Autogestão de planos de saúde: entenda como funciona

By 23 de outubro de 2019Notícias

Encontrar a melhor estratégia para gerenciar o plano de saúde de uma empresa pode ser um desafio. Além dos impactos da saúde e do bem-estar na produtividade, o custo disso é um dos maiores, no que se refere aos trabalhadores, perdendo apenas para a folha salarial. Nesse sentido, a busca pela otimização do investimento pode trazer à discussão, em algum momento, a alternativa de realizar a autogestão do plano de saúde.

Porém, o assunto costuma estar permeado de dúvidas. Afinal, o que significa exatamente aplicar uma autogestão nesse contexto? Como saber se ela é a melhor escolha para minha organização? Existe alguma diferença entre autogestão e coletivo empresarial?

Neste post, reunimos tudo o que você precisa saber sobre o tema para acertar na estratégia da sua empresa. Então, continue a leitura e confira!

Entenda o que é autogestão do plano de saúde

A gestão de um plano de saúde pode ser feita de diferentes formas. A forma mais tradicional adotada pelas empresas é a contratação de um serviço coletivo oferecido por uma prestadora. Assim, a gestão envolve a negociação das características do contrato: o que será oferecido (atendimento médico e odontológico, por exemplo), como isso é feito, qual o custo por pessoa, como funciona o pagamento etc.

Em geral, os funcionários são convidados a aderir ao plano logo que são contratados. A autogestão, por sua vez, é um modelo no qual a própria empresa assume a administração dos serviços oferecidos aos seus colaboradores. Grosso modo, ela mesma moldará o plano de saúde de acordo com as necessidades da sua população (as pessoas atendidas) e, é claro, com o que ela deseja oferecer.

Consequentemente, será preciso lidar com alguns processos que vão além da simples decisão sobre o que prover aos funcionários.

Atividades, prós e contras

Uma parte importante da autogestão do plano de saúde é a negociação com hospitais, clínicas, médicos, dentistas e demais profissionais da área. Os contratos ou acordos são realizados diretamente com cada entidade ou profissional, o que permite à empresa ter um controle mais detalhado sobre o uso do plano e o investimento feito.

Na prática, a empresa terá uma cartela composta de funcionários ativos e aposentados. É cobrado um custo de manutenção para que eles continuem a usufruir do serviço. Porém, é preciso estar atento às consequências que isso traz, sobretudo com o passar do tempo e o aumento do número de aposentados, ou mesmo de agregados, incluídos no plano.

Uma consequência direta é a redução de custos no que diz respeito ao uso do serviço. Sem a necessidade de pagar um valor fixo, o investimento tende a ser equivalente ao que é realmente utilizado (consultas, procedimentos etc.). Porém, será necessário gerenciar esses serviços internamente, o que traz consigo um outro custo operacional, geralmente mais alto.

Uma alternativa interessante pode ser a contratação de um parceiro para assumir a administração ou auxiliar no desenvolvimento de uma gestão mais eficiente do plano. Investindo em programas de prevenção e acompanhamento da população, é possível melhorar a saúde e o bem-estar da população e, ao mesmo tempo, reduzir custos.

Como definir, então, se vale mesmo a pena?

Identifique se a autogestão é o melhor modelo para o seu negócio

A autogestão traz consigo a necessidade de equilibrar os prós e contras mencionados anteriormente. De um lado, há um gasto operacional relacionado à administração esses recursos dentro da empresa e o próprio custo do serviço. De outro, as possíveis vantagens que os acordos trarão (com menos uso, o custo total tende a cair).

Entretanto, a relação raramente vale a pena para pequenos negócios — basta olhar quais são as empresas que estabeleceram autogestão: em geral, grandes organizações, como o Banco do Brasil. Com grandes equipes à disposição e, principalmente, uma população de centenas de milhares de funcionários, o negócio tende a valer mais a pena.

Isso não significa que seja uma exclusividade para essas organizações. Em termos práticos, definir se vale a pena exige apenas que as contas sejam colocadas no papel: consulte os colaboradores para levantar demandas, discuta com o conselho da empresa, negocie com instituições e profissionais de saúde etc.

Atenção à Resolução nº 279 da ANS

O ponto crucial é a definição do modo de financiamento desse serviço. Em geral, como apontamos anteriormente, é cobrado um valor dos funcionários que aderirem ao plano — e o pagamento pode ser com desconto em folha.

Contudo, um detalhe crucial é que, como previsto pela Resolução nº 279 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), os contribuintes têm o direito de continuar a acessar o serviço mesmo após se desligarem da empresa.

Consequentemente, a população pode inflar a ponto de não ser mais tão interessante seguir com o modelo. Por isso, é fundamental colocar tudo na ponta do lápis e avaliar se o investimento pode trazer o retorno esperado. Tenha em mente que contar com o suporte de um consultor especializado é uma ótima estratégia para ter sucesso na escolha do modelo.

Entenda as diferenças entre autogestão e coletivos empresariais

Diferentemente da autogestão, os planos coletivos empresariais são oferecidos por uma operadora de saúde. As características do contrato podem variar de acordo com o que for negociado e com quem oferece o serviço. No entanto, é possível encontrar modelos mais padronizados ou planos personalizados para atender a uma demanda específica da empresa.

Nesse caso, uma diferença importante é que as operadoras não podem simplesmente aumentar o valor quando elas quiserem. Ainda assim, há um reajuste anual, geralmente baseado na sinistralidade do plano. Isso significa que o valor tende a aumentar de acordo com o uso: quanto mais consultas, maior o reajuste.

Uma alternativa mais recente é o plano coletivo por adesão. Nesse caso, uma entidade — um exemplo é a Associação Paulista de Medicina (APM) — oferece o serviço para que empresas se filiem por preços mais acessíveis. Como o critério é ter um CNPJ, é comum que pessoas façam a adesão individual do plano.

Cada modalidade tem suas vantagens e desvantagens. Como você pôde ver, é importante realizar uma análise cuidadosa das características de cada uma e, principalmente, levar em conta as demandas que sua empresa tem. A autogestão do plano de saúde pode ser uma opção interessante, desde que planejada e executada com eficiência!

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