7 indicadores de RH para acompanhar na sua empresa

By 6 de março de 2020Notícias

indicadores de RH

O reconhecimento da importância dos recursos humanos para o bom desempenho das atividades de uma empresa não é algo recente. Na realidade, há tempos gestores e líderes perceberam que profissionais motivados, saudáveis e engajados têm um papel determinante nos rumos de um negócio. Por isso, cada vez mais se investe em bem-estar, segurança e valorização do capital humano, e mais destaque se dá aos indicadores de RH.

Nesse contexto, a gestão dos recursos humanos tem sido bastante aprimorada, especialmente com o apoio da tecnologia. A utilização de softwares, sistemas e plataformas baseadas no uso inteligente dos dados é um grande exemplo disso. A partir dessas inovações, hoje empresas podem acompanhar indicadores, gerindo melhor seus recursos humanos e o seu ambiente de trabalho.

Sem dúvida, um dos pontos mais importantes quando se fala em gestão de recursos humanos é a saúde dos funcionários. Assim, indicadores capazes de refletir a situação desse e de outros atributos dentro do ambiente são primordiais para uma boa gestão, e precisam ser acompanhados.

Diante da importância desse tema, hoje vamos listar para você 7 indicadores de RH que a sua empresa não pode deixar de lado. Confira!

1. Turnover

O índice de rotatividade, ou turnover, é um indicador já bastante conhecido e aplicado dentro das empresas. Na prática, ele demonstra a quantidade de funcionários que são admitidos e demitidos em determinado período.

A principal função do turnover é mostrar aos gestores como tem sido a dinâmica de contratações e demissões da empresa. Assim, quando esse indicador está muito alto, significa que há uma grande rotatividade de colaboradores, uma situação bastante prejudicial e que indica que a companhia não tem conseguido reter seus talentos.

As causas do turnover elevado podem ser as mais diversas — desde salários pouco competitivos e ausência de benefícios até questões envolvendo a segurança e a saúde no trabalho. Logo, é fundamental que gestores estejam atentos não só ao indicador, mas à estrutura da empresa de uma forma geral.

2. Custo per capta dos benefícios

Como se sabe, os benefícios são grandes atrativos dentro de uma empresa, retendo talentos e valorizando ainda mais o trabalho das equipes. No entanto, é preciso estar atento a esse ponto, avaliando se a empresa oferece benefícios de forma competitiva e adequada ao mercado.

Para isso, o indicador de custo per capta dos benefícios precisa ser acompanhado. Na prática, uma forma de avaliar esse indicador é calcular o valor médio dos benefícios oferecidos a cada colaborador e compará-lo à média praticada no mercado, por empresas concorrentes, por exemplo.

Dessa forma, é possível saber se a empresa está aplicando bem os seus recursos com benefícios, garantindo a satisfação e a retenção dos profissionais. No entanto, é importante estar atento e ser consciente com relação ao orçamento. Para oferecer aos colaboradores um plano de saúde, por exemplo, torna-se necessário fazer uma boa gestão de contas médicas.

3. Absenteísmo

Esse indicador está associado às ausências dos colaboradores aos seus postos de trabalho. Ou seja, ele ajuda os gestores a avaliar a quantidade de faltas registradas em determinado período, além de mostrar quais são os motivos mais recorrentes para esse tipo de problema.

Como se sabe, a ausência do profissional é algo que impacta as finanças da empresa. Além da perda de produtividade, há um prejuízo com a sobrecarga de trabalho sobre os funcionários presentes, que acabam tendo que suprir a falta dos ausentes, gerando uma série de efeitos negativos.

Segundo dados de um levantamento recente feito com as 500 maiores empresas do Brasil, a improdutividade gerada pelo absenteísmo tem altos impactos sobre os negócios, em especial os do setor de serviços, como varejo, restaurantes, hospitais e call center. Em média 5% dos funcionários faltam por dia em empresas do setor de serviços no Brasil. Em segmentos como o varejo, esse número é ainda maior, podendo variar entre 7% a 10%.

Muitas das vezes, as faltas ao trabalho estão relacionadas a questões de saúde. Desde problemas simples, até doenças mais graves. Essa realidade, sem dúvida, reforça a necessidade de a empresa investir no monitoramento da saúde dos seus empregados, a partir de ações preventivas, como programas de gestão de saúde e bem-estar de grupos específicos, a exemplo dos doentes crônicos.

