Entenda o que é a sinistralidade no plano de saúde e como aprimorar seu controle

By 30 de julho de 2019Notícias

Não há dúvidas de que os planos de saúde são importantes para as empresas, tanto para conseguir atrair mais talentos, quanto para aumentar o bem-estar dos colaboradores. No entanto, oferecer esse tipo de benefício pode ser oneroso para o caixa de uma companhia.

Existe a estimativa de que, em média, uma empresa gasta até 12% de seus recursos com os planos. E a tendência não é de queda, já que a Variação dos Custos Médicos e Hospitalares (VCMH) cresce acima da inflação.

Um dos motivos para isso é a sinistralidade. Por isso, para que uma empresa consiga diminuir os gastos com plano de saúde e garantir mais bem-estar e saúde para todos os colaboradores, é primordial entender esse conceito.

A seguir, você vai ter mais informações sobre o que é sinistralidade no plano de saúde, vai aprender como fazer o cálculo e conferir as melhores formas de diminuir esse índice. Boa leitura!

O que é a sinistralidade no plano de saúde? 

A sinistralidade é o resultado do que é usado e gasto nos planos de saúde com consultas, exames, cirurgias etc. Ou seja, um sinistro é identificado cada vez que o segurado de um plano de saúde faz um exame, determinado procedimento, é internado ou simplesmente realiza uma consulta.

Todo sinistro representa um custo, que pode ser pequeno ou grande. Dessa forma, quando os procedimentos são utilizados de forma indiscriminada, o impacto para as operadoras de saúde e para as empresas contratantes é grande.

Fatores de sinistralidade

Há vários fatores que podem fazer com que os altos índices de sinistralidade aconteçam. O primeiro deles é a frequência com que os usuários realizam consultas, exames, terapias, internações e cirurgias. A recorrência do uso é uma das responsáveis por fazer com que o sinistro seja maior.

Outro fator de sinistralidade que podemos citar são as chamadas catástrofes. Entram nessa categoria os casos de alto custo, mas originados de situações inesperadas. É caso de acidentes graves e de interações em UTI neonatal (que muitas vezes são de longa permanência).

A realização de exames de alta complexidade sem real necessidade também merece ser citada como um fator que existe atenção.

Como é feito o cálculo da sinistralidade? 

Toda empresa que quer gerenciar bem os seus custos precisa calcular a sinistralidade, já que ela funciona como um termômetro para saber se o contrato em vigor é bom ou se a empresa vem gastando um valor excessivo.

De acordo com a Agência Nacional da Saúde (ANS), a média da taxa de sinistralidade dos planos de saúde é de 85,6%. Em casos de autogestão, o percentual sobe para quase 95%.

A fórmula utilizada para efetuar o cálculo é a seguinte (sendo sinistro o valor gasto com os beneficiários e prêmio o quanto é recebido dos usuários):

Sinistralidade (%) = (sinistro ÷ prêmio) × 100

Para ficar mais claro, vamos ao exemplo prático de uma empresa que pagou em um ano R$ 100.000 em prêmio. Se os sinistros foram de R$ 160.000 com a utilização do plano de saúde empresarial, fica fácil descobrir a sinistralidade:

Sinistralidade (%) = (160.000 ÷ 100.000) × 100

Sinistralidade (%) = 160%

Neste exemplo, a empresa tem um alto gasto com sinistros, já que o resultado ficou em 160%.

Como reduzir o índice de sinistralidade? 

Como você viu, são vários os fatores que fazem com que o índice de sinistralidade fique elevado. Mas como atuar nas companhias para que haja economia, sem abrir mão da saúde dos colaboradores? Continue acompanhando e conheça algumas estratégias!

Tenha a tecnologia como aliada

A tecnologia pode ser de grande ajuda para diminuir a sinistralidade. Atualmente, já existem soluções capazes, por exemplo, de cruzar informações da população que utiliza o plano de saúde.

Com esse tipo de ferramenta, fica mais fácil implementar na empresa programas voltados para pessoas com problemas crônicos ou outros tipos de condições, como alta incidência de fatores de risco, problemas ortopédicos ou distúrbios da saúde mental. Além disso, é possível fazer estudos para identificar, dentro da população da empresa, quais são os principais grupos de risco.

Outra forma de usar a tecnologia a seu favor é ter aplicativos que possam auxiliar o público a ter as melhores práticas para evitar doenças e construir hábitos saudáveis de vida. Há, por exemplo, apps que fazem a contagem de passos diários e até mesmo medem o nível de estresse a partir da forma como os usuários atendem uma ligação telefônica.

Tenha um programa de gestão de saúde e bem-estar

Quando a empresa conta com um programa de gestão de saúde estruturado, fica mais fácil controlar a sinistralidade. Para tanto, é fundamental acompanhar todas as queixas dos colaboradores para direcioná-los aos recursos corretos de saúde. Assim, o desperdício em consultas e procedimentos é evitado e, consequentemente, a sinistralidade diminui.

A lombalgia, por exemplo, afastou mais de 80 mil pessoas do trabalho em 2017. Com um programa de gestão eficiente, que considere as necessidades do público em questão, torna-se mais fácil identificar problemas ortopédicos e estimular o tratamento adequado antes que o quadro se complique e haja a necessidade, por exemplo, de afastamentos ou cirurgias.

Estimule a realização de exames preventivos

Os exames preventivos são úteis para diminuir a taxa de sinistralidade, já que por meio deles fica mais fácil descobrir problemas de saúde que precisam ser controlados mais rapidamente.

Com exames preventivos, a empresa também consegue observar uma redução do absenteísmo. Afinal, agindo de forma antecipada, os colaboradores contam com muito mais saúde, bem-estar e não precisam se ausentar para tratar problemas de saúde inesperados.

Agora que você já sabe o que é a sinistralidade no plano de saúde, como fazer o cálculo desse índice e quais são as melhores formas para diminuir os custos, é hora de agir. Coloque em prática um completo plano de gestão da saúde voltado para os profissionais e procure pelos melhores parceiros para ajudar a organização em todo esse processo. Assim, ficará mais fácil gerar bem-estar, saúde e ainda conseguir diminuir os gastos empresariais desnecessários.

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