Redução de custos assistenciais em planos de saúde é desafio para gestores

By 7 de abril de 2020Notícias

custos assistenciais em planos de saúde

A gestão de planos de saúde traz consigo uma série de desafios para as operadoras. Os serviços devem ser oferecidos com qualidade e, ao mesmo tempo, é preciso garantir um equilíbrio dos custos. Porém, essa conta nem sempre fecha com tanta facilidade. Então, como é possível reduzir custos assistenciais em planos de saúde?

Esse é um dos grandes desafios para os gestores. Ainda assim, já existem formas financeiramente saudáveis de manter o oferecimento dos serviços e conquistar resultados melhores. É isso que mostraremos neste post especial sobre o tema.

A seguir, detalharemos a composição dos custos assistenciais e as principais causas para o aumento, além de mostrarmos as melhores práticas para reduzi-los e garantir o equilíbrio nas contas das operadoras dos planos. Confira!

Os principais custos assistenciais em planos de saúde

O primeiro passo para reduzir os custos assistenciais é entender exatamente quais são eles e sua origem. De forma geral, eles são quatro — veja a seguir os detalhes sobre cada um.

Custos ambulatoriais

Uma consulta com hora marcada (sem urgência) é um exemplo básico de custo ambulatorial. Em geral, essa é uma despesa que não deveria causar tanta preocupação, já que é composta por serviços simples (cerca de 40% são gastos com consultas e os outros 60% com exames). Entretanto, não é isso que acontece.

Um dos motivos é o mau uso dos serviços oferecidos pelos planos de saúde. Por falta de conhecimento, por exemplo, uma pessoa agenda uma consulta com um especialista quando na verdade o caminho mais adequado seria outro.

Como mostraremos mais à frente, existem formas bem simples de eliminar esse problema.

Custos hospitalares

A composição desse custo envolve fatores como a folha de pagamento das equipes médicas, os materiais hospitalares e os medicamentos. Outros custos a serem considerados aqui são:

  • exames feitos durante a internação;
  • substâncias gasosas (oxigênio, por exemplo);
  • hotelaria (diárias de internação);
  • Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME).

São questões básicas, mas que representam uma parcela significativa das despesas.

Custos gerados por urgência

Intervenções emergenciais, curativos e medicamentos de ação rápida ou imediata são alguns exemplos de fatores geradores desses custos. Mais uma vez, temos um gasto que, devido ao mau uso dos serviços, costuma ser bem maior do que o planejado.

O hábito de ir ao pronto-socorro é um exemplo disso, o que traz um impacto duplo. Primeiro, atendimentos que deveriam ser feitos por consulta clínica se tornam urgências, o que aumenta o custo. Somado a isso, a sobrecarga do pronto-socorro faz com que os valores dos serviços fiquem mais caros — o que reflete no plano de saúde.

Terapias

Fisioterapia, nutrição e tratamento psicológico são exemplos de terapia seriada, um dos principais custos assistenciais em planos de saúde. Nesse caso, o próprio serviço tem um papel importante de evitar reinternações, mas também pode ser mais econômico por meio de um bom trabalho de prevenção.

Os motivos do aumento desses custos

Além do mau uso dos serviços oferecidos, uma das principais causas do aumento preocupante dos custos é o modelo de remuneração. No Brasil, atualmente, o usuário paga um valor mensal para, em troca, ter o direito de acessar diversos serviços incluídos na cobertura, pagando um valor reduzido por cada um deles.

Para as operadoras, esse modelo não é muito sustentável, já que mesmo um cálculo bem eficaz sobre a previsão de uso dos serviços não dá conta do uso excessivo. Em outras palavras, é muito mais fácil gerenciar o oferecimento de cada serviço quando os custos são gerados (e distribuídos aos usuários) separadamente — o que não é o caso.

Outro fator relevante é o envelhecimento da população. Com o aumento da expectativa de vida no Brasil, cada vez mais pessoas mantêm o plano de saúde ao longo da aposentadoria. Essa parcela da população é, por natureza, a que mais demanda cuidados médicos e, consequentemente, eleva os custos assistenciais.

Ainda assim, existem alternativas para transformar esse cenário e conquistar resultados muito melhores com os recursos oferecidos.

As melhores práticas para reduzir custos assistenciais

Como você pôde ver, o aumento dos custos está relacionado a fatores diversos: tanto às características do cenário brasileiro, quanto ao uso ineficaz dos recursos. Portanto, reduzi-los exige uma ação planejada. Primeiro, é preciso identificar o contexto específico da sua população e, a partir disso, adotar medidas específicas com o que há de melhor em soluções de saúde.

Veja como cada etapa pode ser feita.

Adote um plano de modelagem preditiva

A modelagem preditiva é um método que aplica algoritmos matemáticos e estatísticos para identificar, em um determinado período de tempo, a probabilidade de ocorrência de um certo evento. Na gestão para operadoras de plano de saúde ela é utilizada para mapear, por exemplo, os perfis de risco na população.

Isso significa levantar as principais demandas relacionadas aos custos para, então, criar ações direcionadas a cada uma delas.

Implemente programas clínicos

Existem soluções de saúde extremamente produtivas para quem busca otimizar o uso dos serviços do plano de saúde. Os programas clínicos da Sharecare são um bom exemplo disso. Eles permitem gerenciar questões específicas de forma individual, promovendo a melhora já no nível comportamental dos pacientes.

Isso ajuda a prevenir não só problemas de saúde, mas o mau uso dos serviços. Resumidamente, os programas são:

  • Coaching em saúde;
  • Gestão de crônicos;
  • Saúde mental;
  • Envelhecimento saudável;
  • Alta hospitalar;
  • Gestão de ortopedia.

Além dessas iniciativas, a Sharecare oferece soluções como o Ligue Saúde, uma central de atendimento que oferece informações e orientações de saúde aos usuários do plano, e seu aplicativo, para que o usuário tenha todas as informações de saúde de que precisa em um só lugar.

Coloque a tecnologia para trabalhar a seu favor

Na era da transformação digital e da saúde 4.0, a tecnologia está à sua disposição para otimizar a gestão de saúde na sua empresa. Esse é justamente o foco da plataforma Sharecare, por exemplo, que foi desenvolvida visando à redução de custos com saúde no Brasil e o bem-estar da população.

A partir da análise preditiva, é possível criar grupos de controle e inserir a tecnologia como ferramenta de promoção da saúde, fazendo da prevenção a melhor aliada das empresas e operadoras. A plataforma Sharecare conta, por exemplo, com um dashboard onde o gestor pode consultar dados da população e monitorar a eficiência das medidas adotadas.

A Inteligência Artificial (IA) também desempenha um papel de destaque. Para melhorar o acesso dos pacientes à informação e reduzir problemas como o de mau uso dos recursos, a Sharecare desenvolveu a Enfermeira Virtual Sara. Resumidamente, trata-se de um chatbot, um robô virtual baseado em IA, que conversa com a pessoa para tirar suas dúvidas e ainda coletar dados detalhados sobre as demandas individuais.

São medidas que geram impactos positivos no uso dos recursos como um todo. Consequentemente, os custos assistenciais em planos de saúde podem ser reduzidos significativamente. Não é à toa que a saúde 4.0 vem ganhando espaço entre as principais tendências para o setor. Então, coloque essas dicas em prática e promova uma gestão mais eficiente desses custos!

Gostou do conteúdo? Então, amplie seu conhecimento: confira nosso infográfico sobre os desafios na saúde suplementar!