Como orientar beneficiários do grupo de risco da COVID-19?

By 9 de outubro de 2020Covid 19

Para as operadoras, há uma necessidade e preocupação constante em preservar os beneficiários do grupo de risco da COVID-19. A prática, além de preservar vidas, contribui com a disseminação de informações legítimas sobre a doença para toda a sociedade.

O coronavírus não escolhe quem infectar, e todos estão sujeitos a contrair a doença. Entretanto, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, há pessoas consideradas grupo de risco: aqueles que apresentam problemas cardiovasculares, pessoas acima dos 60 anos, fumantes, hipertensos, diabéticos e asmáticos.

Tal classificação acende um alerta para a população mundial e também para as operadoras de a saúde. Este post traz mais detalhes sobre o assunto. Acompanhe!

Por que é necessário orientar os beneficiários dos grupos de risco?

Quando as operadoras de saúde orientam os beneficiários do grupo de risco da COVID-19, contribuem com o combate ao vírus de várias formas. Conheça as principais.

Ajuda a preservar vidas

Como ainda não há uma vacina acessível ou um medicamento comprovadamente eficaz, o compromisso com o compartilhamento de informações legítimas ajuda a preservar vidas.

Sabe-se que a maneira mais eficiente de combater a pandemia é praticando o isolamento social. Por este motivo, orientar em relação a idas desnecessárias ao pronto atendimento e manter um canal de comunicação eficiente, que permita tirar dúvidas, é essencial para minimizar as chances de contágio.

Reduz os custos da operadora

De acordo com matéria publicada pela EBC Brasil, internações em UTI por COVID-19 duram cerca de 11 dias e custam, em média, R$ 45 mil reais por paciente. Já as internações que não estão relacionadas ao vírus duram por volta de 5 dias, custando cerca de R$ 8,9 mil reais para operadora.

Portanto, quanto maior for a distância entre um beneficiário e o vírus da COVID-19, menores serão os gastos da operadora com as internações.

Evita a superlotação nos hospitais

Outras doenças não desapareceram com a pandemia e continuam exigindo tratamento médico e internação. Inclusive, um dos maiores problemas enfrentados com a pandemia é, justamente, a superlotação dos hospitais.

Dito isso, manter o grupo de risco bem orientado quanto as medidas de prevenção do coronavírus pode diminuir o contágio e, consequentemente, a possível ocupação dos leitos. o Ou seja, além de contribuir com a qualidade de vida dos beneficiários, a operadora age de forma responsável.

Melhora a imagem da operadora

Oferecer um serviço de prevenção e cuidados ao coronavírus é fundamental para expressar aos usuários o cuidado da marca com o seu bem-estar. Operadoras que se importam com a vida dos seus beneficiários são mais bem vistas no mercado, facilitando a captação de novos clientes.

Como orientar essas pessoas?

As informações a respeito do coronavírus podem chegar aos beneficiários de várias formas. Veja algumas sugestões.

Comunicação nos hospitais e consultórios da Rede

Operadoras que contam com seus próprios hospitais e centros médicos devem investir na comunicação visual interna, espalhando cartazes, placas, panfletos e outros materiais com informações úteis a respeito do coronavírus.

Campanhas em redes sociais e na mídia

As redes sociais também devem ser utilizadas, emitindo diversos lembretes diários com os principais cuidados para evitar a propagação do vírus.

Atendimento em diversos canais

A operadora também pode disponibilizar atendimento prévio para tirar dúvidas ou para que o beneficiário possa informar possíveis sintomas via telefone, chatbots ou WhatsApp.

Programa de Combate à COVID-19

Como uma das principais orientações para o combate à pandemia é o isolamento social, a telemedicina acabou se tornando um dos recursos essenciais para garantir o atendimento médico mesmo a distância. E também pode ser utilizada para orientar os beneficiários do grupo de risco.

Pensando nisso, a Sharecare desenvolveu uma solução digital voltada para empresas, operadoras de saúde e setor público. A ideia é que as organizações possam oferecer à população informações necessárias sobre prevenção e ainda identificar possíveis sintomas da doença.