4. Produtividade

Sem dúvida, esse é um dos mais relevantes indicadores de RH. O fato é que ele está diretamente associado à capacidade produtiva de uma empresa, interferindo diretamente nos seus custos e resultados.

Na prática, a avaliação do indicador de produtividade de uma equipe ou de um profissional se apoia em três pilares: tempo em atividade, qualidade das entregas e custos envolvidos. Ou seja, esses três elementos precisam estar alinhados de forma satisfatória. É preciso produzir mais, em menos tempo e a custos reduzidos, mas sem abrir mão da qualidade.

Para avaliar o índice de produtividade, o gestor pode levar em conta dados como:

  • cumprimento de prazos;
  • volume de entregas em certo período;
  • número de metas alcançadas;
  • custos em relação ao que foi produzido; entre outras métricas.

No dia a dia de uma organização, não há qualquer dúvida de que saúde e bem-estar são fatores de alto impacto sobre a produtividade de um colaborador. Em geral, profissionais saudáveis, motivados e que têm uma boa qualidade de vida tendem a ser mais produtivos e eficientes no trabalho.

Por essa razão, mais uma vez destacamos a importância de se dar atenção à promoção da saúde no ambiente de trabalho. É essencial avaliar esse atributo nos profissionais, evitando baixas da produtividade, acionamentos do plano de saúde e até afastamentos.

5. Cultura organizacional

Um dos indicadores de RH que mais são percebidos pelos colaboradores é, sem dúvida, a cultura organizacional. Esse é um conceito um pouco mais abstrato, que se relaciona com a qualidade do ambiente interno, considerando atributos como valorização do profissional, comunicação e humanidade.

Em regra, empresas que dispõem de uma cultura moderna, que respeita o funcionário e o enxerga não como uma ferramenta, mas como parte integrante do negócio e que contribui diretamente para o alcance dos resultados, certamente são mais atrativos, superando até mesmo as questões salariais.

Nesse ponto, todo investimento e melhoria capaz de aperfeiçoar a cultura organizacional, focando sempre no fator humano, é bem-vindo. A exemplo, a promoção da saúde física e mental no ambiente de trabalho é algo muito bem visto por profissionais, pois demonstra toda uma preocupação da empresa com os seus recursos humanos.

6. ROI em treinamentos

Outro indicador que não podemos deixar de citar é o ROI dos treinamentos. De forma simplificada, esse indicador traduz como os investimentos em cursos, capacitações, treinamentos e afins estão surtindo efeito sobre a produtividade e eficiência dos profissionais.

Em muitos casos, empresas até investem na melhoria do seu capital humano, mas deixam de avaliar se esses investimentos estão mesmo fazendo efeito na prática, perdendo recursos valiosos com ações pouco produtivas.

Uma forma simples de se avaliar o ROI em treinamentos é analisar se houve o aumento da receita do negócio após a realização de alguma capacitação. É preciso considerar quanto essa melhoria representou em relação aos custos, para saber se o retorno foi positivo.

A grande vantagem de se analisar esse indicador é poder tomar decisões de forma estratégica, considerando as ações que mais geram retorno e quais são mais ineficazes para os objetivos desejados. Dessa forma, se otimiza os investimentos e se garante melhorias para as equipes.

7. Índice de reclamações e ações trabalhistas

Uma das situações mais prejudiciais para uma empresa é ser acionada judicialmente por um empregado. Além de gerar altos custos financeiros, processos judiciais, sobretudo na justiça do trabalho, podem manchar a imagem do negócio. Por essa razão, é essencial ter controle sobre essa questão, analisando a recorrência das ações.

O índice de reclamações trabalhistas, na prática, ajuda gestores e líderes a identificar eventuais problemas no cumprimento da legislação dentro da empresa, evitando futuros gostos e desgastes com ações judiciais. Além disso, esse índice pode servir de alerta para questões ligadas ao ambiente interno da empresa. Um exemplo seria o aumento de ações ligadas a acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais, situação que pode indicar falhas na segurança, ergonomia e bem-estar do ambiente.

Por fim, como foi possível perceber, existem diferentes indicadores de RH que a sua empresa precisa acompanhar para não tomar decisões erradas e não insistir em ações pouco produtivas. No geral, trabalhar com base em dados e informações concretas é sempre o melhor caminho para embasar decisões, investir com qualidade e garantir a máxima eficiência e produtividade dos recursos humanos.

Gostou deste conteúdo? Aproveite para seguir lendo e aprendendo mais. Recomendamos a leitura do nosso artigo sobre autogestão de planos de saúde. Confira!