Você sabe quanto custa a saúde no Brasil?

1 de outubro de 2021

gastos públicos com saúde

Avaliar os gastos públicos com saúde é fundamental para garantir e otimizar o aproveitamento de recursos. Não é segredo para quem trabalha na área, nem para quem usa o sistema de saúde, que faltam meios para que todos sejam atendidos de forma ideal.

Portanto, é fundamental elaborar métodos capazes de contribuir para o máximo aproveitamento dos recursos disponíveis. Isso significa que o cuidado com os gastos não é apenas uma atividade financeira ou gerencial, mas humana acima de tudo.

Para provocar uma reflexão, relacionamos alguns números sobre a nossa realidade. Contextualizamos o cenário de desperdício e apontamos desafios, possibilidades e soluções. Tudo isso com objetividade e clareza. Confira!

A média de gastos públicos com saúde no Brasil

Em 2018, R$ 131,2 bilhões foram destinados ao orçamento da saúde pública brasileira e, segundo o Ministério da Saúde, a expectativa é que os gastos aumentem na mesma proporção em que a população envelhece. Em relação à saúde privada, segundo dados do Instituto de Estudos em Saúde Suplementar (IESS), atualmente os gastos desse setor representam quase 60% do total de despesas com saúde no país.

Já em 2019, segundo o Estadão, foram gastos R$ 292,5 bilhões, o que representa um acréscimo importante em relação ao ano de 2018. De 2020 em diante, passamos a combater a pandemia do Sars-CoV-2, o que alterou totalmente a natureza dos gastos, inviabilizando uma comparação com os anos anteriores.

O cenário de desperdício de recursos na saúde

Ainda que o contexto de combate à Covid-19 não permita comparação, o cenário parece ter chamado a atenção para o desperdício, observável na nossa realidade. Ao menos é o que sugerem em 2020 alguns especialistas da divisão de saúde da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Considerando o investimento privado, o Brasil gasta em saúde 1,4% a mais do PIB do que a média dos países-membros da OCDE que, na maioria, são ricos. Contudo, o gasto público é inferior. A opinião do diretor-adjunto da divisão de saúde da entidade é a de que, além de aumentar investimentos, é preciso aplicá-los melhor.

Essencialmente, ele destaca alguns problemas reconhecidos, como gastos com hospitalizações e atendimentos de urgência que poderiam ser evitados com foco na atenção primária. Exames simples inacessíveis no momento certo impedem o diagnóstico precoce de doenças que poderiam ser tratadas, antes de se tornarem problemas graves, aumentando os custos e prejudicando o paciente.

Deficiências no sistema de regulação ficam claras quando observamos um índice de cesarianas acima da média e prescrições de medicamentos consideradas desnecessárias, especialmente de antibióticos.

Os desafios relacionados à saúde no Brasil

Nesse cenário, o alto custo ainda é impactado por fatores como o aumento da utilização de recursos médicos, a inclusão de novas tecnologias e, com frequência, fraudes que elevam os gastos. A maior longevidade da população desponta como um dos grandes desafios para a gestão dos custos na saúde. Essa faixa foi a única que cresceu na saúde suplementar nos últimos 3 anos, de acordo com a ANS.

Considerando esse cenário, a gestão eficiente dos ativos da saúde é o ponto de partida para resolver as questões que incidem sobre o aumento das despesas. A implantação de novas tecnologias se tornou um vetor imprescindível para o gerenciamento inteligente com foco na redução de custos.

As possibilidades de otimização de recursos financeiros na saúde

Em qualquer setor, a otimização de custos depende de gestão eficiente. Em saúde, não é diferente, mas existem particularidades com participação pontual em cada caso, situação e contexto.

Profissionais da área da saúde pública enfrentam problemas desde a contratação de soluções e insumos. Com o objetivo de evitar desvios e irregularidades, esse processo deve seguir as regras legais aplicadas às licitações, que geram burocracias, diminuem a agilidade e limitam a flexibilidade. Isso dificulta o processo.

Essa afirmação não significa qualquer questionamento sobre nossa legislação e as regras que ela determina para práticas em saúde. Muitas delas são necessárias. Ainda assim, é preciso reconhecer quando elas geram algum tipo de dificuldade, pois é isso que permite pensar em soluções viáveis para superá-las.

De qualquer modo, esse foi apenas um exemplo. Como mencionamos no início deste tópico, as possibilidades são mais bem identificadas quando usamos a inteligência de dados, pois eles nos ajudam a identificar gargalos e definir prioridades.

Ou seja, a aplicação é mais efetiva e os recursos são mais bem empregados quando direcionados para o que pode trazer melhores resultados. Isso significa que a gestão de recursos precisa ser feita com base em dados precisos, detalhados e confiáveis.

