Você conhece as principais doenças crônicas em mulheres?

7 de maio de 2021

O portal norte-americano Mdlinx, que disponibiliza artigos sobre saúde aos profissionais da área, afirma que, independentemente do sexo, a maior parte da população desenvolve pelo menos uma doença crônica até o final da vida. Embora o mesmo artigo revele que os homens têm um risco maior de apresentar esses problemas, não se pode negar o impacto das doenças crônicas em mulheres.

Em geral, doenças crônicas são aquelas que acompanham a pessoa durante um longo período de tempo, superior a 3 meses. Homens e mulheres têm fatores de riscos diferentes para quadros diferentes. Este post trata exclusivamente dos problemas do público feminino. Acompanhe a leitura e fique por dentro do assunto.

Doença de Alzheimer

Com base em um estudo divulgado pela revista americana Neurology, o portal UOL fez uma matéria relatando que as alterações cerebrais relacionadas ao Alzheimer são mais comuns em mulheres do que em homens. A origem do problema pode estar relacionada à menopausa.

A fundação Cure Alzheimer’s Fund, localizada nos Estados Unidos, publicou um estudo que acompanhou 59 participantes cognitivamente normais, com idades entre 40 e 60 anos, durante 3 anos. O objetivo foi, justamente, investigar os efeitos da menopausa no problema. Por isso, o estudo incluiu homens e mulheres em sua pesquisa.

Entre os vários testes neurológicos aplicados, havia um de memória, em que os homens apresentaram um desempenho superior ao das mulheres. Foi constatado que aquelas que já estavam na menopausa tiveram mais problemas na área conhecida como hipocampo, responsável por essa habilidade.

No Brasil, o risco de uma mulher desenvolver Alzheimer é de uma a cada seis. Conforme explica o site do Dr. Drauzio Varella, os homens têm esse risco reduzido: um a cada onze.

Diabetes

O Hospital Sírio-Libânes divulgou que o diabetes é um problema mais comum em mulheres. A expectativa da instituição é de que, até 2040, teremos 313 milhões de diabéticas ao redor do mundo.

No Brasil, em 2017, eram 10 milhões de mulheres com a doença, contra 7 milhões de homens. Os fatores biológicos que facilitam seu aparecimento e a expressividade desses números são:

  • diabetes gestacional — quando as pacientes grávidas têm dificuldade de absorver o açúcar no sangue, são diagnosticadas com diabetes gestacional. A doença costuma regredir após o parto, mas é um indicativo de que a gestante pode desenvolver a forma crônica da diabetes no futuro;
  • menopausa — a menopausa aparece como fator de risco em grande parte das doenças crônicas nas mulheres. Após a interrupção da menstruação, elas tendem a ganhar peso, especialmente na região da cintura. Isso eleva o risco de desenvolver diabetes tipo 2.

Câncer

O câncer costuma acometer mais homens que as mulheres — de acordo com matéria publicada no portal G1. A diferença está no tipo da doença que afeta cada um desses públicos.

Causado pela divisão anormal das células do corpo, destruindo seus tecidos, o problema pode acontecer em qualquer um dos nossos órgãos. Afinal, toda a nossa estrutura tem a sua própria camada celular.

De acordo com o INCA, em 2020, a maior incidência de câncer entre as mulheres acometeu as seguintes regiões:

  • colo do útero;
  • cólon e reto;
  • estômago;
  • glândula tireoide;
  • linfoma não Hodgkin;
  • câncer de mama;
  • ovário;
  • sistema nervoso central;
  • traqueia, brônquios e pulmão;
  • útero.

Artrite

De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a artrite é uma doença inflamatória crônica que afeta as articulações. Tem início entre os 30 e os 40 anos, e sua causa é desconhecida, mas sabe-se que afeta o dobro de mulheres do que de homens.

Os fatores de risco para a doença, além do sexo, são:

  • histórico familiar;
  • idade;
  • obesidade;
  • tabagismo.

Como o problema causa dor e rigidez nos punhos e mãos, prejudica a atividade laboral das mulheres. Os primeiros sinais podem aparecer cedo, quando os indivíduos estão plenamente saudáveis e capazes de exercer as suas profissões.

A orientação para a prevenção foca em diminuir os fatores de risco controláveis. Por isso, as empresas podem fazer a sua parte, promovendo campanhas de conscientização que estimulem um estilo de vida saudável e mostrem os impactos dos bons hábitos na prevenção da artrite.

Asma

Uma pesquisa publicada na versão online do Jornal Brasileiro de Pneumologia revelou que, entre um público de 400 pacientes asmáticos entrevistados, havia 68% de mulheres.

Além do número maior de pacientes do sexo feminino, o que chama atenção são os relatos sobre os sintomas. Na ocasião, o estudo constatou que a asma atrapalha as atividades cotidianas das mulheres, interferindo nas suas vivências sociais, de trabalho e pessoais.

No ambiente laboral, ao fazer a contratação de homens e mulheres asmáticos, evite comparar o desempenho de ambos e acompanhe se os portadores da doença realizam o tratamento necessário para seguir a vida em segurança.

Obesidade

Os problemas da obesidade são assunto frequente em nossa sociedade. Inclusive, ela é um dos fatores de risco para todas as outras doenças crônicas citadas neste material.

Segundo a Agência Brasil, em um intervalo de 16 anos, a população de pessoas obesas no Brasil aumentou mais de 14%: em 2003, era 12,2%; já em 2019, 26,9% dos brasileiros estavam na faixa da obesidade.

Em relação às mulheres, a obesidade teve um salto mais expressivo: de 14,5%, para 30,2%. Entre os homens, apenas 9,6% eram obesos; agora, são 22,8%.

Embora alguns fatores dificultem a perda de peso, como questões hormonais relacionadas à menopausa, as mulheres podem se prevenir de várias formas:

  • fazendo escolhas saudáveis em alimentação;
  • ingerindo bastante água;
  • melhorando a qualidade do sono;
  • praticando exercícios;
  • mantendo-se ativas nas atividades do cotidiano, independentemente de envelhecimento, aposentadoria e outros marcos da maturidade que podem levar as pessoas a se acomodar.

As doenças crônicas afetam mulheres e homens de maneiras diferentes, e, até pouco tempo atrás, a maioria das pesquisas sobre doenças crônicas levantavam dados gerais, sem levar o sexo e o gênero em consideração.

Felizmente, essa realidade mudou, e agora podemos desenvolver materiais direcionados como este, que falou sobre doenças crônicas em mulheres e os cuidados com a saúde da mulher.

Essas iniciativas são fundamentais para que todos entendam melhor como cada tipo de organismo funciona, assumindo uma postura preventiva mais eficiente e elevando a qualidade de vida.

No contexto corporativo, as doenças crônicas podem atrapalhar a produtividade, gerar absenteísmo e aumentar o turnover. Por isso, é essencial conhecer mais sobre o assunto e ajudar as colaboradoras a se prevenir do agravamento dessas condições. Claro, essa linha de ação é, antes de mais nada, humana, mas também inteligente enquanto recurso de gestão, por acarretar a redução dos custos na empresa.

Existem várias possibilidades de tratamento e controle das doenças crônicas, e é interessante que as empresas trabalhem no sentido de ajudar trabalhadoras e trabalhadores. Conheça algumas das soluções para esse problema.