Modelo de assistência à saúde: é momento de ser racional

4 de março de 2021

A crise provocada pela Covid-19 pegou o mundo de surpresa, e foi a encontro com a necessidade das operadoras em encontrar um modelo de assistência à saúde mais racional. Não apenas no Brasil, como no mundo, a pandemia abriu a possibilidade de uma transição nesses modelos.

O que vai acontecer no cenário pós-pandêmico, ninguém pode afirmar com certeza. No entanto, já é perceptível que os prestadores de serviços em saúde devem unir forças para frear a alta crescente nos custos e restrições orçamentárias.

A FenaSaúde — Federação Nacional de Saúde Suplementar — atribui a situação não só ao coronavírus, como também à alta do desemprego e ao aumento do número de trabalhadores informais neste cenário. Quer saber mais sobre o assunto? Confira o material que preparamos para você.

O modelo de assistência à saúde

Em linhas gerais, o modelo de assistência à saúde é a forma na qual a saúde é organizada, considerando a assistência em si, e o que a tecnologia tem a oferecer para esse setor.

Um artigo publicado na revista Ciência & Saúde Coletiva reúne vários conceitos e denominações. Incluindo:

“Modelos assistenciais são entendidos como diferentes combinações tecnológicas com diferentes finalidades, como resolver problemas e atender necessidades de saúde, em determinada realidade e população adstrita (indivíduos, grupos, ou comunidades), organizar serviços de saúde ou intervir em situações, em função do perfil epidemiológico e da investigação dos danos e riscos à saúde.”

A importância de sistemas mais racionais de assistência à saúde

A FenaSaúde chama a atenção para uma importante questão: as operadoras de saúde não geram custos, elas apenas repassam as despesas para os beneficiários de acordo com o que foi estabelecido em contrato.

Em razão da pandemia provocada pelo novo coronavírus — que fez muitas pessoas apertarem o orçamento e, por isso, diversos setores não praticaram o aumento do preço dos seus produtos e serviços —, a Federação calcula que são quase 2 anos sem que o aumento dos custos seja repassado para as mensalidades dos planos de saúde.

Isso tem interferido na sustentabilidade da saúde suplementar. Das mais de 700 empresas de assistência médica ativas no Brasil, cerca de 95% são de pequeno porte. Geralmente atuam de maneira localizada, restritas a apenas uma região do interior do país.

Diferente das operadoras de grande porte, é possível que não sobrevivam muito tempo à mercê desse desequilíbrio e estejam perto de fechar as portas. Com isso, seus usuários acabam recorrendo a outro modelo assistencial de saúde: nosso conhecido SUS.

Segundo a Associação Brasileira de Planos de Saúde (ABRAMGE), períodos de crises econômicas sobrecarregam o sistema de saúde pública brasileiro. De 2014 a 2018, uma queda de cerca de 13% nos usuários de plano de saúde significou um aumento de 10% no uso da saúde pública.

É preciso encontrar um equilíbrio para que nem a saúde pública, nem a suplementar, acabem sobrecarregadas. Seja no uso, seja sem repasse de custos, racionalizar os sistemas é palavra de ordem para que usuários e empresas possam contar com uma assistência de qualidade.

As novas tendências relacionadas ao assunto

Encontrar uma solução satisfatória para usuários e operadoras pode parecer desafiador. No entanto, se pensarmos nos avanços da tecnologia e na regulamentação médica do país, é possível encontrar boas soluções para o uso racional dos planos de saúde.

Nesse sentido, a telemedicinapode evitar a sobrecarga dos sistemas. Uma vez que o primeiro atendimento é feito por um aplicativo ou chamada de vídeo, sem a necessidade de marcar uma consulta ou se deslocar até um hospital, a sinistralidade cai.

Essa queda representa reajustes de mensalidades mais brandos, permitindo que as operadoras façam o repasse real dos custos. No entanto, é preciso que a saúde suplementar lute por uma regulamentação definitiva, pois a telemedicina é uma conquista temporária e emergencial.

Como incentivar o uso racional dos planos de saúde

Ao que tudo indica, mesmo após a pandemia, a telemedicina veio para ficar. De acordo com o jornal Estadão, estima-se que foram realizadas mais de 2 milhões de consultas online no país desde que a crise da Covid-19 instaurou-se.

São vários benefícios associados ao uso da telemedicina:

  • estender as medidas de prevenção à Covid-19 para o trabalho pós-pandemia como, por exemplo, flexibilizar horários — importante para evitar aglomerações, preservando a saúde mental e qualidade de vida;
  • incentivar o check up médico;
  • investir em programas de prevenção para saúde mental.

Para estarem mais próximos a essas vantagens, as operadoras de saúde podem contar com os benefícios do ecossistema de saúde Sharecare para oferecer uma gestão revolucionária aos seus contratantes e beneficiários.

As soluções da Sharecare contemplam desde as pessoas saudáveis — focando em promoção de saúde e prevenção — até as pessoas com doenças já instaladas ou fatores de risco.

São várias possibilidades de viabilizar o uso racional dos planos de saúde de modo geral, e, consequentemente, evitando a sobrecarga e o colapso dos modelos assistenciais.

As jornadas trabalham educação em autocuidado e sobre utilização do plano de saúde, abre espaço para que tenham acesso a um médico de referência, viabiliza o acesso a exames preventivos para que fiquem em dia além de promover o acesso a recursos de suporte como telemedicina e central de saúde 24 horas.

Dessa forma, os usuários do plano de saúde tem atendimento prévio sem sair de casa, tirando dúvidas sobre o seu estado e sendo encaminhados ao pronto socorro ou médico especialista após avaliação feita por especialistas — uma estratégia inteligente para garantir a excelência e rapidez do atendimento, sem sobrecarregar os sistemas de saúde.

Como você pôde notar, os períodos de crise econômica, a alta do desemprego, o aumento da informalidade e situações adversas, como a pandemia, afetam a forma na qual a saúde suplementar e pública são oferecidas no país. O cenário obriga que o modelo de assistência à saúde seja revisado, e que sejam oferecidas alternativas que viabilizam o uso racional dos serviços.

Notou como as soluções da Sharecare podem contribuir com esse processo? Entre em contato conosco e conheça com mais detalhes as estratégias que podem ser utilizadas!

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