O que a COVID-19 faz ao nosso corpo?

By 18 de março de 2020Covid 19, Notícias

O surto da COVID-19, recentemente classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como pandemia global, e o número de fatalidades em diversos países fez com que a população se preocupasse com a infecção. Desde 16 de março, o novo coronavírus se espalhou para 148 países e tirou mais de 6.700 vidas, ultrapassando a mortalidade da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS).

Essa doença, que é causada por uma SARS associada a um coronavírus (SARS-CoV), foi primeiramente reportada na Ásia em fevereiro de 2003. A SARS se espalhou para mais de 29 países e tirou quase 900 vidas antes de ser contida um ano depois.

No entanto, a OMS aponta que a COVID-19 não é tão fatal quanto a SARS ou a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS-CoV), originada na Arábia Saudita em setembro de 2012. Aproximadamente três ou quatro em cada 10 casos de MERS são fatais, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

Por comparação, a OMS estima que mais de 80% dos infectados pela COVID-19 irão desenvolver apenas uma leve infecção e se recuperar. Apenas cerca de 16% dos casos irão resultar em graves enfermidades e complicações, incluindo pneumonia e dificuldades respiratórias. Ainda menor, apenas 5% irão desenvolver questões muito sérias, incluindo parada respiratória, choque séptico e falência de órgãos. Enquanto pesquisadores continuam a aprender mais sobre o coronavírus, a estimativa atual da taxa de mortalidade da doença varia de 0,6% a 3,4%.

Qualquer um pode ser infectado pela COVID-19, mas pessoas mais velhas foram classificadas como sendo parte integrante de um grupo de alto risco. Enquanto isso, crianças, parecem menos propensas a desenvolver condições sérias, de acordo com a OMS. Cientistas ainda estão estudando os casos para entender o porquê desse comportamento.

Pessoas com condições médicas pré-existentes, como asma, diabetes e ou cardiopatias também podem apresentar maior risco de desenvolver uma infecção severa.

 O que acontece com quem contrai a COVID-19?
Os sintomas da COVID-19 podem aparecer de 1 a 12,5 dias após a exposição, de acordo com o CDC. A OMS complementa que, na maioria dos casos, o coronavirus tem um período de incubação de 5 a 6 dias, destacando que qualquer pessoa que foi exposta a alguém com o diagnóstico confirmado deve ser monitorada por 14 dias.

Pesquisadores ainda estão investigando como o coronavirus afeta nosso corpo, mas os sintomas mais reportados incluem:

  • Febre
  • Tosse seca
  • Fadiga
  • Catarro ou tosse com muco
  • Falta de ar
  • Dor de garganta
  • Dor de cabeça
  • Dor nos músculos e nas juntas
  • Calafrios

Sintomas menos comuns são náusea ou vômito e diarreia.

Nos casos de infecções mais severas, além dos sintomas descritos, o coronavirus pode levar à pneumonia. Isso acontece quando a infecção desencadeia uma inflamação nos alvéolos pulmonares, fazendo com que eles se encham se fluidos. Quando isso acontece, a respiração torna-se mais difícil, impedindo que o oxigênio chegue ao sangue.

Em casos severos, a COVID-19 também pode levar a lesões cardíacas agudas, arritmia ou batimentos irregulares do coração, choque, lesões agudas nos rins ou falência renal, de acordo com o CDC.

É trabalho dos rins filtrar impurezas do corpo, ajudar a produzir células vermelhas e regular a pressão sanguínea. Aqueles com falência renal perdem de 85% a 90% da função do órgão, o que é insuficiente para que seja possível manter uma vida sem tratamento.

Como se proteger
Diferente da gripe, do sarampo e de outras doenças que podem ser prevenidas por meio de vacina, não existe imunização para o coronavírus. Ainda assim, há medidas que podem ser tomadas para reduzir o risco de infecção, incluindo:

  • Lavar bem as mãos com sabão e água por pelo menos 20 segundos;
  • Não tocar nenhuma parte do rosto, incluindo olhos, nariz e boca, com as mãos sem a higienização adequada;
  • Evitar pessoas com suspeita ou confirmação da infecção.

Muitas pessoas, especialmente aquelas nas regiões afetadas, optaram por utilizar máscaras faciais para proteção contra a COVID-19, resultando no aumento do preço e na falta do produto para profissionais de saúde em alguns lugares do mundo. A OMS ressalta que o uso de máscaras hospitalares não garante a prevenção contra a infecção, além de que os usuários devem se proteger de outras formas, como lavando as mãos e mantendo distância de outros.

Qualquer pessoa que achar que pode ter sido exposta à COVID-19 ou está preocupada com sintomas similares aos da gripe, como febre, tosse ou dificuldade ao respirar, deve procurar orientação médica. É particularmente importante buscar auxílio imediato caso tenha viajado recentemente para áreas infectadas, especialmente China, Itália, Irã ou Coréia do Sul e notar os sintomas.

 

Fontes:
Johns Hopkins University; The Center for Systems Science and Engineering (CSSE). “Coronavirus COVID-19 Global Cases.”
Centers for Disease Control and Prevention. “SARS Basics Fact Sheet.”
World Health Organization. “WHO Director-General’s remarks at the media briefing on COVID-2019 outbreak on 17 February 2020.”
World Health Organization. “Middle East respiratory syndrome coronavirus (MERS-CoV).”
World Health Organization. “Coronavirus disease (COVID-19) advice for the public: Myth busters.”
World Health Organization. “Q&A on coronaviruses.”
Centers for Disease Control and Prevention. “Coronavirus Disease 2019 (COVID-19).”
American Lung Association. “Learn About Pneumonia.”
National Kidney Foundation. “What is Kidney Failure?”