Como melhorar a gestão financeira em saúde na empresa? Saiba aqui!

By 30 de julho de 2019Notícias

Oferecer assistência médica e adotar iniciativas de medicina preventiva é um aspecto positivo para as empresas, pois indica que o bem-estar dos colaboradores é importante e, por isso, priorizado. No entanto, contar com uma boa gestão financeira em saúde é fundamental nesse processo, para que as ações sejam realmente eficazes e não resultem em um rombo no orçamento.

Ao adotar um plano de saúde para os funcionários, os gastos com procedimentos cirúrgicos, exames e consultas ficam a cargo da empresa. Isso gera a necessidade de controlar bem de perto cada detalhe dos investimento feitos. Afinal, os custos são altos e ainda se somam a uma série de impostos.

Apesar dessa situação, toda empresa que se preocupa com a saúde e o bem-estar dos colaboradores deve procurar manter as contas em dia e ainda investir em estratégias positivas para os profissionais.

A seguir, apresentaremos uma série de estratégias que você pode começar a colocar em prática agora mesmo. Boa leitura!

Benefícios de uma boa gestão financeira em saúde

Contar com uma boa gestão financeira quando o assunto é a saúde do time é fundamental para a estruturação de qualquer empresa, já que assim consegue-se utilizar os recursos de uma maneira mais eficiente, sem perder a qualidade no atendimento aos colaboradores. Confira outras vantagens dessa prática!

Maior controle dos gastos

Uma falha cometida por alguns gestores é não fazer um acompanhamento completo para verificar quais são as áreas e procedimentos que mais impactam a saúde financeira do negócio.

Exames de alta complexidade, como ressonância magnética e tomografia, por exemplo, são bastante solicitados para a identificação de doenças. No entanto, também geram despesas expressivas para a organização se utilizados de forma indiscriminada e frequente.

Otimização de recursos financeiros

O gerenciamento financeiro em saúde envolve o estudo sobre quais são as melhores práticas para otimizar os gastos com os planos de saúde e o bem-estar dos colaboradores, de modo geral.

Nesse ponto, é importante ter atenção às medidas implementadas. Isso porque, se elas forem realmente positivas para a rotina da empresa, a tendência é que os custos sejam reduzidos.

A ideia central é adotar programas e estratégias realmente direcionadas e eficazes, para que os recursos destinados à saúde e bem-estar sejam mais bem aproveitados.

Equipe mais motivada

Ao pensar em uma boa gestão financeira em saúde, a primeira coisa que vem à mente é a economia obtida. No entanto, é preciso ressaltar que, ao fazer um bom planejamento das estratégias, também observa-se grande impacto nos resultados dos colaboradores.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), 40% dos gestores acreditam que o estresse é predominante em suas empresas, o que gera altos índices de doenças como a depressão, que causa desmotivação no trabalho e estafa mental.

Uma equipe que adota práticas saudáveis em seu dia a dia e preza pela saúde, física e emocional consegue ser mais produtiva no desempenho das atividades e sente mais prazer em executá-las. Então, os reflexos desse tipo de investimento tornam-se positivos para o crescimento da empresa.

O engajamento também é uma consequência das ações promovidas, porque o colaborador observa a preocupação dos gestores em relação à saúde da equipe, o que fortalece o relacionamento entre ambas as partes e contribui para um clima organizacional harmonioso.

Como melhorar a gestão financeira em saúde

Até aqui, você viu como uma boa gestão financeira em saúde pode impactar positivamente tanto as finanças da empresa, quanto o rendimento dos colaboradores.

A partir de agora, vamos mostrar algumas estratégias para que você consiga, de fato, colher bons resultados na sua empresa. Acompanhe!

Entenda sobre os modelos de remuneração em saúde no Brasil

Saber mais sobre os modelos de remuneração praticados em saúde no Brasil é muito importante para identificar com qual tipo é o mais adequado para cada situação.

Fee for Service

Esse é um modelo de remuneração bastante utilizado. Nele, o pagamento ocorre de acordo com cada procedimento realizado. Assim, é planejada uma tabela com valores fixos acordados previamente. O preço pode ser para um conjunto de ações ou cobrado de maneira unitária.

