Cultura organizacional: conheça sua importância e como aplicar na sua empresa

By 24 de março de 2020Notícias

cultura organizacional

Na maioria das empresas, é natural os profissionais se preocuparem com indicadores, gestão, planejamento estratégico, entre outros termos do âmbito administrativo. No entanto, existe um outro aspecto fundamental para o alcance do sucesso: a cultura organizacional.

Por que ela é tão relevante? O motivo é simples: para chegar onde deseja, qualquer organização depende de pessoas. Os colaboradores, por sua vez, precisam estar alinhados ao negócio e terem motivação e engajamento para produzirem cada vez mais e melhor.

A cultura corporativa tem um papel fundamental nesse processo. Por meio dela, as pessoas se sentem pertencentes à empresa. Ao fomentar essa transformação, a companhia também melhora seus resultados em absenteísmo, presenteísmo, desligamentos e outros fatores relevantes.

Agora, é possível que você questione: como esses fatores estão, de fato, interligados? É o que apresentaremos neste artigo. Continue a leitura para saber mais!

Como funciona a cultura organizacional?

Para começar, é preciso entender o que é a cultura organizacional. Ela contempla os valores e as crenças que direcionam o andamento dos negócios e determinam como as decisões serão tomadas. A partir do momento que a cultura organizacional é assimilada por todos, passa a ser compartilhada, guiando os comportamentos.

Todas as empresas têm uma cultura organizacional, ainda que ela não seja informada de maneira explícita. No entanto, o ideal é que a gestão de pessoas delimite quais são as regras a serem seguidas. Caso contrário, muitos desalinhamentos podem ocorrer.

É o caso, por exemplo, de uma empresa que prioriza a hierarquia, mas os colaboradores optam por tomar decisões por conta própria. Fica claro que, nesse caso, a atuação é contrária às expectativas, o que pode ter impactos negativos para a empresa. Assim, percebe-se que a cultura organizacional é como a identidade das empresas.

A cultura organizacional e a liderança

A cultura corporativa está relacionada a toda a rotina do negócio, determinando as melhores práticas a serem adotadas, os processos a serem seguidos e as ações incentivadas.

O ideal é que a cultura organizacional seja sólida e padronizada. Assim, ela sofre menos influência da rotatividade de colaboradores e reflete o posicionamento dos sócios ou fundadores.

É por esse motivo que a cultura do negócio anda de mãos dadas com a liderança. Afinal, são os gestores e diretores que tomam decisões como as relacionadas a seguir.

  • Haverá investimento em inovação?
  • O que determina a boa qualidade do trabalho?
  • Há incentivo às novas ideias e ao aprendizado?
  • Existe uma hierarquia mais rígida ou flexível?
  • Como os processos devem ser seguidos?

Nesse cenário, cabe aos líderes iniciar o processo de implementação e reconhecimento da cultura organizacional. Eles devem ser os exemplos a serem seguidos e manter as diretrizes sempre ativas por meio da demonstração dos aspectos a serem trabalhados.

Os tipos de cultura organizacional

Até aqui, ficou claro o que é e como funciona a cultura de um negócio. A partir de agora, vamos abordar as diferentes formas de classificação da cultura organizacional.

Perceba que cada tipo é diferente e está mais adaptado a um modelo de empresa específico. Também vale ressaltar que qualquer organização pode migrar de um tipo de cultura organizacional para outro.

Continue acompanhando!

Cultura de poder

Com foco na geração de resultados, nesse tipo de cultura organizacional, o intuito é estimular os colaboradores a competirem entre si para alcançarem os objetivos. As decisões ficam centralizadas na liderança. Por isso, a cultura de poder é mais comum em empresas menores, em que o empresário define o que deve ser feito.

Por suas características, a hierarquia organizacional é bem delimitada. Com isso, o crescimento e o desenvolvimento dos profissionais tende a ser menor. A empresa também tem dificuldades de melhorar seus resultados, porque há dificuldade na delegação de funções.

Cultura de tarefas

De todos os tipos, esse é um dos modelos mais padronizados, uma vez que tem profissionais específicos para a realização de cada tarefa. Devido a essa particularidade, o desempenho tende a ser mais eficaz e efetivo, o que ajuda a melhorar o potencial.

Apesar dessa estrutura, há liberdade para expor ações e ideias, o que deixa os colaboradores mais motivados e engajados na resolução dos problemas. Por outro lado, há dificuldade para controlar e monitorar a produtividade e o alcance de resultados. Como o profissional fica mais livre, é preciso investir na responsabilidade individual para evitar prejuízos.

