Entenda mais sobre o reajuste do plano de saúde pela ANS

By 4 de outubro de 2019Notícias

reajuste do plano de saúde

Você sabe como funcionam os reajustes do plano de saúde? Em todos os tipos, há mudanças de valor todos os anos. A regulamentação é feita pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), mas é válida somente para os individuais e familiares, não contemplando os empresariais.

De toda forma, a indicação da entidade máxima é uma maneira de entender o reajuste feito nos planos corporativos. O processo considera dois fatores: a mudança de faixa etária do beneficiário e a adequação anual. No caso empresarial, o modelo estabelecido é o fee for service, ou seja, também identifica o uso para determinar a taxa de sinistralidade.

Para entender melhor como funciona e o que é avaliado nesse cálculo, criamos este post. Ao atentar para as modificações ao longo dos anos, você gerencia melhor os recursos da sua empresa e faz uma gestão eficaz. Saiba mais!

Entenda como era o reajuste

Desde janeiro de 1999, os planos de saúde sofrem reajustes anuais, de acordo com a indicação da ANS. O teto é definido pela agência e válido para qualquer convênio individual ou familiar, isto é, aqueles que são contratados por pessoas físicas.

Em 2018, por exemplo, a ANS determinou que o reajuste máximo entre maio daquele ano e abril de 2019 era de 10%. Às operadoras cabe seguir a determinação. Elas ainda são livres para cobrar menos do beneficiário, caso prefiram.

O reajuste é aplicado diretamente no boleto pago pelo usuário. Ele tem direito de verificar se o percentual de reajuste cumpre as regras determinadas e se é empregado a partir do mês de aniversário do contrato, ou seja, aquele em que o acordo foi firmado.

Os meses de defasagem entre a aplicação e a data de aniversário podem incidir de maneira retroativa. Por exemplo, se o contrato tem aniversário em maio, as mensalidades de agosto, setembro e outubro sofrem o acréscimo retroativo referente a maio, junho e julho.

Vale a pena destacar que esse teto de reajuste do plano de saúde é válido para planos individuais e familiares. Os corporativos não têm limitação. Porém, o beneficiário tem o direito de questionar, inclusive, na justiça.

Ainda existem as faixas etárias. O critério está determinado na lei e segue uma tabela predeterminada. Essa deve ser divulgada pelo plano e, por consequência, pela empresa no momento da contratação do beneficiário.

Assim, é possível fazer dois reajustes anuais do plano de saúde, desde que o usuário mude de faixa etária. Essa medida é válida para todos os convênios firmados antes de janeiro de 1999.

Reajustes dos planos de saúde antes de 1999

Até 1º de janeiro de 1999, os negócios firmados não estavam adequados à Lei 9.656. Por isso, o reajuste segue diretrizes diferentes. As cláusulas deixavam de prever indicadores, como o IPCA, que mensura a inflação. Com isso, as modificações eram feitas de acordo com cada contrato.

Nos casos em que inexiste percentual explícito ou há omissão, o índice passa a ser regido pela determinação da ANS. Portanto, é impossível fazer a modificação acima do teto autorizado pela agência.

Ainda existem operadoras que assinaram termos de compromisso com a ANS para estabelecer o percentual de reajuste. Nessas situações, há diferenças, porque a mudança é autorizada e precisa ser verificada pelo beneficiário no site da entidade. Para se ter uma ideia, em 2019, quatro operadoras tiveram aprovação dos seguintes índices:

  • Bradesco Saúde, SulAmérica Companhia de Seguro Saúde e Itaúseg Saúde S.A.: 8,47%;
  • Amil Assistência Médica Internacional Ltda: 7,77%.

Por sua vez, em 2018, os reajustes autorizados foram diferentes:

  • Bradesco Saúde, SulAmérica Companhia de Seguro Saúde e Itaúseg Saúde S.A.: 11,14%;
  • Amil Assistência Médica Internacional Ltda: 10,43%.

Reajuste dos planos de saúde corporativos

Para as empresas, o reajuste é feito a partir de negociação, já que a ANS não regulamenta esse processo. O modelo é o fee for service, o que significa que, além da faixa etária, é verificado o gasto dos beneficiários para fazer a modificação dos valores.

Desses fatores é definida a taxa de sinistralidade, que regerá o cálculo. Por isso, a empresa precisa focar a conscientização dos colaboradores para evitar os desperdícios e as fraudes. Elas custaram R$28 bilhões somente em 2017.