O modelo avalia a quantidade de procedimentos realizados, sendo que o acerto entre centros hospitalares e prestadores ocorrem considerando esse aspecto.

Apesar do uso frequente, o Fee for Service ainda gera impasses relacionados ao pagamento. Isso, por sua vez, pode impulsionar o aumento de glosas técnicas ou administrativas.

Diagnosis Related Groups

O Diagnosis Related Groups (DRG) tem diferença quanto à forma de pagamento, pois é feito a partir de um conjunto de serviços prestados. Usa como base a CID (Classificação Internacional de Doenças) e considera cada etapa do processo de tratamento na hora de realizar o acerto entre prestadores e hospitais.

Dessa forma, se o paciente conta com o acompanhamento de vários especialistas e precisa de procedimentos distintos, os pagamentos serão feitos por categoriais. Ou seja, fica pré-estabelecido um pacote com a precificação de cada especialidade.

Bundled Services

O Bundled Services está associado a uma condição específica do paciente, geralmente uma doença ou quadro clínico que precisa de um tratamento compatível.

Por exemplo, se o colaborador tem diabetes e precisa de medicamentos ou procedimentos para controle da enfermidade, a empresa prestadora fica responsável por suprir as necessidades dele durante o período que precisará de cuidados.

Esse é um modelo que conta com baixa aplicação, pois envolve uma quantidade considerável de procedimentos e uma comunicação contínua entre ambas as partes.

Pesquise sobre o que encarece os planos de saúde

De acordo com a mesma pesquisa da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), os custos com saúde representam cerca de 12% do orçamento de uma empresa.

Ainda que seja um custo elevado, analisar quais são os aspectos que mais encarecem os gastos com saúde é importante para diagnosticar o que pode ser otimizado e reduzido. Verificar a fundo o que tem causado maior impacto financeiro para a empresa serve como insumo para medidas preventivas e ações que colaboram para a redução dos gastos.

Um exemplo é a internação, já que esse é um procedimento caro e que envolve uma série de gastos. Para minimizar tal tipo de ocorrência, devem ser desenvolvidas estratégias para acompanhar os colaboradores que estão em grupos de risco ou que apresentem algum problema que exija cuidados frequentes. Adotar medidas para o acompanhamento dos casos de alta hospitalar também é importante – a incidência de reinternações por falta de conhecimento ou cuidados adequados durante o processo de recuperação é grande e representa um ofensor de peso aos custos assistenciais.

Outro fator que encarece os pagamentos às prestadoras é a realização de exames, principalmente os de alta complexidade. Portanto, vale a pena cruzar as informações da população da empresa com os dados de utilização do plano de saúde. Assim, fica muito mais fácil agir de forma objetiva e eficaz com grupos específicos.

Analise contas médicas com hospital

Verificar as contas médicas de cada procedimento realizado em hospitais pelos colaboradores é importante para entender os detalhes dos gastos mensais envolvendo saúde e bem-estar.

Analisar os hospitais procurados pela população da empresa ajuda a verificar quais prestadores de serviço mais se encaixam no perfil da sua empresa e apresentam mais vantagens para o orçamento financeiro.

Essa estratégia também é relevante para certificar-se de que acordos feitos entre a empresa e o hospital foram cumpridos.

Conte com a tecnologia como aliada

Não restam dúvidas de que a tecnologia é de extrema importância para a medicina, tanto no que se refere a diagnósticos quanto realização de cirurgias e outros procedimentos. Mas o que nem todo mundo sabe é que também já existem modernas soluções voltadas para gestão financeira em saúde e medicina preventiva dentro das empresas.

Um exemplo são os softwares que possibilitam administrar todo o controle de gastos com saúde, incluindo pagamento de impostos, documentação etc. Por meio desses recursos, também é possível ter acesso a relatórios, pagamentos pendentes e diversas outras informações úteis para a gestão.

Por meio da tecnologia, hoje já é possível que a empresa acompanhe em tempo real dados e informações relevantes sobre o uso do plano de saúde pelos colaboradores. Dessa forma, fica muito mais fácil agir de forma objetiva com programas de medicina preventiva.

