Qual é a importância e como reduzir o estresse no trabalho?

22 de novembro de 2021
estresse no trabalho

Assim como acontece com o transtorno de ansiedade, o excesso de estresse no trabalho é algo tão marcante em nosso cotidiano que corremos o risco de naturalizá-lo. Simplificadamente e em poucas palavras, é isso o que acontece quando algo é repetido de maneira consistente e automática, ao ponto de parecer normal ou que não mereça atenção.

Aí é que mora o perigo. Ao tratarmos o estresse excessivo vivenciado no trabalho (e em outras áreas de nossas vidas) como um elemento nocivo inevitável, deixamos de controlá-lo. Por sinal, isso é o máximo que podemos fazer a respeito, já que não se pode eliminar o estresse das nossas vidas.

Quer entender melhor o estresse e por que, quando fora de controle, ele prejudica tanto o desempenho do trabalho dos colaboradores da sua empresa? Continue com a gente a seguir e descubra!

O que é o estresse?

De modo geral, é bem provável que você esteja acostumado a ler, ouvir ou ver coisas negativas associadas ao estresse. Este próprio post, inclusive, tem como principal objetivo ajudar a minimizar seus efeitos negativos. Antes de chegar lá, entretanto, é fundamental esclarecer um ponto básico.

Trata-se do fato de que o estresse é indissociável do organismo humano e existe uma ótima razão para isso. Toda vez que estamos em uma situação ameaçadora, o corpo tenta nos preparar para encará-la da melhor maneira possível — mesmo que a solução selecionada seja uma fuga.

Internamente, esse estado de alerta é iniciado e mantido pela síntese de determinados hormônios, como adrenalina e cortisol. Até aí, tudo bem. Afinal, ele é necessário diante de eventos que exigem uma dose extra de concentração e prontidão.

Ocorre que, na prática, o acúmulo de episódios estressantes leva à alta concentração das substâncias em questão. Assim, uma pessoa estressada fica sujeita a sofrer, com frequência, aceleração dos batimentos cardíacos, respiração descontrolada e outros sintomas desconfortáveis.

Quais são os riscos de um ambiente de trabalho estressante?

Imagine os sintomas mencionados acima vivenciados quase diariamente pelos funcionários de uma organização. Nem é necessário que o local de trabalho seja insalubre, como determinadas locações fabris, para que a rotina se torne sufocante em pouco tempo.

Guardadas todas as proporções, as consequências também se manifestam em salas de escritório bem arquitetadas e arejadas. Para explicar o fenômeno, basta prestar atenção no ponto-chave: a qualidade do ambiente e do “ar” que se respira nele.

Vale tanto para o chão de fábrica como para a empresa situada no 80ª andar do edifício da sede administrativa de uma multinacional. A realidade demonstra que o estresse descontrolado, no mínimo, contribui para os seguintes danos:

  • comunicação hostil entre colaboradores — não são raros os casos de discussões acaloradas, com gritos e, às vezes, palavrões;
  • queda de produtividade — dificilmente pessoas extremamente estressadas conseguem manter um bom ritmo de produtividade;
  • perda de prazos — dando continuidade ao ponto anterior, elas também passam a gerenciar mal o tempo, o que compromete o cumprimento de prazos;
  • quadros de depressão — diversas são as causas dessa condição médica no trabalho, como assédio, competitividade em demasia e pressão por resultados. Importante dizer que, independentemente de sua origem, a depressão que surge no trabalho se estende para a vida pessoal do indivíduo;
  • desenvolvimento de doenças físicas — como os hormônios do estresse percorrem todo, o aparecimento simultâneo de complicações em diferentes regiões é igualmente comum. Um exemplo é a tendinite no ombro, que é classificada como uma das doenças ortopédicas de maior impacto na realização de tarefas.

Há ainda o risco de desencadeamento da Síndrome de Burnout, que vem preocupando profissionais do mundo todo, sejam quais forem suas áreas de atuação. O problema nada mais é do que a pior coisa que pode advir de um quadro de estresse crônico e totalmente ligado ao trabalho.

Como perceber o estresse dos colaboradores?

Correr para entregar uma tarefa antes do prazo solicitado pelo chefe é absolutamente normal, desde que não se torne rotina. O mesmo se aplica àqueles pedidos urgentes de última hora. Vez ou outra, tudo bem. Por sinal, o termo “urgente” já resume a questão, pois deveria ser ocasional.

Uma vez que essas situações de trabalho se tornem corriqueiras, existe algo errado no ar e pode, sem dúvida, ser captado pelos sentidos de um gestor experiente. Sob o ponto de vista comportamental e ambiental, basta parar um tempo e observar se:

  • a relação entre os membros das equipes é ríspida ou muito fria;
  • os funcionários, em hipótese alguma, sentem-se à vontade para fazer um intervalo (ir tomar um café, por exemplo);
  • o silêncio é predominante e denso;
  • os semblantes permanecem preponderantemente tensos e preocupados ou simplesmente exaustos;
  • instala-se uma correria instantânea para ir embora no fim do expediente, como se não houvesse amanhã.

Repare que a medição desses e outros aspectos pode ser quantitativa e qualitativa. A fim de aprimorar a própria qualidade da análise, a coleta e tratamento de dados relacionados aos pontos de observação é mais que útil. A ideia central é buscar meios de preencher o que falta para ter colaboradores felizes por trabalharem na organização.

Quais são os impactos do estresse para a empresa?

De forma resumida, empresas que gerenciam mal o estresse de seus colaboradores sofrem com a constante perda de competitividade no mercado. Com pessoas frustradas, pressionadas, desanimadas e literalmente adoecidas, fica difícil sustentar qualquer negócio.

Para piorar, existe o risco real de perder grandes talentos. Cientes de seu valor, os melhores profissionais costumam sair de empresas com ambientes de trabalho tomados pelo estresse. Eles sabem que, cedo ou tarde, serão acometidos por alguma das consequências tratadas, as quais abalariam os pilares da construção de suas carreiras.

Como reduzir o estresse no trabalho?

Pelas razões levantadas e outras correlacionadas a elas, o acúmulo de estresse no trabalho deve figurar no topo das prioridades dos programas de saúde mental implantados pelas empresas. Nesse sentido, providenciar mecanismos que aumentem a rapidez dos diagnósticos e eficácia dos tratamentos é essencial. O mesmo equivale à adoção de um programa de saúde mental completo.

Ao mesmo tempo, os gestores também precisam oferecer espaços de trabalho que inibam a produção dos hormônios de estresse. Dessa maneira, é possível agir diretamente sobre uma das raízes do problema, que consiste em ambientes dotados de competitividade exacerbada entre os colaboradores.

Em vez de estimular a pura e mera competição, vale a pena sugerir aos líderes que incentivem a criação e manutenção de ambientes genuinamente colaborativos. Em vez de incitar os colaboradores a conquistarem posições de destaque, competindo uns contra os outros, seria mais proveitoso fazer com que eles aprendam a dar o melhor de si para o grupo.

Por sinal, o pensamento nem é novidade, sendo apresentado e defendido detalhadamente pelo matemático John Nash no chamado Equilíbrio de Nash. Em síntese, ele explica por que a vida pode ser mais do que um jogo que produz perdedores e vencedores.

Parte de nossas vidas, o estresse no trabalho necessita de práticas modernas voltadas à sua redução e estabilização. Assim, cabe às empresas entender a importância do atendimento psicológico, adotar novos modelos colaborativos e, por fim, monitorar a qualidade de seus ambientes (internos ou mesmo via home office).

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