5 dicas para incentivar o uso adequado do plano de saúde corporativo

By 17 de julho de 2020Notícias

uso adequado do plano de saúde corporativo

Pela primeira vez, em 2019, o valor médio de um plano de saúde empresarial bateu mais de 20 mil dólares anuais. Embora esses dados sejam norte-americanos, eles refletem uma realidade que também vivemos no Brasil: um valor crescente, desde 2000, no impacto financeiro da saúde nas empresas. E um dos fatores que contribui para esse fenômeno é o mau uso do plano de saúde corporativo.

Afinal, a literatura científica aponta contundentemente a utilização correta da rede como um fator de economia dos planos de saúde. Saber para onde se dirigir em casos específicos, comparecer a consultas periódicas e aderir à medicina preventiva são hábitos essenciais para recuperar o fôlego da rede assistencial e promover a redução da sinistralidade.

No entanto, estimular esse comportamento ainda é um desafio para muitas empresas. A seguir, apresentamos 7 dicas práticas e diretas para auxiliar nessa tarefa e incentivar o uso correto do plano de saúde corporativo. Continue a leitura para saber mais!

1. Promova programas clínicos de gerenciamento

Na maioria das vezes, a mudança de uma cultura empresarial envolve repetição, calma e insistência. Por isso, um dos problemas na conscientização dos funcionários é quando ela é realizada de maneira pontual e espaçada. Nesses casos, talvez ela promova um insight no colaborador, mas dificilmente esse estímulo será permanente.

Tendo isso em vista, é necessário um programa de conscientização constante dos funcionários, às vezes em nível até pessoal. Os programas mais conhecidos são os de coaching em saúde, que acompanham constantemente os usuários do plano. Assim, é possível lembrá-los de consultas de rotina, manutenção de hábitos saudáveis ou métodos indicados de rastreamento.

Esses programas são especialmente eficazes quando se busca resultados duradouros e em longo prazo. Mantendo esses hábitos, o colaborador terá menos riscos de desenvolver doenças e complicações — que são mais ameaçadoras à vida e custam mais caro ao plano de saúde do que a prevenção em si.

2. Estabeleça a cultura de cuidado com a saúde mental

A preocupação com saúde mental está em alta. Para termos uma ideia, a depressão já é a causa principal de absenteísmo no trabalho, reduzindo a produtividade e aumentando o risco de erros humanos.

Outro transtorno que vem ganhando destaque é a síndrome de burnout. Ela ocorre quando o paciente atinge um esgotamento mental e emocional que prejudica sua capacidade executiva. Recentemente, a OMS a classificou como um “fenômeno ocupacional”, atrelando sua responsabilidade diretamente às empresas.

Por isso, mais do que nunca, é importante investir na saúde mental. Além de reduzir o impacto financeiro na rede de saúde, isso também respalda a empresa em possíveis casos futuros de judicialização. Consultas frequentes com psicólogos e rastreamento de problemas prevalentes — como a depressão e a ansiedade — podem ser boas estratégias de conscientização.

3. Incentive o check-up médico

Check-up é o termo utilizado para as consultas periódicas ao médico, mesmo que não haja nenhum sintoma ou doença. Nessas consultas, é possível aplicar os métodos de rastreamento, como a mamografia e o exame de Papanicolau, no caso das mulheres. Com isso, os pacientes que aderem ao incentivo garantem um diagnóstico precoce às doenças e, consequentemente, um tratamento mais eficaz.

Além disso, é nessas consultas que os profissionais da saúde têm a oportunidade de educar os pacientes sobre hábitos saudáveis. Essa estratégia é chamada de promoção da saúde, que compreende estímulos gerais sobre comportamentos que melhoram a saúde global do paciente. Isso também reduz a incidência de doenças crônicas e seu impacto na rede assistencial.

A prevenção, por outro lado, é uma estratégia direcionada. Nela se incluem os métodos de rastreamento, que visam triar casos com maior risco de desenvolvimento de determinada doença. Diferentemente da promoção, a prevenção tem um calendário próprio, guiado por diretrizes nacionais e internacionais. O Papanicolau, por exemplo, deve começar a ser realizado aos 25 anos de idade — e, a partir daí, seguir uma frequência específica.

4. Estimule a educação sobre a rede de saúde

Para os pacientes, não basta saber quando comparecer a um médico: é preciso, também, saber onde ir. Para utilizar adequadamente a rede de saúde, é importante conhecer as indicações para consultas ambulatoriais, o fluxo de autorizações de procedimentos e as condições para comparecimento ao pronto-atendimento (PA).

A literatura médica é concordante em relação aos impactos do mau uso, principalmente do PA. Por ser um atendimento visto como mais rápido, ele é procurado com mais frequência pelos pacientes, mesmo que suas queixas não sejam urgentes. Isso leva a uma sobrecarga do serviço de emergência, ao aumento de riscos do paciente e, claro, à elevação dos gastos com saúde.

Por isso, é importante deixar claro para os funcionários quando eles devem comparecer ao PA e quando suas queixas podem ser resolvidas no ambulatório. Isso envolve educação sobre a rede de saúde e sobre os centros e hospitais que são abrangidos pelo plano.

5. Ofereça um canal para orientações e esclarecimento de dúvidas

Mesmo se o paciente for conscientizado sobre as diferentes frentes de atendimento, ele pode precisar de orientação em momentos específicos. Imagine que ele está com sintomas respiratórios, por exemplo: qual é o limite entre poder tratar a doença em casa e precisar comparecer ao PA? Como saber se o problema atual pode ser resolvido no setor de emergência?

Para isso, o PA conta com fluxogramas específicos para cada queixa, o que direciona a conduta dos profissionais. No entanto, para que o paciente tenha acesso a essa triagem, ele tem que se deslocar fisicamente à unidade de emergência. Por isso, a recomendação usual era “na dúvida, compareça ao PA”. Hoje em dia, isso mudou.

À luz de protocolos de ação internacionalmente consolidados, já é possível guiar essa conduta de casa, por um canal de orientações. Antes que o paciente cogite comparecer ao PA, ele liga para a central e informa à equipe sua condição. Esta, por sua vez, o coloca no protocolo que já seria utilizado no PA, informando ao paciente se ele precisa realmente se deslocar fisicamente até lá.

Com isso, garante-se que a unidade de emergência estará livre para o atendimento dos casos que mais precisarem dela. Além disso, os pacientes ficam livres do risco intrínseco à ida ao hospital (como infecções hospitalares ou procedimentos desnecessários). Por fim, isso também equilibra as contas da empresa, desafogando o PA — algo especialmente útil em casos de pandemia ou surtos esporádicos.

Se você procura por um canal confiável de orientações, com uma equipe altamente treinada, a Sharecare pode ajudar. O Ligue Saúde foi pensado especialmente para reduzir as idas desnecessárias ao PA e educar os funcionários quanto ao uso do plano de saúde corporativo. Nesse canal, a Sharecare conta com médicos e enfermeiros treinados em protocolos internacionais, utilizados em países como Inglaterra, Canadá e Estados Unidos.

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