No Brasil, cerca de 19 milhões de pessoas sofrem de ansiedade, segundo a Organização Mundial da Saúde, um número quase três vezes maior que a média mundial. Além disso, o transtorno de ansiedade é uma das causas de incapacidade no mundo. Sendo assim, o tratamento e controle dessas condições podem impactar diretamente no aumento da produtividade e da organização da rotina, tornando fundamentais os investimentos e estratégias voltados para a identificação precoce e direcionamento adequado.

Fato é que o transtorno atinge grande parte da população mundial e uma das razões para isso é a demora no diagnóstico. Sendo assim, as pessoas podem levar tempo para identificar o problema e buscar tratamento, mesmo vivenciando os sintomas – que incluem sensação inexplicável de medo ou preocupação, angústia, agitação, dificuldade de concentração, respiração acelerada ou falta de ar, taquicardia, tremores, insônia, entre outros.

Existem diversos transtornos de ansiedade, com diferentes causas ou motivações: fobias, ataques de pânico, Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), estresse pós-traumático e transtorno de ansiedade generalizada (TAG). Além disso, ter um histórico familiar de transtorno de ansiedade ou outras condições de saúde mental, como depressão, são fatores de risco. Mas em geral, quem sofre de ansiedade tem reações exageradas em situações que de alguma forma representam risco para o indivíduo, como falar em público (fobia social), lembrar-se constantemente de um evento traumático (estresse pós-traumático) ou de possíveis adversidades futuras (TAG) e sentir necessidade inexplicável de realizar repetidas vezes a mesma tarefa, o que pode caracterizar TOC.

Dicas para controlar as crises

Há alguns passos que podem ser seguidos para minimizar os sintomas da ansiedade durante uma crise, chamados de ‘habilidades TIP’ – sigla em inglês para temperatura, exercício intenso e respiração ritmada. São três maneiras de reverter as reações de fuga ou luta, o processo químico que ocorre quando o corpo se sente em situação de perigo. Esses passos ajudam a ‘enganar’ o seu corpo, aliviando os sintomas e ajudando-o a se lembrar de que está seguro:

Temperatura: Durante as crises, o corpo age como se estivesse em situação de perigo, dilatando os vasos sanguíneos e levando adrenalina e cortisol para órgãos e músculos que nos ajudam a lutar ou fugir, como cérebro, olhos, ouvidos e pernas. Isso eleva a temperatura do organismo, o que pode levar à hiperventilação, por exemplo. Para reduzir esse sintoma, jogue água gelada no rosto. Se possível, quando souber que irá passar por alguma situação estressante longe de casa, leve uma garrafa d’água gelada e a encoste no pescoço ou rosto.

Exercício intenso: Cinco minutos de exercícios vigorosos podem baixar seu nível de ansiedade, pois reduzem a tensão e liberam substâncias químicas que aumentam a sensação de bem-estar, chamadas endorfinas.

Respiração ritmada: A respiração fica mais acelerada em situações de estresse, uma forma de ajudar a levar mais oxigênio ao coração e ao cérebro. Prestar atenção na respiração e tentar ritmá-la, segurando o ar por seis segundos e depois exalando por oito segundos, também pode ajudar o corpo a voltar ao estado normal. O ‘P’ da sigla TIP também pode significar relaxamento muscular progressivo, que envolve tencionar brevemente e depois relaxar cada grupo muscular do corpo.

Apostar em uma alimentação equilibrada, uma rotina de exercícios e adoção de hábitos saudáveis é fundamental, inclusive para a melhora da saúde mental. No entanto, é extremamente importante buscar tratamento como psicoterapia com profissionais especializados que, em certos casos, podem recomendar medicamentos.

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Saúde Mental, programa clínico da Sharecare

Pensando em auxiliar as empresas e beneficiar toda população, a Sharecare desenvolveu o Saúde Mental, programa voltado às pessoas acima de 18 anos com condições mentais comuns, como depressão, ansiedade e estresse. Com uma população de mente saudável, as empresas usufruem de diversos benefícios, entre eles a prevenção de afastamentos, a redução de custos médicos e o aumento da produtividade.

O objetivo é evitar a progressão das condições emocionais e promover a recuperação por meio do suporte de uma equipe multidisciplinar. Dessa forma, a solução avalia o perfil de condições mais prevalentes, oferece apoio nos cuidados necessários para a manutenção da saúde e qualidade de vida das pessoas, além de facilitar o acesso aos recursos médicos e engajar para o tratamento psicológico e psiquiátrico.

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