Conheça os riscos da reinternação saiba e como reduzi-la!

By 12 de novembro de 2020Notícias

No Brasil, cerca de 30% dos pacientes são internados em até 30 dias após a alta hospitalar, como mostram alguns dados de estudos sobre o tema. Isso faz da reinternação um problema a ser tratado com seriedade pelos pacientes e, da mesma forma, pelas operadoras de planos de saúde — sobretudo em tempos de pandemia. Afinal, já parou para pensar no impacto desses números?

É fundamental adotar algumas ações para reduzir essa taxa, a fim de melhorar a qualidade de vida dos beneficiários e, ao mesmo tempo, otimizar os serviços oferecidos e o retorno adquirido. Pensando nisso, reunimos aqui tudo o que você precisa saber sobre a reinternação, seus desdobramentos mais comuns, a importância de combater o problema e como fazer isso. Confira!

Quais os principais riscos da reinternação?

O termo reinternação se refere ao retorno de um paciente em um prazo de até 30 dias após a alta hospitalar. Segundo um estudo da Mercer Marsh Benefícios, por exemplo, o gasto desse tipo de procedimento representa 16,37% do custo total das ocorrências.

O ponto é que não se trata apenas de um problema para as finanças do plano de saúde corporativo, mas um risco real para a saúde dos pacientes. Veja quais são os problemas mais comuns relacionados à reinternação.

Infecção hospitalar

Se a alta hospitalar costuma ser pensada como um momento de recuperação do organismo, é preciso ter em mente que o sistema imunológico também tende a estar levemente enfraquecido pelo adoecimento. Consequentemente, uma reinternação pode aumentar o risco do paciente de contrair uma infecção hospitalar.

Trata-se de um ambiente estressante que costuma vir acompanhado de desconforto para o paciente, algo que por si só tem impactos na imunidade. Logo, uma reinternação pode causar uma exposição extra aos riscos, aumentando as chances de o paciente desenvolver um segundo problema.

Surgimento de doenças cognitivas

A saúde mental é, de fato, um problema sério que recebe cada vez mais atenção do setor de saúde suplementar. Ainda assim, nem todo mundo sabe que há um risco relacionado a complicações para o sistema cognitivo devido à reinternação.

A chamada Síndrome Pós-Hospitalização, que acomete algumas pessoas que deixam o hospital, pode ocasionar justamente os altos níveis de estresse que prejudicam a saúde mental. Portanto, reduzir a taxa de reinternação é também promover esse nível de cuidado tão essencial para a qualidade de vida das pessoas.

Por fim, é preciso destacar que o risco de óbito também é maior nesses casos. Com o sistema imunológico comprometido em algum grau, a tendência é que a recuperação seja um processo muito mais delicado em uma segunda passagem pelos cuidados médicos do que na primeira — o que pode transformar um cenário tratável em um quadro terminal.

Contudo, há formas de lidar com o problema, sobretudo reformulando a própria estratégia dos serviços de saúde para evitar complicações. Primeiro, vejamos quais os impactos das reinternações para as operadoras.

Por que é fundamental reduzir a taxa de reinternação?

Um primeiro ponto a ser destacado é que, conforme as regras da própria Agência Nacional de Saúde (ANS), o índice de reinternações é um dos fatores que influencia o reajuste dos planos. Em geral, uma taxa muito alta indica que a gestão de planos de saúde precisa conhecer um pouco melhor o perfil do seu beneficiário.

Com dados mais detalhados sobre a população, é possível oferecer serviços mais eficientes e investir esforços para que a qualidade de vida seja maior em todas as faixas etárias. Uma pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), por exemplo, mostra que as reinternações nos primeiros 7 dias tendem a acontecer com 3% dos adultos e 7% das crianças.

As áreas mais acionadas são:

  • medicina interna;
  • hematologia;
  • cardiologia;
  • emergência adulto;
  • gastroenterologia;
  • cirurgia geral.

Os números mostram que o impacto pode ser sentido até mesmo do ponto de vista financeiro. Afinal, o custo dos serviços passa a ser maior com o aumento do uso, sobretudo quando as complicações são maiores.

Então, a lição que podemos tirar disso é bem simples: a redução da reinternação ajuda a otimizar o uso dos recursos pelos planos de saúde e, consequentemente, passa a ser possível investir melhor em outros serviços para beneficiar os usuários. Vejamos, então, como enfrentar o problema.

Quais medidas ajudam a reduzir as reinternações?

Uma boa maneira de abordar o problema em toda sua complexidade é adotar medidas nas duas frentes: o paciente e a estratégia operacional. Vejamos como isso funciona.

Promova a conscientização

Uma comunicação plena deve ser desenvolvida para que o contato com o paciente não seja apenas em ambientes clínicos. Muitas vezes, as dúvidas sobre como seguir as orientações dadas pelos médicos na alta hospitalar podem ser a causa da reinternação. Afinal, é preciso dosar os medicamentos corretamente, tomar os cuidados necessários, seguir eventuais orientações de repouso etc.

Então, além de conversar de maneira didática no momento da alta, é importante atuar de maneira preventiva. As equipes devem manter os pacientes informados sobre os resultados dos exames, dar muita atenção às queixas para tirar dúvidas, orientar sobre a importância de observar e reportar novos sintomas e reforçar essas dicas a um parente ou amigo do paciente, por exemplo.

Somado a isso, tenha em mente que contar com o apoio de quem mais entende do assunto faz toda a diferença, como mostraremos a seguir.

Invista no programa Alta Hospitalar

O Programa de Alta Hospitalar leva sua estratégia a um nível superior de eficiência. Trata-se de uma união entre tecnologia e método para colocar especialistas em contato com os pacientes a fim de reduzir esse retorno indesejado ao hospital.

Por telefone, a equipe de enfermagem se certifica que o paciente está cumprindo as orientações médicas e ainda tira dúvidas, checa eventuais novos sintomas e direciona a pessoa para o especialista mais adequado, caso seja necessário. Na prática, a jornada do paciente passa a ser mais controlada, aproximando as práticas adotadas daquilo que foi planejado.

O resultado é um retorno muito mais efetivo sobre o investimento feito nos serviços de saúde, promovendo mais qualidade de vida para os beneficiários. Então, coloque essas dicas para trabalhar a seu favor e evite que a reinternação se torne um problema para a população que você atende. Em pouco tempo, essa taxa pode se drasticamente reduzida!

Se quer conhecer melhor o Programa de Alta Hospitalar, entre em contato com a Sharecare e fale com quem é referência internacional em gestão de saúde!