Síndrome do coração partido. É como o próprio nome diz. Trata-se de um problema cardíaco causado por uma emoção negativa muito forte, como o término de um casamento, a descoberta de uma traição, um acidente ou a perda de um ente querido. Apesar de normalmente ter origem psicológica, acredita-se que o excesso de adrenalina provocado por esta emoção forte provoque mal funcionamento cardíaco. Os ventrículos do coração não contraem corretamente e simulam um infarto do miocárdio, tendo semelhança com um coração partido.

Esta síndrome é rara e tem maior incidência entre as mulheres acima dos 40 anos, principalmente as que se encontram no período pós-menopausa. Seus sintomas mais comuns são caracterizados por dor súbita no peito e falta de ar, mas outros sinais também podem ser tonturas e vômitos, perda de apetite e dor no estômago, raiva, tristeza profunda ou depressão, dificuldade para dormir, cansaço excessivo, perda de autoestima ou sentimentos negativos.

Como a condição é resultado de grande estresse físico e/ou emocional, praticar atividades físicas pode ser muito benéfico para sua recuperação, não apenas pelo fortalecimento do corpo, mas também pelas vantagens psicológicas. Segundo o educador físico e coach da Healthways, Diego Ucha, exercícios físicos ajudam a tonificar o coração e controlar doenças. “Os principais benefícios da atividade física para o coração são a diminuição das chances de desenvolver doenças, como o infarto e o Acidente Vascular Cerebral (AVC), e o auxílio no controle de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e colesterol alto”, explica Ucha.

Para garantir esse retorno, o coach afirma que o mais indicado é praticar exercícios em que movimentam-se grandes grupos musculares, para que o esforço eleve a frequência cardíaca e o coração trabalhe com mais eficiência, sem ter que fazer tanto esforço. Alguns exemplos são: caminhada, corrida, natação, treinamento funcional e esportes coletivos, como vôlei, futebol, entre outros.

Entretanto, Ucha reforça alguns cuidados que todas as pessoas devem tomar quando praticam exercícios físicos, para não sobrecarregar o coração. “É importante sempre seguir as orientações do médico e ficar atento para não ultrapassar sua frequência cardíaca máxima. Para calculá-la, deve-se subtrair a própria idade de 220, ou seja, um indivíduo com 20 anos de idade tem a frequência cardíaca máxima de 200 bpm”, ilustra o coach.

Especialmente para os iniciantes, a recomendação é ter acompanhamento próximo de um educador físico para auxiliar na intensidade e duração dos exercícios. Além disso, quem tem histórico de doenças cardíacas o ideal é realizar atividades com um frequencímetro (monitor cardíaco) para maior controle e tranquilidade.

As vantagens dos exercícios para o corpo são fundamentais para o fortalecimento do coração, mas para quem sofre com a síndrome do coração partido, os benefícios psicológicos podem ser a chave para uma resposta positiva. Segundo Ucha, a atividade física regular promove a liberação de endorfina, substância química que produz sensação de felicidade e euforia, e aumenta a produção de noradrenalina, substância química que pode moderar a resposta do cérebro ao estresse.

“Além disso, atividades físicas em grupo ainda promovem o convívio social, levando a pessoa a realizar novas amizades e aumentar sua rede de apoio e suporte, principalmente para aqueles que se encontram depressivos e por muitas vezes sozinhos. Realizar uma atividade em grupo ou um esporte coletivo pode, além de gerar benefícios a saúde de forma geral, ser grande aliado no combate ao estresse, ansiedade e depressão”, finaliza o coach.