Saúde no Brasil: entenda um breve panorama

By 9 de outubro de 2019Notícias

De acordo com um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicado na revista The Lancet Global Health Journal, quase metade (47%) dos brasileiros não pratica o mínimo recomendado de exercícios físicos. As informações, de 2016, colocam o Brasil entre os cinco piores resultados do mundo entre 168 países.

A falta de cuidados preventivos faz parte do cenário de saúde no Brasil: uma pesquisa do Instituto Data Popular, de 2014, mostrou que 60% dos brasileiros só procuram o atendimento médico quando estão doentes, ou seja, não têm a cultura de realizar o check-up médico.

É um quadro preocupante, pois isso onera as empresas de saúde suplementar no país. Nesse contexto, os usuários tendem a usar mais o plano, principalmente com serviços de pronto-atendimento e internações.

Confira nosso post e descubra a importância de uma boa gestão em saúde para driblar essa situação!

Saúde no Brasil: a importância de entender sobre o comportamento das pessoas

Uma pesquisa do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), que utilizou os dados da Pesquisa Nacional de Saúde, apontou que os usuários de planos de saúde se preocupam menos com hábitos saudáveis quando comparados com pessoas que não têm convênio médico. Desse modo, acabam utilizam mais os planos, o que gera despesas extras para as operadoras.

Diante disso, é preciso que as empresas mirem seus esforços na medicina preventiva para modificar os hábitos e comportamentos das pessoas. A preocupação com uma boa alimentação, com a prática de atividades físicas e com a realização dos exames médicos periódicos é fundamental para evitar obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e pulmonares, câncer e demência. Para pacientes com doenças crônicas, é imperativo fazer um controle maior da saúde, evitando graves complicações.

Segundo a OMS, as doenças crônicas são responsáveis por 41 milhões de mortes no mundo por ano, o equivalente a 70% dos falecimentos. É um número que pode ser reduzido, caso a população modifique seu estilo de vida.

Portanto, a prevenção em saúde no Brasil deve ser incentivada para que as pessoas vivam melhor e, assim, reduzam a utilização dos serviços do convênio médico. Com isso, as empresas de plano de saúde conseguem ter sustentabilidade financeira, oferecendo um atendimento de qualidade a seus beneficiários.

Falta de prevenção e os impactos para a gestão em saúde

O panorama de saúde no Brasil, que, como mostramos, aponta um descuido com a prevenção, traz duas consequências para as operadoras:

  • usuários mais doentes pela negligência com os exames preventivos;
  • usuários que vão utilizar mais o plano de saúde, com internações e terapias mais complexas, em seus últimos anos de vida.

Somado a isso, temos o aumento da população idosa no Brasil, que também gera um aumento de gastos para a saúde suplementar. Em 2060, o país terá 58,2 milhões de pessoas na terceira idade, o equivalente a um quarto da população, segundo projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É preciso que essas pessoas envelheçam com saúde e qualidade de vida.

Diante disso, como oferecer um atendimento completo e de qualidade aos usuários com as altas despesas que desequilibram o orçamento das operadoras? A resposta é: com uma boa gestão em saúde!

A importância de fazer uma boa gestão em saúde

Diante dos dados sobre a saúde no Brasil, para que as empresas consigam sobreviver, não há outro caminho: é necessário investir em uma boa gestão de saúde. Veja a seguir algumas estratégias que devem ser adotadas.

Conheça o perfil de seus usuários

Para que a empresa consiga ter um planejamento dos custos, é essencial entender o perfil dos usuários. Por meio da tecnologia, como o uso do business intelligence (BI), é possível fazer a gestão da saúde populacional. O objetivo é levantar os dados e entender os riscos de cada usuário (a partir das doenças preexistentes, histórico familiar e hábitos) e como é feito o uso do plano de saúde, possibilitando identificar se essa utilização é racional ou não.

Falamos muito sobre as pessoas que descuidam da saúde e não procuram o atendimento médico, mas há também os usuários que, mesmo sem necessidade, passam em três médicos da mesma especialidade e sempre procuram fazer exames de alta complexidade.

Ao conhecer o comportamento dessas pessoas, é possível pensar em ações mais específicas, para que seja possível uma redução das despesas.

Trabalhe com ações direcionadas a cada grupo de clientes

A empresa pode estar mais perto dos seus clientes, trabalhando com programas clínicos de acordo com o perfil e risco de cada um, como os voltados para monitoramento de doentes crônicos, gestantes, envelhecimento saudável, saúde mental, entre outros.

Com uso da tecnologia, é possível se relacionar com o público por meio de aplicativos que informam, por exemplo, o momento certo de fazer check-up ou as consultas de pré-natal.

É possível ainda oferecer um atendimento médico — por telefone ou vídeo — para solucionar questões mais corriqueiras, como problemas simples de saúde, evitando que a pessoa utilize o pronto-atendimento sem necessidade.

Realize campanhas de prevenção de saúde

Por fim, as operadoras podem adotar ações mais efetivas, realizando programas direcionados para a prevenção da saúde.

A ideia é promover eventos (palestras, minicursos, caminhadas, cafés da manhã etc.) que estimulem a realização da atividade física, de uma alimentação saudável e também da necessidade de fazer os exames preventivos, de acordo com o sexo, faixa etária ou histórico de doença na família. Assim, a empresa consegue, aos poucos, modificar a cultura e comportamento de seus usuários, o que vai impactar positivamente em seus custos mensais.

O desafio de saúde no Brasil ainda é grande, devido aos maus hábitos da população. No entanto, para que as empresas de convênios médicos consigam ter um melhor resultado financeiro, é imprescindível direcionar a gestão para a área da prevenção. E a maneira mais inteligente de lidar com essa questão é utilizar a tecnologia para entender quem são os usuários e como eles utilizam o plano de saúde.

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