Saiba qual é o novo percentual

Em julho de 2019, a ANS divulgou o novo percentual de reajuste dos planos de saúde individuais e familiares. Segundo a agência, o máximo é de 7,35%. O índice vale para o período entre maio de 2019 e abril de 2020.

Nesse ano, a metodologia de cálculo utilizada foi diferente. Ela combina a variação das despesas assistenciais com o IPCA, indicador oficial da inflação no Brasil. A diferença é que no último índice, é excluído o item plano de saúde.

Nesse novo modelo, o segmento de planos individuais é utilizado como base. Além disso, é considerado um componente de eficiência média das operadoras aos beneficiários. Por esse motivo, o índice de reajuste máximo é menor. Essa é uma forma, inclusive, de pressionar as operadoras para melhorarem os serviços.

O novo componente é chamado Fator de Ganhos de Eficiência (FGE). Mais que contribuir para a melhoria da gestão dos planos de saúde, esse índice ainda evita o repasse automático dos custos das empresas aos beneficiários.

No caso dos planos corporativos, o cálculo ainda está embasado no fee for service. No entanto, a nova medida ajuda na negociação da empresa com a operadora e tende a surtir efeitos positivos aos usuários finais.

Conheça os impactos para a gestão de uma empresa

O histórico dos reajustes dos planos de saúde evidencia que os aumentos anuais ultrapassam a inflação e o teto determinado pela ANS, no caso dos convênios corporativos. A título de comparação, o custo chega a ser quatro vezes maior que a inflação, com alta média de 17%.

Para as empresas, a negociação depende de vários fatores. Nem sempre o reajuste vai chegar a essa média, mas em alguns casos pode até ultrapassar. Além disso, parte dos gastos são absorvidos pelo próprio negócio — situação que impacta a gestão financeira da organização.

A seguir, listamos alguns dos principais impactos sentidos pelo negócio — e o que fazer para evitá-los. Confira!

Aumento de gastos

O reajuste do plano de saúde gera impactos financeiros significativos para o negócio. Por isso, representa o segundo maior gasto das organizações, correspondendo a aproximadamente 12% dos custos fixos da empresa, apesar de poder alcançar 20%.

Isso acontece porque a variação dos planos corporativos fica acima da inflação por cerca de duas décadas. A situação fez as empresas começarem a cobrar coparticipação dos colaboradores, além de tomarem outras medidas para gerenciar os gastos.

Apesar disso, ele influencia no engajamento, na motivação e na produtividade dos colaboradores. Por promover o bem-estar integral, é o benefício mais valorizado pelos profissionais, o terceiro maior desejo dos brasileiros e eleva o rendimento para 60% das pessoas. Em outras palavras, é um diferencial competitivo que ajuda na retenção de talentos.

Necessidade de um planejamento detalhado

As empresas precisam fazer uma boa escolha dos planos de saúde para garantir sua eficiência. É preciso conhecer o perfil dos beneficiários e entender o que eles gostariam de ter para evitar problemas.

É o caso de oferecer plano médico e odontológico, mas a maioria preferir apenas o primeiro. Ou de oferecer coparticipação, mas os colaboradores optarem por um valor mais alto e sem a incidência desse fator.

Junto a isso, é necessário verificar que a operadora cumpre todas as suas prerrogativas, conforme a ANS, e está disposta a negociar. Assim, você evita aumentos muito elevados todos os anos.

Necessidade de oferecer soluções para aperfeiçoar a gestão

O aumento dos gastos com o plano de saúde pode ser controlado a partir de uma ação completa e integrada por parte da empresa. A ideia é oferecer ações de conscientização para evitar o uso desnecessário do convênio. Da mesma forma, uma plataforma de saúde digital, como a da Sharecare, ajuda a combinar o cuidado high tech ao high touch.

Como isso acontece? A resposta envolve um trabalho constante com a população corporativa, que passará por um diagnóstico completo para identificar grupos de alto risco e sinalizar quem precisa de um cuidado especializado.

Além disso, é trabalhada a modelagem preditiva, que projeta o maior custo e ajuda a gerenciar os gastos corporativos para evitar impactos elevados nas finanças. O resultado é uma gestão de saúde integrada, que considera o bem-estar dos colaboradores e as necessidades do negócio.

Com essas dicas, fica mais fácil lidar com o reajuste do plano de saúde e cuidar das finanças da sua empresa. Você reduzirá o uso do convênio médico e, ao mesmo tempo, trabalhará a prevenção para manter os índices de bem-estar sempre positivos.

Gostou de saber mais? Confira outras dicas sobre planos de saúde assinando a nossa newsletter!

Leave a Reply