Mas essas não são as únicas formas de contar com a tecnologia na gestão financeira em saúde. Já estão disponíveis no mercado, por exemplo, soluções capazes de identificar problemas de saúde comuns entre os colaboradores. O objetivo desse tipo de ferramenta é resultar em um mapeamento preciso e estratégico de quais ações preventivas são as mais adequadas, contribuindo para uma otimização dos recursos financeiros.

Outra excelente forma de contar com a tecnologia é apostando em aplicativos desenvolvidos para criar perfis individuais de saúde. Essa é uma maneira de tornar o indivíduo protagonista do seu bem-estar e de estimular o cultivo de hábitos saudáveis.

Busque por empresas que tenham experiência no mercado

Talvez você não saiba, mas algumas das maiores companhias do mundo, ao fazer a gestão financeira em saúde, contam com a ajuda de empresas especialistas em reduzir o custo com saúde.

Apostando em tecnologia de ponta, esses parceiros atuam diretamente com metodologias que visam otimizar a gestão financeira em saúde e, claro, melhorar a saúde e o bem-estar dos funcionários.

O conhecimento do mercado e a aplicação de estratégias específicas desse nicho ajudam a reduzir gastos, usar melhor os recursos financeiros e até mesmo atuar na prevenção de doenças em colaboradores da empresa.

Invista em assistência primária

Grande parte de doenças e enfermidades que acometem as pessoas é decorrente de hábitos não saudáveis do dia a dia. O estresse e a má alimentação, por exemplo, são dois aspectos que influenciam de forma direta o funcionamento do organismo. Assim, é preciso investir em mudanças efetivas e que contribuam para a qualidade de vida.

Um estudo realizado pela Universidade do Texas apontou que, todos os anos, US$ 4,4 bilhões podem ser economizados por meio de ações e programas de acompanhamento de saúde.

Empresas que apostam em assistência primária podem diminuir significativamente os custos e causar impacto positivo na saúde dos funcionários, já que com esse tipo de estratégia é possível minimizar a quantidade de internações, tratamentos clínicos e outros procedimentos.

Segundo a UNIDAS (União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde) diversos gastos com internação podem ser reduzidos por meio da assistência primária. Para você ter uma ideia, um estudo apontou que 5,2% de todas as internações registradas poderiam ser evitadas com mudanças simples e acompanhamento médico logo no início do problema.

Um exemplo é a conscientização sobre cuidados específicos que precisam ser tomados em situações com riscos de acidentes. Apesar de ser uma prática bastante comum no mundo corporativo, o incentivo a palestras e programas ainda não é visto como um aspecto prioritário dentro da organização.

Nesse sentido, é importante que os gestores se envolvam em promover meios para que o time tenha a sua saúde monitorada. Prestar essa assistência básica é essencial para o controle e a prevenção de várias doenças, como diabetes, obesidade, hipertensão etc. Dessa forma, é possível reduzir gastos com procedimentos médicos e com afastamentos do local de trabalho.

Entenda os impostos pagos

Os impostos relacionados aos planos de saúde influenciam no orçamento financeiro da empresa e, por isso, também precisam ser analisados com cuidado. Também é necessário mencionar que alguns tributos são gerados em decorrência de acidentes de trabalho, o que reforça a necessidade de implementar medidas preventivas nas empresas.

Quando a empresa compreende com clareza quais são os impostos inseridos na área de saúde, como sinistralidade anual e inflação médica, fica mais fácil observar os valores cobrados por cada plano ou hospital em procedimentos e tratamentos. Observar quais são os reajustes feitos pelo plano de saúde que atua em parceria com a organização também é indispensável para ajustar o orçamento e ter um controle maior de pagamentos.

Como você viu, a gestão financeira em saúde é um ponto muito relevante para as organizações e merece total atenção, quando o assunto é otimização do orçamento e efetividade das ações. Então, comece a colocar em práticas as estratégias que apresentamos ao longo do post e prepare-se para colher bons resultados na sua empresa!

O que você achou da maneira como a tecnologia pode auxiliar a reduzir o risco e o custo com saúde na população das empresas? Entre em contato conosco e saiba como a Sharecare pode ajudar a implementar soluções modernas e eficazes para a gestão e programas realmente relevantes para os colaboradores!

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