Design thinking na gestão de saúde: quais os benefícios e como usar?

By 18 de setembro de 2020Notícias

design thinking saúde

No primeiro momento em que um gestor de saúde se depara com o termo “Design Thinking”, a sensação é de estranhamento: afinal, o mundo do design parece ser muito distante da medicina. No entanto, cada vez mais percebemos que esses universos podem estar mais próximos do que pensamos.

A popularização do Design Thinking foi feita principalmente pelo empresário Tim Brown, em 2010. Tim argumenta que é preciso pensar como um designer para ampliar o leque de possibilidades das empresas. E na área da saúde não é diferente.

Neste artigo, explicaremos o que é o Design Thinking, quais os seus benefícios na gestão de saúde e como colocá-lo em prática. Continue lendo para saber mais.

O que é o Design Thinking?

Sem tradução para o português, a prática do Design Thinking significa, literalmente, “pensar como um designer”. Gestores que utilizam essa abordagem tentam utilizar a mesma linha de raciocínio de um profissional do design — e isso traz implicações importantíssimas para a área da saúde.

O ponto de partida de qualquer projeto de design é a demanda do cliente. Ou seja, é preciso se colocar no lugar do usuário de seus serviços (no caso, o beneficiário da rede de saúde) para conhecer suas reais demandas. Perceba que, para um gestor privado, essa é uma mudança drástica de perspectiva.

Quando ele se coloca no lugar do paciente, identifica a prioridade em coisas que antes pareciam apenas detalhes. Uma boa relação médico-paciente, a rapidez na autorização de exames e a facilidade de marcação de consultas se tornam pilares centrais do atendimento. O gestor percebe que a grande parte dos beneficiários deseja maior facilidade, praticidade e automatização no seu dia a dia.

Quais são os benefícios do Design Thinking na gestão de saúde?

Pensar como um designer, na saúde, significa centrar o cuidado no paciente — um conceito que vem sendo debatido há décadas no meio acadêmico. Por isso, o Design Thinking pode trazer implicações importantes, tanto no bem-estar dos usuários quanto nos indicadores de saúde. Confira, a seguir, algumas de suas vantagens.

Centralização de prontuários

Quando o gestor se coloca no lugar do beneficiário do plano de saúde, percebe a importância da centralização de informações. Essa prática automatiza tarefas burocráticas, como o preenchimento de dados pessoais, tornando o uso da rede muito mais fácil. Por esse motivo, uma das principais demandas que o Design Thinking levanta é o da centralização de prontuários.

Nessa prática, os dados de registro do paciente (como nome, data de nascimento e código do plano de saúde) permanecem em um só banco de dados. Quando ele utiliza um serviço, basta uma única identificação para resgatar essas informações. Isso economiza tempo do paciente, reduz o retrabalho e diminui os gastos do plano com múltiplos armazenamentos de dados.

Melhora na experiência do paciente

Em todos os ramos do empreendedorismo, o conceito de User Experience vem ganhando destaque. Ele define todas as maneiras com as quais um cliente entra em contato com os serviços da empresa, seja por meio físico ou digital.

Quando o plano de saúde compreende a perspectiva de seu usuário, a User Experience é melhorada de forma quase natural: é possível otimizar todas as interfaces que possibilitam ao paciente interagir com o plano, tornando essa experiência mais fácil e dinâmica.

Maior engajamento no cuidado com a saúde

O cuidado com a saúde é enxergado, cada vez mais, como uma tarefa compartilhada. E enquanto os médicos carregam o papel de informação e educação em saúde, cabe aos pacientes a adesão ao tratamento e aos programas propostos. Ao final, a decisão pelo tratamento adequado é tomada em conjunto, respeitando a autonomia do paciente.

Investir no Design Thinking — e, indiretamente, na User Experience — torna a relação com o paciente mais amigável. A médio e longo prazo, isso se converte em uma confiança maior nos agentes de saúde, aumentando a adesão aos programas de prevenção e campanhas. Com isso, tanto a operadora quanto o beneficiário saem ganhando.

Como usar o Design Thinking a favor da operadora de saúde e seus beneficiários?

Como vimos, o Design Thinking não é uma intervenção pontual, que traz resultados exclusivamente em curto prazo. A prática requer uma mudança de perspectiva na gestão de saúde, levando a inovações sistemáticas e constantes. Mais do que benéficas, elas são necessárias para a redução dos custos na área da saúde — cujos gastos aumentam gradativamente nos últimos anos.

Para implementar esse ponto de vista na administração, algumas práticas integrativas podem ser necessárias. Além de tornar a estratégia mais factível, elas também demonstram como o Design Thinking pode ser benéfico para outros parâmetros. Confira, a seguir, duas das principais formas de implementação dessa metodologia.

1. Uso de ferramentas mobile voltadas à saúde e ao bem-estar

Como vimos, o User Experience é um conceito central no Design Thinking. Para pensar como um designer, é preciso compreender os meios de comunicação utilizados pelos clientes e se adequar a eles. Além de melhorar a experiência do usuário, isso também insere o sistema de saúde no cerne do cotidiano dos pacientes. Isso se converte, futuramente, na melhora nos índices de adesão a programas de conscientização e a um melhor contato com e medicina preventiva.

Nesse contexto, a adequação ao meio mobile é uma tendência que já se tornou realidade em muitas empresas. Esse ambiente fornece ao paciente um meio fácil e rápido de entrar em contato com a rede de saúde, facilitando o agendamento de consultas e a marcação de exames. Além disso, os smartphones também podem ser meios de comunicação eficazes para a conscientização e a educação em saúde.

2. Implementação de programas preventivos

Como mencionamos, os programas preventivos têm dupla vantagem na assistência à saúde. Use como exemplo a mamografia: enquanto ela ajuda a reduzir os custos do tratamento do câncer de mama, ela também é cada vez mais procurada pelas mulheres. Isso demonstra como o investimento no Design Thinking também pode ser alinhado a outros programas de saúde — e, inclusive, aumentar sua eficácia.

O Design Thinking é uma metodologia inovadora e recente, que vem ganhando espaço em todas as áreas do empreendedorismo. Se adequar a ele pode auxiliar na redução de custos assistenciais, na obtenção de novas tecnologias da área da saúde e na interação com os seus beneficiários.

Se você quer levar sua gestão a um novo patamar, ficar por dentro das principais metodologias da área é fundamental. Agora, que tal conhecer 5 passos para controlar custos assistenciais na operadora de saúde?