A relação dos cuidados na gestação e a saúde pública

20 de dezembro de 2021
gestação e a saúde pública

Todos sabemos da importância dos cuidados na gestação, certo? Entendemos que são fundamentais para que mãe e bebê fiquem saudáveis, reduzindo riscos e promovendo a qualidade de vida. Mas será que estamos cientes de como a saúde pública se envolve nessas questões? Vamos conversar sobre o assunto no post de hoje!

O sistema de saúde é essencial em nosso país, promovendo o bem-estar e o acesso a diversos serviços de assistência. No entanto, ele ainda enfrenta desafios e demanda investimentos para funcionar da melhor forma possível, inclusive no que diz respeito aos cuidados com as mulheres. Continue a leitura e entenda seus principais impactos em relação às gestantes!

Por que oferecer acompanhamento e cuidados na gestação?

A importância do pré-natal, dos cuidados na gestação e também no período puérperio são temas discutidos há tempos por profissionais e estudantes da área, mas a realidade é que nosso sistema ainda apresenta graves falhas a esse respeito. Uma matéria publicada pela Agência Brasil mostra como as taxas de mortalidade materna cresceram devido à COVID-19, mas também deixa claro que os problemas já existiam.

A presidente da Associação de Medicina e Obstetrícia do Estado de São Paulo (Sogesp), Rossana Francisco, afirma que o índice de mortes desse público no país já era elevado, o que só aumentou com a pandemia. O site da Fiocruz também expôs o assunto, mostrando como as taxas se ampliaram e como as grávidas e puérperas constituem um forte grupo de risco

Esses fatos apontam para a necessidade de medidas mais efetivas, que contribuam não apenas quanto aos desafios pandêmicos, mas que façam a diferença de forma geral para as gestantes daqui em diante. Essa é uma das grandes responsabilidades na gestão da saúde pública.

Como os cuidados na gestação contribuem para a saúde da mãe e do feto?

Um pré-natal adequado faz toda a diferença, promovendo uma gravidez saudável e o bem-estar geral, tanto da mãe quanto do feto. Na realidade, o ideal é que os cuidados comecem antes mesmo de engravidar, com um bom acompanhamento médico e boas orientações. Hoje vamos focar, porém, na importância da assistência apropriada durante a gestação.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que sejam feitas ao menos oito consultas de pré-natal, mas a frequência pode aumentar em casos de necessidade. O acompanhamento deve começar assim que se descobre a gravidez, evitando uma série de riscos. O objetivo é identificar problemas quanto antes, além de fornecer o apoio e as orientações necessárias.

O diagnóstico de doenças e problemas no início da gestação é capaz de salvar a vida da mulher e do bebê, pois quanto antes forem tratados, mais seguros e eficazes os resultados serão. É o caso, por exemplo, de questões com a placenta ou da pré-eclâmpsia. Além disso, caso o feto apresente má formação ou outras complicações, é bem mais fácil tratar e reverter os danos precocemente.

O pré-natal identifica inclusive doenças que já existiam antes da gravidez, mas que ainda não haviam sido notadas. A mulher pode apresentar hipertensão, por exemplo, cujo diagnóstico tardio afetaria não apenas aquela fase, mas todo o seu futuro.

Por fim, vale lembrar que, para além de diagnósticos e tratamentos, o pré-natal é essencial para o apoio psicológico e a orientação da gestante. A gravidez é o início de uma nova fase, trazendo várias mudanças, perguntas e inseguranças. Há o medo quanto ao parto, dúvidas sobre cuidados e sobre como será a vida dali em diante. É preciso acolher, ouvir e informar. Os assuntos variam desde hábitos de alimentação e higiene, até a sexualidade na gestação, entre vários outros.

Onde investir para oferecer bons cuidados na gestação?

Há muitos pontos que precisam de atenção para que a saúde no Brasil ofereça uma melhor assistência às gestantes e às mulheres de modo geral. É preciso que a rede se organize para facilitar o acesso aos serviços, sejam eles voltados para a gestação em si, seja para o tratamento de doenças como a COVID-19. O artigo da Agência Brasil aponta como a falta de acesso a UTI’s e à intubação contribuíram para as taxas de mortalidade nesse público.

Por outro lado, não se deve menosprezar a importância dos cuidados e orientações básicas, mesmo durante a pandemia. É importante continuar oferecendo e buscar expandir os serviços de pré-natal para todas, inclusive em casos que não sejam graves. Os investimentos incluem equipamentos, tecnologia, capacitação profissional e conscientização social, por exemplo. Para além disso, porém, é preciso pensar em mudanças de mentalidade e de ações de todo o sistema.

As equipes de atenção primária, secundária e terciária devem estar preparadas, contando com uma boa quantidade de profissionais — de diferentes áreas — e atuando de forma integrada. Aqui, a humanização é outro ponto a ser ressaltado: é preciso levar mais em conta as particularidades de cada mulher, seu contexto e seu momento de vida. Escutar, acolher, tirar dúvidas e orientar, com uma postura adequada, faz toda a diferença para que a paciente permaneça e se envolva no processo.

Fatores como a sexualidade e a individualidade, para além do papel de mãe, devem ser pautas mais discutidas. É importante lembrar que a gestante está em um momento de alta vulnerabilidade, então, o apoio psicológico e social se fazem fundamentais. O sistema de saúde, muitas vezes, não oferece uma visão tão humanizada, então esse é um dos investimentos a se destacar, mas que não anula a importância de recursos materiais, profissionais e financeiros.

Vale lembrar, por fim, que o sistema brasileiro ainda não está de acordo com as orientações da OMS quanto à quantidade de consultas no pré-natal, orientando que as pacientes realizem apenas seis atendimentos. Assim, há vários aspectos a se repensar e adequar. É necessário avaliar tanto as práticas básicas quanto as voltadas para casos mais graves de atenção hospitalar.

Como a tecnologia pode apoiar os cuidados públicos na gestação?

A tecnologia em saúde pode ser uma grande aliada dos cuidados na gestação. Há recursos para diagnósticos mais eficazes, como equipamentos modernos para exames, além de novas formas de comunicação entre médico e paciente. A telemedicina oferece serviços como consultas online e telediagnóstico, facilitando o acesso das gestantes ao devido suporte.

As consultas presenciais ainda são necessárias, pois certos procedimentos demandam o contato direto com profissionais. É o que ocorre com exames e avaliações, por exemplo. Porém, em casos de dúvidas, ou mesmo em emergências, a tecnologia agiliza o acesso ao auxílio e às devidas orientações

Ela também pode levar a medicina a regiões mais precárias, nas quais há pouca mão de obra qualificada ou hospitais mais distantes. É responsabilidade da saúde pública levar serviços presenciais a tais localidades, mas a tecnologia também facilita a vida e traz mais tranquilidade para as mulheres.

Agora você conhece a importância dos cuidados na gestação, assim como sua relação com a saúde pública no Brasil. A ShareCare pode ser de grande ajuda nesse cenário, com soluções voltadas para uma telemedicina eficiente e econômica. Estamos à disposição para conversar sobre parcerias!

Esperamos que tenha gostado do artigo. Para tirar dúvidas ou conhecer nossos serviços é só entrar em contato!

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