Cultura de pessoas

Dentre os modelos, a cultura de pessoas é bastante indicada, porque valoriza o quadro de colaboradores. O foco é o crescimento e o desenvolvimento individual, com liberdade para repassar opiniões e ajudar nos resultados do negócio.

É um modelo que costuma atrair e reter talentos e se torna uma fonte de vantagem competitiva. A organização é vista como positiva e tem uma boa proposta de valor.

Cultura de papéis

Para implementar esse modelo, é preciso ter uma cultura hierárquica definida. A flexibilidade nas atividades passa longe e cada profissional deve exercer apenas o que é de sua responsabilidade.

Aqui, há muitas regras, que determinam o modelo a ser cumprido. Os profissionais sabem o que fazer e têm pouco espaço para dar feedbacks e sugerir melhorias. Por isso, a inovação também se torna mais difícil de implementar.

Qual é a importância da cultura organizacional?

Cada empresa precisa determinar o que é importante para sua identidade, a fim de que os colaboradores sigam as diretrizes propostas. Sem o apoio da cultura corporativa, fica mais difícil viabilizar estratégias e realizar mudanças que levem ao sucesso.

Isso acontece porque a referência para os colaboradores é, justamente, a cultura percebida e delimitada. Ao mesmo tempo, ela determina como os gestores e os líderes devem se portar, com o objetivo de manter a equipe atualizada e agindo de acordo com o que é esperado.

Para os colaboradores, o alinhamento de suas expectativas com a cultura representa a oportunidade de se sentir mais motivado e engajado. Eles se tornam fãs da empresa, porque “vestem a camisa”.

Tudo isso determina quais são os valores, a visão de negócio e a identidade corporativa. Desse modo, as equipes se tornam mais integradas e os processos ficam mais bem estruturados. Ao ser trabalhada de forma estratégica, vários impactos positivos são percebidos. A seguir, listamos os principais.

Melhoria na definição do perfil de candidatos desejados

O processo de recrutamento e seleção é um dos mais beneficiados, porque já se sabe quais características comportamentais o profissional deve ter. Isso ajuda na redução de desligamentos e do turnover.

Para ter uma ideia, a taxa de rotatividade de colaboradores no Brasil chega a 82%. Por sua vez, a pesquisa Workplace culture: helping or hurting your business mostrou que, em 11 anos, o crescimento do turnover no mundo atingiu 682%.

Quando isso acontece, a empresa tem gastos elevados com contratação, realização de processo seletivo, treinamento e capacitação de novos funcionários, explicação da própria cultura organizacional etc. Por outro lado, o alinhamento entre companhia e profissional traz benefícios, como a eficiência no trabalho.

Ao determinar quais competências técnicas, crenças, visão e valores devem ser compartilhados, há uma chance maior de encontrar o candidato com o maior fit, ou seja, o mais adequado para a organização.

Aumento do senso de pertencimento

O colaborador que não se sente participante da empresa e de seus resultados tende a ficar desmotivado e a perder seu interesse pelo trabalho. Por isso, é importante ter atenção ao senso de pertencimento. Isso significa que vários fatores devem ser trabalhados, como integração, aceitação, função e valor.

Ao gerar identificação com a missão organizacional, há mais envolvimento das equipes e todos se sentem relevantes para o alcance dos resultados. Da mesma forma, há menos conflitos internos entre os profissionais, que costumam colaborar entre si.

Fortalecimento do engajamento

Os desafios corporativos diários precisam ser ultrapassados. Com o direcionamento dos esforços, é mais fácil alcançar as metas traçadas. Ao mesmo tempo, essa postura incentiva o aprendizado e o desenvolvimento de habilidades e talentos.

É aqui que a cultura organizacional entra. Ela atua como uma cola entre os indivíduos e a empresa. Isso acontece porque todos trabalham com valores inspiradores. Como acreditam neles e os valorizam, há uma chance maior de aumentarem a produtividade.

Para chegar a esse patamar, invista em programas e ações voltados à interação, como happy hour e festas de aniversário no final do mês. Além disso, integre os colaboradores nas decisões, sempre que possível, e incentive a troca de informações, por exemplo, pelo brainstorming.

Outras alternativas são incentivar a realização de atividades físicas e considerar restrições alimentares nos eventos. Por exemplo, se você identificar que uma parte dos profissionais faz exercícios com frequência, pode fazer uma parceria com uma academia para oferecer descontos. Isso estimula outras pessoas a também participarem.

