O mês dos apaixonados chegou! Presentes e comemorações para o Dia dos Namorados a parte, você já deve ter percebido que o bem do seu companheiro ou companheira anda lado a lado com o seu. Mas já parou para pensar quão próximo eles caminham? A resposta é muito, segundo estudo “What’s Mine is Yours: Evaluation of Shared Well-Being Among Married Couples and the Dyadic Influence on Individual Well-Being Change”, publicado no Journal of Occupational and Environmental Medicine.

A pesquisa afirma que casais ou até mesmo pessoas em relações próximas dividem fatores de saúde parecidos e, com o tempo, passam a afetar o bem-estar um do outro. Além disso, foi comprovado que os cônjuges influenciam na capacidade mútua de melhorar os hábitos de saúde, ou seja, a mudança no comportamento de uma das partes influenciou positivamente o do seu parceiro.

A avaliação do bem-estar foi realizada com base em seis critérios: saúde física, saúde emocional, comportamentos saudáveis, ambiente de trabalho, acesso ao sistema básico de saúde e consideração à vida. A pesquisa focou ainda em alguns fatores específicos para a saúde, como exercícios, índice de massa corporal, tabagismo e uso de álcool.

Um dos motivos que justificam a relação do bem-estar é o dia a dia e o ambiente compartilhado entre os cônjuges, que podem conduzir aos mesmos riscos de saúde. Nesse cenário, podem ser incluídos aspectos financeiros, características da comunidade, como o acesso a lugares seguros para se exercitar, bem como fatores domésticos, como alimentação gordurosa dentro de casa. Além disso, a pesquisa mostrou que riscos, como tabagismo e obesidade, compartilhados entre o círculo de amigos e familiares, impactam também no bem-estar do casal. Da mesma forma, o controle social pode incentivar de maneira positiva comportamentos saudáveis.

Cada um dos seis critérios exerce um nível de influência no bem-estar. Fatores mais relacionados a características intrafamiliares, como comportamentos saudáveis, tiveram influência maior do que os critérios relacionados a fatores externos, como o ambiente de trabalho. A saúde física foi um critério que apresentou pouca relevância na influência do bem-estar, porém hábitos de saúde, como alimentação e atividade física, têm grande importância e, com o tempo, afetam a saúde física.

A mudança de comportamento também é influenciada pelos riscos de saúde do parceiro. Em geral, os participantes eram mais propensos a desenvolver novos riscos se os seus cônjuges sofressem as mesmas condições e menos propensos a eliminar os riscos se os cônjuges também os tivessem. Por exemplo, os participantes cujos parceiros eram também obesos foram 62% menos propensos a eliminar o risco de obesidade do que os participantes cujos cônjuges não eram obesos. O efeito foi ainda mais forte para os riscos de estresse e dieta.

A pesquisa revela que programas que promovem o bem-estar no trabalho precisam olhar para um cenário em conjunto, uma vez que relações próximas, como namorados ou casais, influenciam na manutenção da saúde e do bem-estar individual.