O impacto das doenças respiratórias no SUS

8 de junho de 2021

Asma, rinite, bronquite, pneumonia, gripe e enfisema são apenas alguns exemplos de doenças respiratórias que interferem na passagem de ar pelas vias aéreas. Em tempos de pandemia, qualquer sintoma provocado por essas patologias pode preocupar uma pessoa, levando-a ao pronto atendimento do SUS.

Durante as estações em que a temperatura cai junto da umidade do ar, como o outono e o inverno, é importante ter ainda mais cuidado com as doenças respiratórias, pois a imunidade também tende a baixar, e a propagação de microrganismos pelo ar, como bactérias e vírus, é maior.

Tendo em vista todo esse contexto, é interessante abordar o impacto que as doenças respiratórias trazem ao Sistema Único de Saúde (SUS). Neste post, queremos falar mais sobre o assunto. Acompanhe!

Qual é o real impacto das doenças respiratórias no atendimento do SUS?

Além das doenças respiratórias comuns, no final do ano de 2019 surgiu a Covid-19, propagada pelo vírus Sars-Cov-2, provocando uma pandemia que afetou gravemente o Brasil. Isso trouxe um aumento considerável de pacientes para o atendimento da rede pública de saúde, levando à sobrecarga de hospitais em diversas regiões do país.

Essa situação fez com que o SUS passasse a enfrentar ainda mais desafios para tratar os pacientes. Além do mais, aumentou-se o risco de contaminação pelo coronavírus em unidades de saúde, o que trouxe mais preocupações para pessoas que enfrentavam doenças respiratórias.

Desse modo, nunca foi tão necessária a adoção de medidas de proteção a doenças respiratórias, a fim de reduzir o impacto desse problema na unidade pública de atendimento à saúde.

Quais são os principais desafios do atendimento de doenças respiratórias em tempos de Covid-19?

Como visto, a pandemia de Covid-19 trouxe várias preocupações para o mundo, impactando severamente a área da saúde. Dentre os desafios enfrentados pelos profissionais do SUS no atendimento de doenças respiratórias, destacam-se:

  • falta de insumos;
  • aumento da demanda de tarefas;
  • leitos superlotados;
  • aumento do risco de contaminação pelo coronavírus;
  • necessidade de mais profissionais.

Quais são as estratégias que podem prevenir a busca por atendimento presencial para doenças respiratórias?

Diante de toda essa situação, o ideal é que as pessoas usem estratégias preventivas para evitar o atendimento presencial para doenças respiratórias, garantindo assim a própria segurança e evitando a superlotação do SUS.

A seguir, confira algumas atitudes que vale a pena considerar na presença de sintomas de doenças respiratórias!

Atenção Primária à Saúde

A Atenção Primária à Saúde (APS) visa a redução de danos à saúde com a promoção de um atendimento individual ou coletivo de qualidade. Trata-se de uma estratégia encontrada para diagnosticar, prevenir e tratar a maior parte possível da população.

Esse é um sistema que busca analisar as necessidades de uma pessoa ou de uma comunidade, a fim de encontrar ações rápidas e eficientes para promover mais bem-estar e qualidade de vida.

A Atenção Primária à Saúde gira em torno de 4 pilares:

  • acessibilidade — é na Atenção Primária à Saúde que as pessoas têm o primeiro contato ao apresentarem algum sinal de problema de saúde, incluindo doenças respiratórias, para que sejam direcionadas à especialidade mais adequada, caso necessário;
  • longitudinalidade — o paciente deve manter o contato com a área da Atenção Primária à Saúde, a fim de que continuar o acompanhamento individual e coletivo;
  • integralidade — a APS visa ser acessível e oferecer a mesma qualidade de atendimento às pessoas das mais variadas regiões do país, por meio do encaminhamento, acompanhamento e visitas domiciliares;
  • coordenação — é de responsabilidade da Atenção Primária à Saúde organizar os cuidados com os pacientes que buscam esse atendimento, por meio de prontuários médicos atualizados.

Desse modo, as unidades de Atenção Primária à Saúde se mostram como o primeiro lugar para um paciente procurar em casos de manifestação de problemas respiratórios. Assim, é possível receber um atendimento com atenção às suas necessidades e saber qual especialidade deve se encarregar dos cuidados.

Telemedicina

A tecnologia proporciona diversas ferramentas que ajudam a facilitar o dia a dia da sociedade. Não é à toa que a transformação digital na saúde trouxe inovações cada vez mais necessárias para aprimorar o atendimento aos pacientes.

Usar a telemedicina para evitar o atendimento presencial em tempos de Covid-19 é um exemplo dessas facilidades. A digitalização da saúde que, até então, caminhava lentamente para ser aplicada no Brasil, tornou-se a opção mais viável para continuar o atendimento médico durante a pandemia.

Como medida para reduzir os danos da crise sanitária, o Conselho Federal da Medicina (CFM) autorizou o uso da telemedicina para o atendimento de algumas modalidades, como telemonitoramento, teleorientação e teleinterconsulta. Isso reduz a circulação de pessoas em instituições de saúde e ajuda a promover o isolamento social.

Em caso de sintomas de doenças respiratórias, a telemedicina pode ser utilizada para receber as orientações adequadas do que fazer. Em algumas situações, com essa modalidade é possível evitar uma visita ao consultório médico e garantir a segurança dentro de casa.

Projetos de conscientização

A conscientização é o passo primordial para comover a sociedade para se proteger de diversas doenças, incluindo as respiratórias. Diversas complicações podem ser evitadas por meio de hábitos mais saudáveis.

É por isso que a conscientização sobre o tabagismo é importante. Além de ser um hábito que traz sérias consequências ao sistema respiratório, ele ainda aumenta as chances de desenvolver outras doenças, como o câncer.

As campanhas de conscientização acerca do coronavírus também são fundamentais. Por meio delas, a população se informa sobre o uso de máscaras adequadas, a higiene das mãos e da superfície, assim como sobre a necessidade de isolamento social. Desse modo, é possível fazer um combate à Covid-19 mais eficiente.

As doenças respiratórias sazonalmente trazem impactos ao SUS, contudo, com a pandemia eles foram ainda mais evidentes. Por essa razão, a prevenção de complicações nas vias aéreas é a melhor atitude para garantir a saúde e o bem-estar da população. Dessa forma, neste momento, torna-se ainda mais fundamental utilizar estratégias que evitem a necessidade de atendimento presencial e conscientizem a sociedade sobre o autocuidado.

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