Ainda pode criar grupos de corrida ou de artes marciais, que ajudam os colaboradores a se conhecerem e a terem mais contato. Por outro lado, se existem pessoas veganas, celíacas ou com restrições à lactose, é importante considerá-las na hora de fazer um cardápio de um evento interno. Perceba que são atitudes simples, mas que fazem a diferença.

Crescimento da produtividade

O trabalho constante e de qualidade é o que toda empresa precisa. Esse é o único caminho para satisfazer os clientes. Porém, você sabia que a cultura empresarial tem a ver com a produtividade?

Mais que responsabilizar um indivíduo por seu desempenho, cabe à empresa estimulá-lo e oferecer condições para atingir a alta performance. Aqui, estão incluídos:

  • oferta de estrutura adequada;
  • disponibilização de ferramentas de trabalho;
  • execução de treinamentos;
  • fortalecimento das relações interpessoais;
  • fomento à organização e ao clima da empresa, ou seja, à percepção coletiva que os colaboradores têm da empresa.

Isso significa que a empresa precisa valorizar o bem-estar e o aprendizado do profissional. É importante oferecer oportunidades de desenvolvimento, a fim de manter o capital humano motivado e produtivo.

Para se ter uma ideia, a melhoria do bem-estar em 10% leva ao aumento da produtividade em 6% no prazo de 28 dias. Além disso, há uma redução de 5% das faltas e de 24% no presenteísmo. Os dados são do Índice Bem-estar, da Gallup e da Sharecare.

Como a empresa pode aplicar a cultura organizacional para o bem-estar dos colaboradores?

As empresas de tecnologia são grandes exemplos quando o assunto é a qualidade de vida no trabalho. A Google, por exemplo, destaca-se por sua gestão de pessoas, que foca a valorização dos profissionais e seu bem-estar.

Há espaços para desestressar e ambientes acolhedores e divertidos. As metas, por sua vez, são atreladas à entrega de resultados. Esse é apenas um resumo, já que a cultura da Google vai muito além.

Ainda é possível adaptar o cenário à sua realidade. Foi o que a Magazine Luiza fez. O case de sucesso brasileiro direcionou o foco para as pessoas, especialmente a partir de 1991. Desde o processo seletivo, mostra seus valores e busca candidatos alinhados.

Junto a isso, reforça a cultura de forma constante, para tornar os colaboradores engajados e conhecedores da política interna da companhia. E na sua empresa pode ser realizado um trabalho semelhante.

Por exemplo, se o problema verificado é relativo a elevados índices de absenteísmo e presenteísmo — que resultam em baixa produtividade —, é possível usar a cultura organizacional como incentivo à prática de exercícios físicos. Existe, inclusive, uma justificativa científica para isso. A medida reduz o risco de:

  • doenças cardiovasculares;
  • alguns tipos de câncer, como o colorretal e o de mama;
  • transtornos mentais.

Ainda existem melhorias para o cérebro. Isso foi o que um estudo comprovou. Em crianças e adolescentes, o desempenho intelectual foi melhor entre aquelas que faziam exercícios físicos de forma regular. Com o passar do tempo, há melhoria da performance cognitiva, com destaque para:

  • memória operacional, que é a de curto prazo;
  • capacidade de planejamento;
  • tomada de decisão;
  • possibilidade de dar atenção a mais de uma coisa ao mesmo tempo.

Todos esses fatores são positivos para as empresas. Com a realização de exercícios, há melhoria da produtividade e redução do absenteísmo e do presenteísmo. Do mesmo modo, contribui para o bem-estar dos colaboradores, reduzindo faltas por consultas médicas e internações hospitalares.

Assim, fica claro que a cultura da empresa pode ajudar no desenvolvimento de uma sólida gestão da saúde dos colaboradores. De todo modo, é importante personalizar as ações e considerar aquelas mais adequadas ao contexto em que seu negócio se encontra. Quer conhecer algumas opções? Veja as que apresentamos a seguir.

Ofereça um ambiente de trabalho saudável

O estresse no trabalho já virou doença, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A síndrome de burnout foi enquadrada na nova versão da Classificação Internacional de Doenças (CID), que começa a valer em 2022.

O motivo foram os índices elevados de estresse no ambiente corporativo. Somente no Brasil, 72% das pessoas no mercado de trabalho têm alguma sequela derivada desse mal. Dessa quantidade, 32% apresentam burnout, ou seja, cansaço excessivo.

