[INFOGRÁFICO] A relação entre transtornos mentais e doenças crônicas e os impactos nas operadoras de plano de saúde

By 12 de maio de 2020Notícias

transtornos mentais e doenças crônicas

A saúde mental é um tema que passou a ser discutido mais abertamente nas últimas décadas. Com o crescimento do número de diagnósticos preocupantes, cada vez mais instituições (públicas e privadas) chamam a atenção para a emergência de lidar com o assunto. Nesse sentido, algo que traz uma preocupação particularmente grande é a relação entre transtornos mentais e doenças crônicas.

Pesquisas científicas e populacionais apontam que o impacto negativo no bem-estar dos trabalhadores afeta diretamente também as empresas que os contratam e as operadoras de planos de saúde. Ainda assim, é preciso ter em mente que existem formas eficientes de combater esses problemas — desde que as ações sejam tomadas o quanto antes!

Pensando nisso, criamos este conteúdo completo sobre o tema. O conteúdo vai ajudar você a entender o cenário atual, a complexidade do desafio e o que pode ser feito pelas operadoras. Confira!

A relação entre transtornos mentais e doenças crônicas

O aumento dos diagnósticos de transtornos mentais, embora ainda bastante discutido, envolve ao menos duas questões principais. A primeira diz respeito ao próprio estilo de vida da sociedade atual, que coloca as pessoas sob grande pressão e estresse, além de um volume muito grande de informações. Somado ao próprio fator genético, que pode aumentar as chances de transtornos, isso explica uma parte do problema.

A outra questão se relaciona ao próprio desenvolvimento da ciência e do acesso a tratamentos psicológicos e psiquiátricos. Com mais pessoas procurando ajuda, é natural que o número de diagnósticos seja maior. Contudo, nem todo mundo se dá conta de que os impactos negativos desse quadro não se limitam à saúde mental, já que boa parte desses pacientes diagnosticados sofre também de alguma doença crônica.

É o que mostram pesquisas realizadas nos últimos anos. Um estudo feito nos Estados Unidos, por exemplo, aponta que metade dos adultos diagnosticados com transtornos mentais apresenta também ao menos quatro doenças crônicas. Dentre elas, destacam-se hipertensão, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e derrame cerebral.

O cenário é ainda mais preocupante quando observamos que no Brasil e em muitos outros países a saúde mental ainda é um assunto tratado como tabu — ou seja, muitas pessoas não discutem o problema abertamente, chegando a negar a si mesmas a possibilidade de sofrerem desse tipo de doença. Consequentemente, o combate ao problema se torna ainda mais difícil.

Os impactos para as operadoras de planos de saúde

Dois estudos da representante brasileira da International Stress Management Association (Isma-BR) oferecem um panorama do cenário da saúde mental no nosso país. O primeiro aponta que cerca de 90% dos brasileiros apresentam algum sinal de ansiedade; o outro indica que em torno de 70% da população economicamente ativa sofre com estresse excessivo.

Para o mercado como um todo — sobretudo as operadoras de planos de saúde —, o impacto é significativo. A Previdência Social estipula, por exemplo, que a depressão é a décima maior causa de afastamentos do trabalho desde 2017. Isso corresponde a cerca de 43 mil auxílios-doença, algo que, obviamente, só acontece depois de muita utilização do plano de saúde.

Os dados são uma evidência explícita de que a saúde mental gera um custo muito alto para as operadoras. Isso nos leva à necessidade de observar mais de perto como essa demanda é recebida pelos serviços de saúde.

O tratamento de doenças mentais na rede de saúde suplementar

Um fator fundamental que deve ser compreendido sobre ambos os quadros é que eles podem não só causar novas doenças, como tendem a criar um ciclo vicioso de agravamento da saúde como um todo. Problemas como ansiedade e depressão, por exemplo, podem comprometer a disposição da pessoa para o autocuidado: os impactos podem ser sentidos na alimentação, na prática de atividades físicas, na sociabilidade etc.

É um estilo de vida que aumenta o risco de desenvolvimento de uma doença crônica. Já os quadros de obesidade, diabetes ou mesmo câncer comprometem a autoestima e a autonomia. Somado ao próprio tratamento, que pode ser um tanto desconfortável, o sofrimento que isso traz pode provocar também os primeiros sinais de transtornos mentais. Como, então, a saúde suplementar lida com isso?

De forma geral, o crescimento é significativo para consultas e internações psiquiátricas, além dos atendimentos feitos por psicólogos. O Mapa Assistencial divulgado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) comprova isso. Em 2018 foram mais de 2,5 milhões de consultas psiquiátricas e mais de 100 mil internações. Em 2012, por exemplo, esses números estavam abaixo dos 1,5 milhões de consultas e 50 mil internações.

