Qual o custo do tabagismo na saúde e como combatê-lo?

By 1 de setembro de 2020Notícias

tabagismo

O tabagismo está associado a doenças respiratórias e cardiovasculares e a vários tipos de câncer. É um problema de saúde que custa caro para as instituições e que precisa ser combatido. Segundo um estudo do Ministério da Saúde e pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), os custos assistenciais associados ao tabaco chegam a quase R$ 40 bilhões.

No artigo de hoje, vamos esclarecer suas dúvidas quanto ao impacto que o tabagismo causa no sistema de saúde e mostrar como a operadora de planos de saúde pode evitá-lo. Confira!

Quais custos diretos e indiretos do tabagismo afetam o sistema de saúde?

Internações

As substâncias tóxicas presentes na fumaça do cigarro aceleram o envelhecimento e fazem com que o indivíduo tenha uma resistência física menor, sendo mais suscetível a adoecer do que não fumantes. Além disso, a dependência de nicotina é fator de risco para o desenvolvimento de diversas doenças graves, que podem custar caro para o plano de saúde, aumentando o número de internações e acionamentos do atendimento emergencial.

Tratamentos

O tratamento das doenças associadas ao tabagismo também impacta negativamente a saúde financeira da operadora, uma vez que os problemas associados ao vício em nicotina também custam caro.

Em casos de doenças crônicas, como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), o tratamento estende-se ao longo da vida e não há cura. É um custo permanente para a operadora: em consultas, exames, medicamentos e tratamentos fisioterapêuticos, dependendo do parecer do pneumologista.

Mortes prematuras

O estudo do INCA citado anteriormente também mostrou que a perspectiva de vida de quem fuma é reduzida em 6,12 anos para homens e em 6,71 anos para mulheres. Além disso, a pesquisa também estimou que, no Brasil, morrem cerca de 157 mil pessoas por ano em decorrência do tabagismo. Esse número representa aproximadamente 12,5% do total de óbitos no país e, em 2015, o prejuízo com mortes prematuras chegou a R$ 7,51 bilhões.

Quais doenças são desencadeadas pelo tabagismo?

Enfisema

O enfisema pulmonar é uma DPOC caracterizada pela perda progressiva da capacidade respiratória. Tendo o tabagismo como principal fator de risco, a patologia compromete a elasticidade das vias aéreas, levando à destruição dos alvéolos, que são as estruturas responsáveis pela troca gasosa.

A patologia é irreversível — não há como recuperar a área do pulmão danificada. Desse modo, o tratamento consiste em otimizar a parte saudável que restou, seja por meio do tratamento medicamentoso, que geralmente consiste na inalação de substâncias que “abrem” momentaneamente as vias respiratórias, por meio da reabilitação pulmonar, que inclui tratamento fisioterapêutico, e adoção de hábitos mais saudáveis ou cirurgias.

Já o diagnóstico é feito por meio de exames de imagem, sendo a tomografia computadorizada o principal método.

Segundo o INCA, a DPOC está em primeiro lugar no ranking de maiores custos ligados ao tabagismo, com R$ 15,99 bilhões por ano. Em segundo lugar estão aos doenças cardíacas, com R$ 10,26 bilhões.

Asma

A asma é uma doença respiratória muito comum, caracterizada pela inflamação das vias aéreas. Seus principais sintomas incluem:

  • falta de ar;
  • chiado no peito;
  • sensação de aperto no peito;
  • tosse.

Além de fatores genéticos, alguns elementos externos podem contribuir para a piora do quadro, como poluição, mudanças climáticas e o tabagismo.

Na verdade, o tabagismo é um hábito muito perigoso para o paciente asmático. A inalação da fumaça do cigarro — seja de forma ativa ou passiva — amplifica a inflamação das vias aéreas, estreitando o canal da passagem de ar e promovendo a produção de muco.

Dessa forma, o tabagismo aumenta a incidência de crises graves de asma e contribui para o agravamento de sintomas da doença. A asma é responsável por até 350 mil internações todos os anos.

Doenças cardíacas

O vício em nicotina também aumenta as chances de problemas cardíacos, uma vez que a baixa capacidade respiratória pode sobrecarregar o trabalho do coração, levando ao aumento da pressão arterial e inflamando a parede dos vasos.

Ficando em segundo lugar no ranking de custos ligados ao tabagismo, segundo o INCA, as doenças cardíacas são responsáveis por quase 30% do total de óbitos no Brasil.

Vale ressaltar também os riscos que o tabaco pode oferecer para indivíduos não fumantes. O fumo passivo pode aumentar o riscos de doenças cardíacas em até 30%.