A solução foi batizada como Programa de Combate à COVID-19 e oferece:

  • atendimento, acompanhamento e orientação para os casos com suspeita de diagnóstico positivo, inclusive por videoconsultas;
  • check-up diário via webchat por meio da enfermeira virtual Sara;
  • conteúdos produzidos por especialistas;
  • suporte telefônico 24/7 e via WhatsApp.

O principal objetivo da Sharecare com a solução é, além de reduzir o número de contaminados, evitar que os beneficiários do grupo de risco da COVID-19 se exponham ao vírus frequentando centros de atendimento médico de urgência.

Como os pacientes que apresentam algum sintoma são atendidos via telemedicina, o direcionamento ao Pronto-Socorro acontece quando necessário e no momento certo.

Gestão de crônicos

Aqueles que pertencem aos grupos de riscos também podem ser muito bem atendidos pelo programa Gestão de Crônicos, da Sharecare, que faz o monitoramento de pacientes com doenças crônicas.

Ou seja, os beneficiários que apresentam diabetes, asma, hipertensão, síndrome metabólica e doenças do coração recebem atendimento a distância. Caso seja identificado algum risco, são orientados da maneira mais adequada. Isso evita que essas pessoas frequentem ambientes hospitalares sem necessidade, diminuindo as chances de contágio nesses ambientes.

Ligue Saúde

Outro serviço que pode ser oferecido aos beneficiários, tanto em épocas de pandemia como permanentemente, é o Ligue Saúde.

Trata-se de um canal 0800 que funciona todos os dias, sem interrupções. O número está à disposição dos beneficiários para que tirem dúvidas a respeito do seu estado de saúde com médicos e enfermeiros.

Da mesma forma que os outros programas citados, também ajuda a evitar que as pessoas fiquem expostas ao vírus sem necessidade, direcionando o usuário aos serviços de urgência apenas em caso de extrema necessidade.

Quais principais informações devem ser divulgadas?

O Ministério da Saúde disponibilizou um manual com diversas informações sobre a doença no Brasil. Separamos as principais orientações aos grupos de risco que você pode utilizar nos canais sugeridos no tópico anterior.

Usar máscaras e higienizar mãos e superfícies

As principais formas de transmissão da COVID-19 são:

  • espirro, tosse, catarro;
  • saliva;
  • objetos ou superfícies contaminadas, como celulares, botão de elevador, maçanetas etc;
  • aperto de mão e outros contatos físicos.

Por esse motivo, o uso da máscara de proteção e a higienização de superfícies, mãos e objetos com álcool 70% são fundamentais.

Praticar o isolamento social

O isolamento social é uma das medidas mais eficientes, pois impede a circulação do vírus. Quem evita sair de casa e receber visitas também está evitando uma possível contaminação.

Para os serviços essenciais — como realizar compras — o ideal é solicitar o serviço de delivery e higienizar as sacolas e embalagens assim que chegarem em casa. Se isso não for possível, o ideal é sair só quando for realmente necessário, tomando todos os cuidados.

Combate a “fake news”

A era digital veio acompanhada das chamadas “fake news”, notícias falsas que circulam nas redes sociais e aplicativos de troca de mensagens sobre determinado assunto. O coronavírus também foi vítima dessas publicações e, se tratando de uma pandemia, seus efeitos podem ser devastadores para o grupo de risco.

Para evitar que as pessoas caiam em golpes que possam afetar os cuidados com a prevenção, o Ministério da Saúde divulgou um número de WhatsApp por meio do qual compartilha as principais notícias que circulam nas redes. O objetivo é indicar se a informação é falsa ou verdadeira.

Lembre-se de que cuidar dos beneficiários do grupo de risco da COVID-19 é uma medida que se reflete de maneira positiva em nossa sociedade. A união de esforços é primordial na luta contra a pandemia.

Já que o assunto é a orientação dos beneficiários do grupo de risco, veja o artigo que preparamos sobre o acompanhamento e prevenção da COVID-19 em casos de obesidade.