Não é à toa que a disponibilidade de profissionais da saúde mental está entre as grandes demandas dos usuários de planos de saúde. O problema para as operadoras, nesse caso, é que as características do tratamento o tornam mais custoso. Na prática, assim como acontece com doenças crônicas, os transtornos mentais exigem um acompanhamento mais extenso e constante — em alguns casos, durante a vida inteira.

Em ambas as situações (transtornos mentais e doenças crônicas), a falta de cuidados pode levar a complicações ainda maiores e, muitas vezes, com menos chances de recuperação completa.

O impacto das doenças crônicas e mentais nos planos de saúde

Há um consenso na comunidade médica no que diz respeito ao impacto desses problemas. Em geral, eles são considerados as principais causas do aumento de custos dos planos de saúde. Se olharmos atentamente para os números mostrados acima, isso faz todo o sentido. São problemas que podem se desenvolver silenciosamente no indivíduo, mas, do ponto de vista coletivo, estão evidentemente muito espalhados.

Dentro das empresas, os primeiros resultados de transtornos emocionais são a queda na produtividade e o aumento no absenteísmo. Em seguida, vem o uso excessivo do plano de saúde. O problema, nesse caso, é que muitas pessoas desconhecem ou rejeitam a discussão — e esse estigma faz com que elas frequentem assiduamente o pronto-socorro buscando por respostas para algo que não está lá.

Eventualmente, quando elas finalmente procuram atendimento voltado à saúde mental — geralmente, por indicação e até mesmo insistência dos médicos —, a situação pode ter avançado demais. O custo com consultas e internações é ainda maior, já que o trabalho a ser desenvolvido é mais crítico.

Esse panorama é mais comum do que parece. Contudo, comum mesmo é o número de pessoas que entram e saem desse ciclo de uso dos recursos do plano de saúde sem de fato terem o problema solucionado — algo que aumenta os custos e o tempo de espera nos serviços.

A estratégia adotada, então, parte de uma premissa básica: prevenir e informar em vez de remediar.

Ações de conscientização e prevenção

A Organização Mundial de Saúde (OMS) vem chamando a atenção das pessoas e, principalmente, dos governos para os problemas da saúde mental e a necessidade de conscientizar as pessoas. Segundo dados de 2018, cerca de 10% da população mundial sofre de alguma doença mental, sendo a depressão e a ansiedade as responsáveis pela maior parcela dos casos.

Como destacamos, a falta de informações por si só é um dos complicadores do problema. Por isso, você pode observar que, nos últimos anos, cresceram significativamente os esforços públicos e privados para levar esse debate ao cotidiano das pessoas. No Brasil, especificamente, duas campanhas merecem destaque especial.

A primeira é o Setembro Amarelo, que tem como foco prevenir o suicídio por meio da conscientização e o oferecimento de informações à sociedade como um todo. Segundo dados da Associação Brasileira de Psiquiatria, cerca de 96,8% dos casos têm relação com transtornos mentais, sendo um dos piores desdobramentos possíveis para esse quadro clínico.

O Janeiro Branco, por sua vez, aborda de maneira mais ampla a saúde mental. Criada em 2014 por um grupo de psicólogos de Uberlândia (MG), a campanha busca fomentar uma cultura de saúde mental entre as pessoas.

De forma similar, ambas apostam na prevenção como a principal estratégia de preservação da vida e combate aos problemas de saúde mental. Graças a iniciativas como essas, o assunto vem sendo discutido mais abertamente e as pessoas encontram menos obstáculos para acessarem o atendimento especializado de que tanto precisam.

É interessante notar, nesse contexto, que a mesma abordagem tem se mostrado uma grande aliada das operadoras de planos de saúde — tanto em relação a transtornos mentais, quanto a doenças crônicas.

Como a medicina preventiva pode auxiliar nesse quesito

A medicina preventiva é a melhor aliada das operadoras que almejam conquistar resultados melhores frente a esse tipo de demanda. O conceito se refere, como o próprio nome sugere, a práticas que têm como objetivo evitar lesões e doenças — sejam elas físicas, sejam emocionais. Grosso modo, a principal diferença é não focar exclusivamente no tratamento dos sintomas, e sim implementar ações antecipadas para evitar que eles ocorram.

Do ponto de vista da operadora, é preciso fomentar ações de conscientização e, ao mesmo tempo, elaborar serviços mais específicos para gerenciar os riscos. Mostraremos em detalhes, mais à frente, como isso pode ser feito.