Cânceres diversos

Além do câncer de pulmão, como veremos mais abaixo, o tabagismo está associado a diversos outros tipos de cânceres, como de esôfago, estômago, pâncreas, rim, bexiga, laringe, colo do útero e leucemia.

Essa relação acontece porque o cigarro tem muitas substâncias cancerígenas. Por exemplo, o câncer de bexiga, em linhas gerais, ocorre porque as substâncias tóxicas do tabaco nem sempre são eliminadas por meio das vias urinárias, ficando em contato com o órgão.

Câncer de pulmão

Em 2015, o número de mortes por cânceres diversos, associados ao tabagismo, foi de 26.651, enquanto o câncer de pulmão, sozinho, foi responsável por 23.762 óbitos no Brasil — cerca de 47,1% do total.

O câncer de pulmão é uma doença silenciosa, que geralmente só apresenta sintomas quando a patologia está agravada. Isso exige uma resposta rápida das instituições de saúde — o que também custa caro. Em 2015, os custos assistenciais ligados à patologia somaram 2,28 bilhões de reais.

AVC

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) acontece quando há um bloqueio ou um rompimento dos vasos que levam sangue ao cérebro. O tabagismo é um dos principais fatores de risco, aumentando em até duas vezes as chances de desenvolver o quadro.

A doença é de alta periculosidade e pode deixar sequelas graves, exigindo então atendimento imediato. Segundo o INCA, em 2015, a incidência da patologia associada ao tabaco chegou a 59.509, e o custo assistencial, a R$ 2,17 bilhões.

Nesse cenário, fica clara a importância de identificar o problema prematuramente, em vez de esperar que a doença se agrave e seja necessário um atendimento emergencial — que custa caro, tanto para a operadora, quanto para a saúde do paciente.

Dessa forma, o rastreamento de doenças na saúde suplementar é fundamental. Nesse sentido, a Sharecare oferece uma solução chamada “Modelagem Preventiva”, que se baseia em modelos matemáticos para calcular a probabilidade de determinado evento acontecer, ajudando a operadora a implantar soluções mais eficientes.

Pneumonia

A pneumonia consiste em uma inflamação pulmonar, em geral, relacionada a algum tipo de infecção. Seus principais sintomas incluem:

  • febre;
  • falta de ar;
  • tosse com catarro;
  • dor no peito e nas costas;
  • mal estar e sensação de cansaço.

Ela está associada ao tabagismo porque o hábito deixa o pulmão mais suscetível a infecções. Os custos assistenciais associados ao fumo foram de R$ 146 milhões em 2015. É o menor valor apontado pelo estudo — na casa dos milhões, em vez de bilhões, mas ainda é um número bastante expressivo.

Como é possível evitar esses custos?

Invista em campanhas de prevenção

O aumento da perspectiva de vida e o envelhecimento populacional podem levar ao aumento da prevalência das complicações causadas pelo tabagismo. Para lidar com esse problema e equilibrar as contas da operadora, prevenir é o melhor remédio. Apostar em ações educativas, mostrando os males do tabagismo, e investir em medicina preventiva, tratando o problema antes que ele se torne, de fato, um problema, são soluções que trazem resultados.

Implemente programas de saúde e bem-estar

Além de informar e prevenir, também é importante oferecer suporte para quem deseja parar de fumar. E essa assistência deve extrapolar o cuidados diretamente ligados ao vício, englobando a saúde integral do paciente, por meio de programas de saúde e bem-estar.

Para obter sucesso na implementação desses programas, promover engajamento do paciente é essencial. Afinal, qualquer programa só surtirá efeito se o paciente, de fato, participar. Para isso, um tratamento individualizado, que entenda as particularidades de cada um, faz toda diferença.

O programa de Coaching Preventivo da Sharecare conta com o tratamento contra o tabagismo. A solução busca oferecer um atendimento personalizado para o paciente, entendendo o estilo de vida do indivíduo, considerando suas particularidades e demandas pessoais e oferecendo acompanhamento e soluções que façam sentido para aquela realidade.

Viu por que o tabagismo custa caro para a saúde suplementar? O vício em nicotina está associado a diversas patologias graves, como cânceres e DPOC, que aumentam o número de internações e elevam o custo dos tratamentos — além de causar prejuízo com custos indiretos, como mortes prematuras.

A melhor forma de combater esse mal é ajudando a diminuir o número de fumantes, adotando ações de conscientização e implementando programas de bem-estar e saúde. Nesse sentido, o programa de coaching preventivo da Sharecare é uma ótima solução!

Gostou do conteúdo? Quer aprender mais sobre a economia das operadoras? Então, confira agora mesmo nosso artigo sobre redução de custos assistenciais em planos de saúde!