O que você precisa saber sobre a saúde da pessoa com deficiência?

3 de dezembro de 2021

O dia 3 de Dezembro traz uma série de reflexões importantes, que chamam nossa atenção para a realidade vivenciada por PCDs. Nesse contexto, a saúde da pessoa com deficiência não poderia deixar de ser discutida.

Promover o bem-estar e a qualidade de vida dessas pessoas é responsabilidade do setor público, que deve ficar atento aos temas, às demandas e aos desafios. Continue a leitura e saiba mais!

Qual a importância do dia 3 de Dezembro? 

A data refere-se ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992. Seu objetivo é incentivar a discussão de temas como a inclusão, a acessibilidade e o combate ao preconceito, conscientizando a população para garantir os direitos das PCDs e promover a qualidade de vida.

Um assunto fundamental, portanto, é a saúde dessas pessoas. O Sistema Único de Saúde (SUS) e os governos municipais, estaduais e federal têm responsabilidade inegável sobre o bem-estar desse público, a forma como ele é visto e a sua integração social. 

Assim, para além de combater as barreiras físicas — como a falta de acessibilidade nos postos—e pensar nas demandas mais frequentes, é preciso considerar os obstáculos sociais e atitudinais, transformando o olhar acerca das deficiências. É assim que sua saúde será cuidada de forma integral. 

Quais são as diretrizes da Política Nacional da Saúde da Pessoas com Deficiência? 

Os direitos das PCDs são defendidos por várias normas, como a Lei de Cotas (1991), a Lei Brasileira de Inclusão (2015) e a Política Nacional de Saúde da Pessoa Com Deficiência. Essa última é voltada especialmente para o SUS, visando a inclusão em toda a rede de serviços do sistema. 

Seu objetivo é promover desde a prevenção de agravos até a reabilitação. Listamos abaixo as principais diretrizes dessa política, explicando cada uma delas. Confira!

Promoção da qualidade de vida

Esse ponto refere-se à ampla inclusão sociocultural, à igualdade de oportunidades e à construção de ambientes acessíveis. Os cidadãos devem participar da sociedade com condições que garantam os seus direitos, seja na escola, no trabalho, no transporte público ou nas diversas situações do dia a dia.

Na saúde, é preciso assegurar que essas pessoas estejam representadas e participem dos Conselhos, atuando efetivamente na criação de propostas e na avaliação das ações. É necessário, ainda, tornar acessíveis todas as unidades de cuidado e atendimento, conforme o descrito na ABNT e no Manual de Estrutura Física das Unidades Básicas de Saúde. 

Prevenção de deficiências

Essa diretriz indica a importância de um trabalho intersetorial. As redes, como hospitais, ambulatórios, Unidades Básicas e NASF (Núcleo Ampliado de Saúde da Família), devem se manter em comunicação, integrando as ações de reabilitação, prevenção e promoção da saúde. O objetivo é formar uma rede de assistência completa. 

Ações de prevenção devem evitar ou atenuar a ocorrência e o agravo de deficiências. Assim, incluem-se os trabalhos de imunização e acompanhamento às gestantes, recém-nascidos, crianças e diabéticos, entre outros quadros. Ainda é importante atuar na prevenção de violências e de acidentes (em casa, no trânsito e no trabalho). Medidas educativas e de conscientização fazem toda a diferença.

Também são contempladas ações para a inclusão social, de modo a extinguir barreiras atitudinais, sociais e arquitetônicas. A saúde deve se unir a áreas como o transporte, a cultura, a educação e os direitos humanos em busca desse objetivo, buscando implicar a própria comunidade nesse processo

Atenção integral à saúde 

O SUS é responsável por garantir que as PCDs tenham acesso aos seus serviços, desde as ações mais básicas às mais complexas. É preciso tornar acessível qualquer consulta, exame, tratamento ou procedimento, além de prover os recursos, medicamentos e a tecnologia acertada necessária.

As unidades, postos e hospitais devem estar preparados, com a devida acessibilidade e capacitação, para atender às demandas que correspondam aos seus serviços. Os acompanhamentos devem ser completos, seja qual for a situação. É preciso reconhecer as barreiras em cada comunidade e contorná-las.

Melhoria dos mecanismos de informação

É necessário melhorar os recursos de coleta e registro de dados sobre as PCDs, além de desenvolver melhores parâmetros e indicadores para estudos e pesquisas. Isso é fundamental para uma maior compreensão da saúde desse público, possibilitando uma assistência mais efetiva.

Outro ponto essencial é adaptar os materiais, informativos e educativos, para as pessoas com deficiência: materiais de campanha e ações abordando a saúde devem ser compartilhadas em Libras e em Braile, por exemplo. 

Capacitação de recursos humanos

A humanização da saúde e a capacitação profissional são essenciais para a assistência às PCDs. Desde os gestores até os médicos, fisioterapeutas e psicólogos — entre os demais profissionais — devem se capacitar e se atualizar acerca de questões das pessoas com deficiência. 

Projetos de pesquisa e disciplinas sobre o tema durante a formação fazem toda a diferença. Para além disso, é preciso criar um maior espaço para as áreas de prótese e órtese, por exemplo. Todo profissional deve estar preparado para atender a pessoa e sua família com o devido respeito. 

Organização e funcionamento dos serviços

O objetivo é criar uma rede de cuidados para as pessoas com deficiência, de maneira descentralizada, participativa e intersetorial. É preciso contar com uma rede multidisciplinar, oferecendo apoio ao cidadão e sua família. A medicina integrativa é interessante nesse sentido, auxiliando no cuidado integral da saúde das PCDs.

Quais os desafios da gestão da saúde pública? 

A saúde pública enfrenta uma série de desafios, que afetam seus atendimentos e o gerenciamento de ações. São necessárias estratégias para conhecer melhor o público, por exemplo, identificando as demandas, dificuldades, características e padrões que afetam seu bem-estar. 

No caso de PCDs, muitas vezes há pouco conhecimento sobre as especificidades de cada caso, tratando a deficiência de forma generalizada. Se desconhece, inclusive, o potencial dessas pessoas, devido a um olhar social que valoriza apenas os corpos e comportamentos “padrão”.

A falta de acessibilidade e a falta de profissionais em certas regiões também são obstáculos marcantes. Assim, é preciso um olhar atento e aprofundado para buscar soluções, ampliando ainda mais o alcance do Sistema Único de Saúde. 

Para atuar nesse cenário, você pode contar com o apoio da tecnologia em saúde. Recursos como as teleconsultas permitem o acesso a serviços mesmo sem sair de casa, facilitando o cuidado e a assistência a esse público. O contato entre profissionais de todo o mundo também se torna uma realidade, ampliando estudos e conhecimentos sobre a área.

Esperamos que o dia 3 de Dezembro ajude a trazer transformações reais para a saúde da pessoa com deficiência. A Sharecare está à disposição para apoiar o acesso à saúde, com recursos de qualidade para contribuir nas demandas.

Se você gostou do artigo, não deixe de entrar em contato e conhecer nossos serviços. Estamos aqui para levar saúde e bem-estar para sua população!

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