Quais lições a saúde suplementar pode tirar das health techs?

By 19 de dezembro de 2020Imprensa

As health techs têm sido fonte de inspiração para a saúde suplementar e as operadoras de saúde, já que seus produtos conseguem reduzir custos, sem perder de vista a qualidade nos processos. O Brasil, que enfrenta os altos dispêndios com saúde, pode tê-las como guia, para alcançar resultados mais oportunos.

Para se ter uma ideia do que estamos falando, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as despesas com saúde no país somaram R$608,3 bilhões em 2017, o que representou 9,2% do PIB. Já a Anahp (Associação Nacional dos Hospital Privados) nos mostra que custos com saúde suplementar crescerem R$83,6 bilhões entre 2013 e 2018.

A seguir, explicamos melhor o papel das health techs e as lições que elas nos geram!

O que são health techs?

Com o nome formado pela união das palavras health e tech, que em inglês significam saúde e tecnologia, as health techs são startups focadas no setor da saúde. Elas têm o objetivo de desenvolver tecnologias para otimizar os sistemas de saúde, podendo desenvolver vacinas, medicamentos, exames, softwares etc.

Ou seja, trazem soluções de inovação. Como resultados, podemos observar a redução de custos das operadoras e o aumento na eficiência dos processos, a exemplo da maior agilidade em resultados de exames e da diminuição do superdiagnóstico em saúde.

As soluções focam, sobretudo, nas medicinas preventiva e preditiva, que são essenciais para garantir a tão sonhada economia.

Quais as lições podem ser aprendidas pela saúde suplementar?

Com tecnologias disruptivas, as heath techs têm ensinado muito à saúde suplementar. Separamos alguns exemplos para você conferir!

Investimento em velocidade

Quando falamos de saúde, dias a mais de espera, para conseguir autorizar um exame ou ter seu resultado em mãos, podem fazer toda a diferença. Isso porque, além de a vida da pessoa estar em risco, o paciente e seu médico se abstêm de tomar melhores decisões.

As health techs levam a agilidade a sério. Se identificam uma demanda não atendida, ou que pode ser melhorada, apostam em soluções que entregam a resposta a essa necessidade. Um exemplo foi a empresa Hi Technologies, startup do Paraná, que desenvolveu rapidamente testes do coronavírus, logo no início da pandemia.

Foco nos custos

As maiores adversidades de operadoras de saúde e do SUS (Sistema Único de Saúde) são os custos crescentes com exames e atendimentos. Startups como as health techs, por si só, têm o objetivo de implementar tecnologias para reduzir custos. Geralmente, isso é alcançado com o uso da inteligência artificial, que consegue reduzir gargalos, encontrar ineficiências e incentivar aos beneficiários os cuidados preventivos.

Avaliação das necessidades do público

As health techs focam em áreas importantes, mas que não são completamente atendidas por outras empresas. Assim, conseguem suprir as expectativas da população e disponibilizar soluções que são vistas como especiais e diferenciadas.

Plataformas e aplicativos de atendimento médico e psicológico são bons exemplos de tecnologias recentes e que conseguem resolver problemas, alcançando bons resultados. Outros exemplos são os softwares que analisam dados de determinada população, fazem estratificações, predições e sugerem ações para evitar problemas futuros.

Como as health techs podem ajudar na redução de custos da operadora?

Com eficientes soluções já existentes no mercado, as health techs conseguem ajudar as operadoras, ao entregar as seguintes inovações!

Softwares inteligentes

Os softwares usam inteligência artificial para aumentar a agilidade e qualidade de atendimentos, exames e resultados. Algoritmos e machine learning estudam um grupo de pessoas e identificam padrões. Os resultados são usados para predizer diagnósticos, comparar fatores de riscos e ajudar na prevenção de doenças.

A inteligência artificial também permite a personalização de atendimentos, podendo sugerir ao paciente exames específicos e contribuir para o aumento de sua saúde.

Telemedicina

A telemedicina permite a troca de informações médicas, a transmissão de diagnósticos, atendimentos e acompanhamentos de pacientes a distância. Os serviços ajudam a eliminar barreiras geográficas, agregam comodidade e são um incentivo para evitar que o paciente se desloque a hospitais e clínicas.

Os serviços são oferecidos por plataformas e aplicativos, por isso proporcionam rapidez. Além disso, conseguem proporcionar mais proximidade entre paciente e um assistente de saúde, que pode ficar responsável pela triagem nos atendimentos, conferindo eficiência na solução do problema de saúde e diminuindo visitas a prontos-socorros, por exemplo.

Também, a possibilidade de ter os resultados no próprio sistema evita novas consultas e possibilita ao médico e ao paciente a tomada de decisões mais rápidas sobre o melhor procedimento.

Big data

O big data possibilita a captação e a organização de um grande número de dados, que um humano não conseguiria gerenciar. As bases podem ser consultadas e ajudam a criar produtos e soluções, evidenciam oportunidades de melhoria e realçam a possibilidade de tratamento.

Se usados por operadoras e empresas, esses dados conseguem ajudar a conter custos e evitar desperdícios de recursos, que são um dos grandes desafios quando falamos em gestão de plano de saúde empresarial.

Monitoramento por sensores

Relógios e pulseiras inteligentes conseguem captar o nível de oxigênio, batimentos cardíacos e temperatura, além de monitorar outros sintomas. Ainda, podem emitir alertas lembrando o paciente de realizar atividades que contribuam para sua saúde, como fazer caminhadas ou beber água.

O monitoramento também envia a um sistema central todos os dados do paciente, que podem ser acompanhados, em tempo real, por um médico. Em caso de alterações suspeitas, há possibilidade de agir a tempo, preservando ainda mais a saúde do usuário.

Health apps

Aplicativos de saúde podem vir com muitos recursos, que auxiliam na prevenção e na predição de doenças e transtornos. Com uma solução de gestão de crônicos, por exemplo, é possível acompanhar pessoas com doenças crônicas, como diabetes e doença arterial coronariana, com o intuito de impedir progressões e agravamentos.

Ao focar em envelhecimento saudável, aplicativos podem monitorar, de forma personalizada, pessoas acima dos 65 anos, ajudando-as a gerenciar sintomas e doenças, assim como a promover mudanças de hábitos. Isso aumenta a longevidade dos beneficiários.

A falta de cuidado com a saúde mental tem contribuído para aumento de custos em diversos sentidos. Assim, apps podem ajudar a monitorar sintomas e a incentivar as pessoas a adquirem hábitos de bem-estar, para o aumento na qualidade de vida.

No Brasil, ainda lidamos com os grandes custos relacionados à saúde. No entanto, com a chegada das health techs e suas soluções transformadoras, é possível ter esperança na otimização de processos e no alcance da economia.

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