A tecnologia como aliada da redução de custos com saúde pública

Considerando a necessidade de levantar dados, não podemos deixar de lado a importância da tecnologia para garantir resultados superiores. Pode parecer que a transformação digital e a Saúde 4.0 sejam apenas movimentos para a implantação de inovações tecnológicas, mas a essência dessas mudanças passa pela forma como usamos os dados. Eles podem ser coletados e processados em quantidade para revelar, comparar e embasar a definição de políticas públicas.

Vários recursos tecnológicos participam desse processo, como:

  • sistemas de exames digitais, que usam Inteligência Artificial (IA) e reconhecimento de imagem para identificar anomalias imperceptíveis ao olho humano em radiografias, por exemplo;
  • sensores que levantam dados sobre sinais vitais de pacientes crônicos.

Mais objetivamente, podemos dizer que, em nossa experiência e de acordo com as soluções tecnológicas que oferecemos, observamos excelentes resultados nas aplicações que seguem.

Pronto Atendimento Digital e Ligue Saúde

Essa solução resolve 85% dos atendimentos, evitando o deslocamento desnecessário para unidades de urgência, reduzindo as visitas ao pronto-socorro. Isso é possível quando aliamos a tecnologia, que permite o atendimento imediato, com alta qualificação profissional e protocolos clínicos de urgência e emergência de excelência.

Telemedicina

A pandemia provou que a telemedicina pode ser efetiva e não apenas para conter o contágio. O atendimento a distância permite a alocação de especialistas com agilidade e abrangência para atendimentos específicos, que não exigem o atendimento presencial. Inclusive, algumas situações são bem simples, como a troca ou renovação de uma receita.

Gestão de programas de saúde

O acompanhamento personalizado e preventivo de idosos, por exemplo, pode aumentar sensivelmente a qualidade de vida dos pacientes, bem como diminuir os gastos com atendimentos de urgência e emergência, internações e reinternações. Além disso, evita tratamentos de doenças em estágios avançados.

Programas de saúde bem elaborados também podem ser especialmente eficientes ao contribuir para a gestão de doenças crônicas, como: doenças cardíacas, respiratórias, hipertensão arterial e diabetes.

Nesse caso, a tecnologia pode ser usada para automatizar o relacionamento e o atendimento, como nos casos de sistemas que permitem que o próprio paciente agende consultas, com envio automático de lembretes.

Há também soluções que permitem o autoatendimento e ajudam com o engajamento dos pacientes. Além de tudo isso, é determinante o levantamento de dados da população a ser atendida, de modo a dimensionar os programas com precisão.

Gestão de excelência

Precisamos insistir no fato de que a gestão eficiente é a base da otimização dos custos. Dados integrados e confiáveis são levantados para definir ações e solucionar problemas, de acordo com os prejuízos mensurados e os gargalos identificados.

Garantir uma boa comunicação entre os responsáveis pela execução das diversas atividades de saúde e os decisores, por meio de tecnologias que facilitem o acesso à informação, também é primordial para que dados de qualidade estejam disponíveis com facilidade de acesso e uso.

O compartilhamento em tempo real da informação e o alto nível de segurança são outros fatores imprescindíveis. Aliás, a garantia de privacidade e a segurança de dados são ainda mais importantes em atividades de saúde, pois são usados dados sensíveis.

O apoio da Sharecare na redução de gastos públicos com saúde

A Sharecare, empresa líder na combinação de saúde digital com gestão de saúde integrada, é especialista em desenvolver soluções que contribuem para a eficiência da gestão de provedores de saúde pública, empresas e planos de saúde. Em operação no Brasil desde 2015, a Sharecare contribuiu para a redução anual de mais de R$ 100 milhões no custo com saúde de seus clientes.

Por meio de soluções que utilizam Big Data e Machine Learning aplicados a modelos matemáticos, o objetivo é fazer com que os gestores melhorem o processo de tomada de decisões. Isso leva à interpretação correta de indicadores de saúde, o que possibilita investimentos otimizados.

“A redução de custos na saúde está baseada no conhecimento aprofundado sobre a saúde de pessoas e na aplicação de novas tecnologias para promover a saúde integral dessa população. Pessoas mais saudáveis se sentem bem para produzir. Quando se trata de produtividade, estamos falando do principal fator competitivo para as empresas, o que realmente lá na ponta vai fazer a diferença na conquista de melhores resultados financeiros”, explica o diretor-geral para América Latina da Sharecare, Nicolas Toth Jr.

As diferentes soluções desenvolvidas pela Sharecare podem ser implantadas para diminuir os gastos públicos com saúde de acordo com cada caso, conforme demandas específicas e os recursos disponíveis. Por isso, o ideal é avaliar o cenário e os números de cada localidade ou instituição, para levantar o potencial de otimização.

Entre em contato e conte com nossa equipe para ajudar você a fazer esse levantamento!

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