O que você precisa ter em mente é que a medicina preventiva deve ser desenvolvida e aplicada em três etapas. Na fase primária (também conhecida como período pré-patogênico), as doenças ainda não se desenvolveram. As ações tomadas, então, têm como foco principal os agentes causadores. Isso envolve mapear riscos e conscientizar as pessoas sobre o problema.

Já na fase secundária, algum caso já foi detectado. As medidas tomadas devem ter como objetivo impedir que o cenário se agrave. Por fim, na fase terciária, o problema já se tornou crônico. Nesse caso, o trabalho deve ser feito para amenizar o impacto do quadro clínico na vida do paciente e de seus familiares — além de evitar, é claro, que outra pessoas desenvolvam o mesmo problema.

Tendo isso em mente, é importante considerar que a medicina preventiva traz alguns benefícios para quem busca reduzir o impacto dos transtornos mentais e das doenças crônicas na população atendida pelos planos de saúde. O primeiro está relacionado justamente à questão financeira.

Redução de custos

Ações preventivas são extremamente vantajosas do ponto de vista da economia que geram. Na prática, é possível reduzir custos com tratamentos e as próprias consultas, já que a demanda pelos serviços passa a ser menor. O segredo disso está no fato de que a medicina preventiva ajuda a colocar o paciente no centro do próprio cuidado com sua saúde.

A informação é uma aliada poderosa que permite que as pessoas entendam os riscos e mudem seus hábitos para evitarem o desenvolvimento de uma doença. Da mesma forma, elas se tornam capazes de identificar com antecedência sintomas ou sinais diversos de um problema de saúde. Consequentemente, o tratamento médico passa a ser mais eficiente.

Vale lembrar que, como destacamos, um dos principais problemas da relação entre transtornos mentais e doenças crônicas é justamente o custo que isso gera para as operadoras. Por isso, a medicina preventiva se torna uma estratégia praticamente insubstituível. Não é à toa que ela representa uma verdadeira mudança de mentalidade — tanto para as empresas, quanto para os beneficiários dos planos de saúde.

Prevenção de doenças

Se, por um lado, o número de pessoas com transtornos mentais e doenças crônicas é grande, por outro, a prevenção por meio da conscientização já é uma iniciativa que traz resultados significativos. Basta observar, por exemplo, o que os dados dizem sobre determinados grupos de risco.

Conforme consta no Atlas da Diabetes 2019, a proporção de diabéticos entre os adultos em todo o mundo é de cerca de 1 em cada 11 indivíduos — ou seja, quase meio bilhão de casos. Entretanto, os estudos mostram também que em torno de metade dessas pessoas nem ao menos sabe que tem a doença.

Nessas condições, é natural que os problemas se tornem maiores com o passar do tempo, gerando mais custos para os planos de saúde e deteriorando a saúde da população. Por isso, a medicina preventiva desempenha um papel relevante mesmo em suas iniciativas mais simples, como a promoção do conhecimento entre os beneficiários dos planos.

Os resultados obtidos pela Sharecare também são reveladores. Segundo seus levantamentos, há uma relação direta entre o nível de bem-estar de uma pessoa e o custo que ela gera para um plano de saúde. Na prática, quanto melhor a qualidade de vida, mais baixos são os gastos com os serviços.

Evita procedimentos desnecessários

Outro problema que a medicina preventiva ajuda a combater é o uso desnecessário dos recursos do plano de saúde. No Brasil, é praticamente uma cultura indesejada o ato de ir ao pronto-socorro quando algo acontece, sendo que em boa parte dos casos o caminho mais adequado seria outro.

O ponto é que — mais uma vez, por conta da falta de conhecimento sobre os cuidados com a saúde — as pessoas não sabem muito bem como deve ser a jornada do paciente. Seria suficiente marcar uma consulta ou mesmo tomar alguns cuidados básicos em casa, mas sem saber disso a pessoa acaba aumentando as filas do pronto-atendimento.

A medicina preventiva tem um impacto significativo no que diz respeito a esse problema, principalmente quando ela é desenvolvida junto a outros programas clínicos voltados à atenção individual.

Mas como, afinal, isso é feito? É o que mostraremos a seguir.

Como a medicina preventiva é colocada em prática pelas operadoras

Existem diferentes formas de implementar as práticas que compõem o conceito de medicina preventiva. De forma geral, tenha em mente que você deve começar adquirindo conhecimento aprofundado sobre as demandas específicas da sua população. A partir disso, implemente programas e soluções que promovam esse trabalho de prevenção voltado a cada uma dessas necessidades.

