Gestão de vida: o que é e por que aplicar no uso do plano de saúde

13 de dezembro de 2021
Gestão de vida

De acordo com a American Medical Association, os gastos com saúde crescem cerca de 4,6% ao ano — um valor que vem aumentando gradativamente ao longo das décadas. Pensando nisso, as operadoras de planos de saúde têm buscado maneiras de reduzir os gastos e os impactos causados por esse aumento — a gestão de vida é uma delas.

O gerenciamento de vidas não é uma novidade, mas os métodos padronizados e baseados em evidências podem transformar essa gestão em intervenções ativas e eficazes para a redução de custos.

Neste artigo, explicamos o que é a gestão de vida e como ela já deveria ser uma realidade em todos os planos de saúde. Você também saberá, aqui, como otimizá-la para obter os melhores resultados dessa ferramenta. Acompanhe!

O que é o gerenciamento de vidas?

Na prática, trataremos gerenciamento e gestão como sinônimos. O objetivo de ambos é compreender os perfis de risco de saúde e reduzi-los, assim como otimizar os fatores de proteção. Em saúde, chamamos de “gestão de vidas” por tratarmos justamente do bem mais valioso de nossos clientes.

No gerenciamento de vidas, precisamos ter uma visão global de como estão nossos clientes. Onde eles moram? Qual é a idade dessas pessoas? Existem comorbidades? Qual é a média de utilização do plano de saúde? Ao conjunto de respostas para essas perguntas damos o nome de “mapeamento” — que é, como o próprio nome sugere, a compreensão transversal do nosso público-alvo.

Quando falamos em “gestão”, no entanto, não basta conhecer: é preciso prever como o nosso público utilizará o plano de saúde no futuro, estabelecendo estratégias eficientes para otimizar o cuidado à saúde. Esse é o grande desafio do gerenciamento de vidas.

Quais são os impactos da gestão de vida?

Existem dois principais objetivos da gestão de vidas: a melhoria na qualidade dos serviços prestados pelo plano de saúde e a redução dos gastos com essa prestação. Embora a simultaneidade desses dois objetivos pareça paradoxal, é possível atingi-los com uma administração eficiente e automatizada.

Usemos como exemplos os efeitos de uma gestão de vida eficaz. Se seu plano de saúde lida com uma população mais idosa, é natural que taxas de internação sejam altas, assim como os índices de comorbidades.

Uma boa gestão de vida leva em consideração essas variáveis e busca controlá-las, realizando um acompanhamento pós-alta e evitando a reinternação, por exemplo. Além disso, o controle de doenças crônicas evita a agudização dessas comorbidades e o uso exagerado de serviços hospitalares. É um exemplo em que ambos saem ganhando — tanto o paciente quanto o plano de saúde.

Por outro lado, pense em um plano de vidas ineficaz nesse mesmo cenário: os pacientes têm alta precoce, sem acompanhamento pós-internação, e agudizam com mais frequência. Em vez de gastar com programas ambulatoriais de controle de pacientes crônicos, o plano é obrigado a investir nas atenções terciária e quaternária. Isso aumenta o risco de complicações (como infecções hospitalares) e impulsiona os gastos da operadora.

Perceba que, nesse modelo ineficaz, o paciente também sai perdendo. Ele perde em qualidade de vida e, provavelmente, não recomendará sua operadora a conhecidos e familiares. Isso vai à contramão do que chamamos de saúde baseada em valor, que vem ganhando destaque atualmente e foca na experiência do paciente como produto final do plano de saúde.

Como fazer um gerenciamento de vidas eficaz?

Embora a maioria dos gestores possa considerar sua gestão de vidas eficaz, infelizmente, não é o que vemos na prática. De acordo com a Sociedade Brasileira de Clínica Médica, a insatisfação dos clientes com o plano de saúde supera os 40%.

A maior parte dessa insatisfação deriva da espera excessiva por procedimentos e consultas, segundo a mesma pesquisa. É paradoxal que enxerguemos esse resultado em um ambiente de saúde que dialoga cada vez mais com a tecnologia e a inovação.

Um gerenciamento de vidas eficaz é capaz de reverter esse quadro, atuando estrategicamente para atender os pacientes que mais necessitam. É o caso, por exemplo, da situação que já citamos do acompanhamento pós-alta: ele pode ser realizado via telefone, de maneira barata e fácil, reduzindo a espera desses pacientes por consultas de retorno.

É nesse ponto que voltamos ao conceito de mapeamento, que já mencionamos anteriormente. Ele é o passo inicial para reconhecer onde estão as insatisfações com o plano de saúde, quais indicadores estão desfavoráveis e qual é o quadro sanitário da população.

O próximo passo envolve uma análise técnica e multidisciplinar: afinal, o que fazer com a população de maior risco e como reduzir os índices desfavoráveis? Quais são as melhores estratégias de intervenção em um contexto único, apresentado por um plano de saúde específico?

Para responder a essas perguntas, é necessário contar com uma equipe formada por médicos, administradores e profissionais de Business Intelligence com experiência na área. Em alguns casos, é necessário recorrer à literatura científica e verificar quais são os métodos custo-eficazes para resolver a situação.

Bancar uma equipe desse porte, no entanto, pode comprometer uma quantia equivalente à economizada pela gestão de vidas. Por esse motivo, muitos planos de saúde optam por terceirizar a gestão de vidas, seja inteira, seja parcialmente.

Nesse sentido, a Sharecare pode ajudar você. Somos uma empresa norte-americana, multinacional, com mais de 40 anos de experiência na área de gestão de saúde. Entre nossos programas estão a gestão de crônicos, o acompanhamento pós-alta e o mapeamento de pacientes — atributos cruciais para uma gestão de vidas eficaz.

O gerenciamento de vida é um conceito complexo, que envolve múltiplos processos e tem um impacto direto no orçamento dos planos de saúde. Otimizá-lo aumenta a satisfação dos clientes e melhora a qualidade de vida da sua população. Para uma gestão de vida eficaz, contar com uma parceria de boa qualidade pode ser fundamental.

Se você quer elevar sua administração a um novo patamar, não perca tempo e entre em contato conosco! Estamos preparados para explicar sobre nossas soluções e firmar uma parceria sólida, em prol de uma gestão de vida mais eficaz e voltada para os pacientes.

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