Apesar disso, do total de pessoas com a síndrome, 92% permanecem exercendo suas funções. Mais que o estresse, um ambiente de trabalho ruim gera doenças. Dados da OMS destacam que 33% dos brasileiros têm algum tipo de problema de saúde mental. Os dois principais fatores são estresse e depressão.

Esses também são os principais fatores de afastamento do trabalho. Tanto que o Brasil gastou R$ 15,6 bilhões com despesas de auxílio doença entre 2012 e 2018. Se forem considerados outros gastos previdenciários, a quantia aumenta para R$ 85 bilhões.

Por isso, ao implementar a cultura organizacional, pense no ambiente físico disponível. Se deseja formar uma equipe mais engajada, é interessante um local aberto, em que todos podem conversar entre si e interagir.

Incentive a realização de atividades físicas

A empresa também tem o dever de ajudar na melhoria da qualidade de vida do colaborador. Além de contribuir para o dia a dia daquela pessoa, essa também é uma forma de aumentar a produtividade, diminuir o absenteísmo e o presenteísmo, e evitar outros problemas, que podem gerar afastamentos.

Para se ter uma ideia, o sedentarismo afeta 47% dos brasileiros, segundo a OMS. Esse percentual da população nem chega a realizar 150 minutos de exercício em intensidade moderada ou 75 minutos de energia intensa por semana, conforme o recomendado.

Isso leva a diversos problemas. De acordo com o Ministério da Saúde, 3 a cada 100 mortes podem ser influenciadas pelo sedentarismo. O dado foi verificado em 2017. Um dos motivos para esse resultado é o fato de as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) serem a maior causa de morte no Brasil.

Segundo o Hospital Sírio Libanês, entre 1990 e 2017, houve aumento de 27% das DCNTs. Isso faz com que essas enfermidades sejam responsáveis por 73% das mortes no mundo. Além disso, 80% dos jovens com mais de 20 anos já sentiram dores nas costas.

Atualmente, essa é a doença que mais afasta os trabalhadores de sua função, de acordo com dados divulgados pela página Drauzio Varella. Apenas em 2017, foram 83,7 mil casos de afastamentos devido a problemas na coluna. Outros problemas comuns são lesões nos joelhos e problemas cardiovasculares.

Além disso, segundo o mesmo site, entre 2013 e 2019, mais de 319 milhões de dias de trabalho foram perdidos devido a afastamentos. Como consequência, o INSS gastou, entre 2012 e 2017, a quantia de R$ 26 bilhões em benefícios acidentários.

A realização de exercícios físicos auxilia em todos esses problemas. Esse é um fator para fortalecer a cultura organizacional e ainda obter benefícios, como a redução da sinistralidade.

Atente à saúde mental

A depressão deve ser a doença que mais afasta as pessoas do trabalho em 2020, conforme expectativas da OMS. A expectativa, feita ainda em 2000, é de que 15% dos empregados do mundo sejam afastados devido a esse motivo.

Esse é apenas um dos motivos para cuidar da saúde mental dos colaboradores. As doenças mentais também impactam a eficiência, a qualidade e a produtividade no trabalho. O que fazer para reverter esse quadro?

Incentivar a prática de exercícios físicos e da meditação é um bom caminho. Esses momentos ajudam a clarear a mente, trazer objetividade aos pensamentos, diminuir a ansiedade e o estresse, e mais.

Adote uma plataforma de gestão da saúde

O controle das questões de saúde físicas e mentais dos colaboradores requer ajuda da tecnologia. É difícil monitorar todos os aspectos de modo manual, até mesmo porque é necessário identificar potencialidades de risco entre os participantes.

Com uma plataforma especializada, você conta com recursos de engajamento, integra a saúde digital à humanizada, e tem acesso a dados que permitem agir de modo proativo. Aqui, existem várias possibilidades de implementação de programas, inclusive com o recurso da tecnologia.

Hoje, já é possível, entre outras coisas, utilizar aplicativos para integrar a saúde digital (high tech) e a humanizada (high touch). O resultado é a redução de todos os problemas elencados ao longo deste post e a consolidação da cultura empresarial.

Seus colaboradores se tornam mais engajados e motivados, têm comportamentos alinhados às expectativas da empresa e apresentam uma performance melhor. Desse modo, sua empresa alcança melhores resultados e a cultura organizacional se torna cada vez mais presente entre os colaboradores.

Gostou de conhecer mais sobre a cultura da empresa e sua relação com os resultados alcançados? Saiba mais acessando nosso posts sobre como o bem-estar pode apoiar o desenvolvimento de colaboradores mais engajados.