Veja abaixo algumas das iniciativas fundamentais que você pode colocar em prática na sua operadora.

Modelagem preditiva

Uma solução de modelagem preditiva tem como objetivo fornecer previsões de cenários possíveis. Por meio de algoritmos matemáticos e estatísticos, ela calcula as chances de um evento ocorrer em um determinado período de tempo. No contexto da gestão de saúde, ela é aplicada para identificar grupos de risco em uma população.

Trata-se da forma mais eficiente de fazer um levantamento das demandas dos seus beneficiários e, a partir delas, otimizar o oferecimento dos serviços.

Programas de saúde mental

Se a saúde mental é um problema com características particulares e sobre a qual ainda carece uma conscientização das pessoas, é fundamental tratar dela em iniciativas específicas. O Programa Saúde Mental criado pela Sharecare, por exemplo, ajuda a identificar pessoas com Condições Mentais Comuns (CMC) — como depressão, ansiedade ou Burnout.

Isso ocorre por meio de uma avaliação do perfil emocional mais comum em um determinado grupo. Com base nesses dados, é feito um monitoramento de cada indivíduo, além de um trabalho de fomentar seu engajamento em tratamentos psicológicos e psiquiátricos.

Central de atendimento

Outra solução interessante, nesse sentido, é o canal de atendimento 24 horas — como o Ligue Saúde, da Sharecare. Estamos falando de uma central 0800 disponível dia e noite para tirar dúvidas e dar orientações aos beneficiários. Um dos principais impactos notados é a redução do uso inadequado dos serviços.

Caso a pessoa sinta algum sintoma ou tenha uma dúvida sobre o tratamento da sua doença crônica, por exemplo, basta entrar em contato e falar com a equipe de saúde. Sem sair de casa, ela recebe as orientações que precisa para resolver o problema.

Porém, se for o caso de uma visita ao hospital ou à clínica, ela receberá instruções sobre qual é o melhor caminho para dar entrada no atendimento (consulta agendada, emergência etc.).

Programas de gestão de doenças crônicas

Direcionar os esforços às doenças crônicas, de maneira mais específica, também é uma iniciativa importante, que ajuda a reduzir custos e melhorar a qualidade de vida dos beneficiários. O programa de Gestão de Crônicos da Sharecare é um ótimo exemplo disso, já que tem como objetivo justamente promover um monitoramento personalizado de cada indivíduo.

O primeiro diferencial é justamente melhorar a eficiência do tratamento. O foco são Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) como Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), Diabetis Mellitus, Doença Arterial Coronária (DAC), Asma e Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC).

Com esse olhar mais aproximado, é possível evitar o agravamento do problema e, consequentemente, reduzir custos para a operadora.

Envelhecimento saudável

Um programa que a Sharecare oferece e que tem uma premissa muito interessante é o Envelhecimento Saudável. Estamos falando de uma população que traz consigo algumas demandas específicas. Além de oferecer alguns riscos maiores à saúde do indivíduo, essa fase da vida o coloca em um cenário de muita incerteza e insegurança.

É comum ter alguma dificuldade para gerenciar a ideia de se aposentar, por exemplo. Somando-se isso às questões de saúde, essa população se torna mais vulnerável a problemas psíquicos, sobretudo ansiedade e depressão.

O programa da Sharecare alia conhecimento e tecnologia para lidar com esse ciclo de vida tão importante de forma mais natural e, é claro, saudável. Com o acompanhamento individual, o programa reduz os custos ambulatoriais e cria um senso de autocuidado maior nesses indivíduos.

Os resultados falam por si só: cerca de 87% das pessoas atendidas dizem ter uma boa percepção da saúde.

Soluções de gestão de saúde

Por fim, é importante destacar o papel das soluções de gestão de saúde voltadas às operadoras. O grande diferencial da plataforma Sharecare, por exemplo, é integrar todas essas soluções e ainda oferecer ferramentas tecnológicas para que você gerencie os dados de forma eficiente, direcionando a estratégia de saúde da sua organização para onde é mais necessário.

No dashboard gerencial, por exemplo, você tem acesso a análises profundas sobre o comportamento da população. Logo, é possível desenvolver um trabalho muito mais eficiente, baseado em dados confiáveis e relevantes para as estratégias que você cria.

A relação entre transtornos mentais e doenças crônicas, como você pôde ver, exige esse tipo de ação estratégica e coordenada. Com programas clínicos personalizados e a tecnologia trabalhando a seu favor, você reduz custos e melhora a qualidade de vida dos seus beneficiários. Então, coloque essas dicas em prática agora mesmo!

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