanto, a educação não acompanhou o ritmo. Nós ainda enviamos nossos filhos para um conjunto fixo de etapas de ensino fundamental, ensino médio e universidade, em um modelo que não prepara ninguém para um mundo flexível, em que as qualificações estão, muitas vezes, desatualizadas quando eles terminarem a graduação de quatro anos.
Além disso, o treinamento no local de trabalho não é suficiente para suprir a deficiência. O relatório do Fórum Econômico Mundial descobriu que 63% dos trabalhadores nos EUA dizem ter participado de treinamento no trabalho nos últimos 12 meses. Entretanto, os empregadores afirmam enfrentar a maior escassez de talentos desde 2007.

 

O que cada um pode fazer

Dada esta situação, as pessoas devem procurar desenvolver seus conhecimentos proativamente. Ou seja, reconhecer que você precisa de treinamento contínuo e perceber que é responsável pela sua própria educação. Se fizer isso, pode melhorar sua concorrência nos próximos anos.

O primeiro passo é perguntar-se: minhas habilidades ainda estão atualizadas? Qual é a perspectiva dessas qualificações e em quais eu poderia trabalhar hoje? O que aumentaria meu potencial de renda nos próximos anos?

Faça esse exercício de tempos em tempos. Se a meia-vida de uma habilidade de trabalho é de cerca de cinco anos (o que significa que, a cada cinco anos, essa habilidade é cerca de metade tão valiosa quanto antes), o ideal é estar um passo à frente dessa queda de valor. Avalie suas qualificações a cada dois ou três anos e comece a aprender novas habilidades o quanto antes.
Aqui, o ponto não é se reciclar completamente, de uma vez. Muitas das habilidades necessárias para atuar em empregos em queda são aplicáveis em empregos ascendentes. Para as habilidades que você precisa adquirir, considere mudanças pequenas que irão levar na direção que deseja. Uma dica é tomar decisões sobre o trabalho a ser realizado com base em quanto você aprenderá. Priorize aqueles em que você irá desenvolver habilidades novas e valiosas.

 

O que as empresas podem fazer

Não podemos colocar toda a responsabilidade nas pessoas individualmente. As empresas e governos têm a obrigação moral de educar e treinar profissionais melhor do que agora. Em muitas organizações, a administração está relutante em fazer isso. “E se elevarmos as qualificações da nossa equipe e parte dela migrar para um concorrente?” A resposta é simples: e se você não fizer isso, e os colaboradores permanecerem?

As empresas precisam ir além da mentalidade “não é meu problema” quando se trata de qualificações. Todos nós precisamos contribuir para investir nas habilidades dos funcionários. Enquanto isso, para os profissionais, a dica é ‘não espere’. Assuma agora o controle do seu próprio futuro e comece a ir atrás das habilidades que você precisará dentro de cinco anos. Seja um motorista ou um cientista, uma coisa é certa: a segurança de ter um emprego reside na aquisição de novas qualificações ao longo de toda sua carreira.

Fonte: Fórum Econômico Mundial[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]